PT - Instantâneo

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

QUANDO CONFRONTAMOS OS DOIS “BRASIS” – LULA VS FHC

É inevitável esta comparação, ainda mais com os índices de aprovação provenientes do Governo Popular de Lula e a melhoria inegável e palpável em relação ao desastroso e mal tripulado Governo Despótico de FHC e dos tucanalhas. O Brasil de 2007 deixou o tenebroso futuro vislumbrado após oito anos de terrorismo econômico e social propagado pelo PSDB a frente do governo. Lula e o PT mudaram a ótica e o futuro fatídico.


As notícias provenientes de institutos de pesquisa e de órgãos de referência a nível global apontam um novo traçado para o Brasil de 2007, um país que avança em todos os setores a uma velocidade assombrosa, principalmente para corja de incapazes que conduziram este país por séculos. Lula transformou o Brasil em potência regional almejando sua inserção no contexto global de forma cada vez mais decisiva, ao invés do articulador fraco e submisso idealizado até 2002, com a condução do sociólogo inerte FHC.

O Brasil que todos observavam em 2002 era o país do desastre impreterível que somente esperava sua oportunidade de ingressar nas profundezas do subdesenvolvimento e se tornar o “país do futuro distante”, a crise econômica e social era iminente, a sua população clamava por alguém que pudesse retirar-lhe deste fosso que se apresentava perante nossos olhos.

O Brasil de FHC era um covil socioeconômico, de projetos que jamais saíram do papel e de governos mal tripulados, a renda do trabalhador caia assustadoramente, juros e inflação subindo a cada dia que a economia internacional soluçava, qualquer nuvem no céu era o bastante para esperar a catástrofe econômica que engoliria o Brasil, crise da Coréia, do México, da Rússia, dos Estados Unidos, de Hong Kong, do Japão, da Argentina, da China e tantas outras que nos faziam tremer e esperar pelo pior. O Brasil de Lula resiste às piores intempéries, se tornou uma potência econômica em ascensão, o emprego cresce mês a mês, a renda do trabalhador é incrementada dia após dia, com crise ou sem crise.

O déspota FHC, que regia o incompetente governo, que engessava as engrenagens e privatizava os sonhos e as esperanças do povo brasileiro, sob um clima desesperador de salvar o país da recessão de oito anos entre 1995 e 2002, que atendia pelo nome neo-liberalismo. Lula extirpou este mal da máquina pública, libertou o Brasil dos males de FHC e dos tucanalhas, baniu o fantasma da recessão com a reestruturação da máquina do estado brasileiro e com o expurgo do clima de privatização do país.

O terrorismo econômico que tanto afastava Lula e o PT do governo se tornou uma poderosa arma em 1998, porém em 2002 se tornou a própria forca dos tucanos. Hoje FHC esbraveja cólera a cada resultado positivo do Brasil, a cada avanço da esquerda na América Latina, como se fosse o maior estandarte do desenvolvimento econômico e social do país e estivesse em condições de julgar o governo Lula.

O Brasil de FHC era a idealização do fim da utopia de um país desenvolvido e começo um período de retraimento socioeconômico que levaria a uma grande depressão. O Brasil de Lula é a idealização do sonho do país desenvolvido, comprometido com as classes sociais mais frágeis, e soerguendo as ideologias, que há muito tempo residiam e eram debatidas no PT e na sociedade, que FHC tratou de sucumbir. Lula trouxe a tona um país que já não tinha crença em suas próprias forças, que não enxergava nada além da recessão, para liderar um processo em que somos vanguarda de desenvolvimento.

Tomando as palavras enviesadas do Rei Juan Carlos da Espanha, direcionadas ao presidente e líder venezuelano Hugo Chávez, em caráter de empréstimo, para dizer a FHC: “Porque no te callas?”

domingo, 27 de janeiro de 2008

CONLUTAS E CONLUTE - OS AMIGUINHOS IMAGINÁRIOS DO PSTU

O PSTU afirma em vários de seus infames textos, onde direcionam suas críticas às centrais sindicais e aos movimentos estudantis como a CUT, a Força Sindical, e mesmo a UNE, com o respaldo de suas ações pelos movimentos do CONLUTE e da CONLUTAS, que não passam de meros fantoches das verdadeiras intenções do PSTU, que de fato, não tem bases e apoio popular, desconstruindo as lutas dos partidos e movimentos verdadeiramente de esquerda.

O PSTU, nascido do interior dos movimentos sindicais e de integrantes da antiga “Convergência Socialista”, corrente que permeava o âmbito do Partido dos Trabalhadores, hoje é o berço das mais sectárias e inertes figuras dos movimentos estudantis e sindicais. Seu passado glorioso dentro do Partido dos Trabalhadores fora esquecido, se transformando em um partido sem correntes e tendências, de um socialismo desgastado, morto, e de posicionamentos duvidosos.

A CONLUTAS, organização sindical que conclama movimentos também do âmbito social e estudantil, em um amplo movimento de oposição sistêmica, criada no final dos anos de 1990, no auge da crise do sindicalismo de luta – que fora deflagrado pela CUT e pelo PT nos anos de 1980 – com a finalidade de criar bases para o PSTU se desenvolver, hoje é mais uma “central sindical fantasma”, de lutas contra inimigos imaginários, sob situações fantasiosas em contextos globais inexistentes. A CONLUTE com o mesmo objetivo foi criada, mas para chamar atenção para o desgaste da UNE, porém enfrente as mesmas situações ordenadas pela CONLUTAS e decididas pela cúpula dirigente do PSTU.

Os movimentos do PSTU, são meras marionetes do próprio partido, com sua base nos setores divergentes de outros partidos, principalmente do PT, para ludibriar o trabalhador e sustentar o PSTU que vive de fato uma crise ideológica, com a entrada de Lula e do PT no governo federal, sectarizando suas posições de luta contra o governo. A CONLUTAS se tornou demasiadamente pelega, enquanto a CUT e a Força Sindical, reconquistavam seu espaço de luta em conjunto com o governo Lula, que se recusam constantemente em aderir, preferindo dar apoio a movimentos da alta burguesia como o CANSEI propagado pelos tucanos e madames da Oscar Freire.

A CONLUTE, formada por “playboys” em sua maioria que permeiam nossas universidades públicas, quando não “mão-de-obra profissional” do PSTU, para formação de núcleos de embates e sustentáculos poderosos no meio estudantil com a falência iminente da CONLUTAS e das finanças do PSTU. Suas posições são majoritariamente impostas pela direção do PSTU e repassadas em forma de doutrina obrigatória aos estudantes de base, sem espaços para discussão de prioridades.

O PSTU por vezes lança seus manifestos com meia dúzia de fervorosos “partidários reaças”, da CONLUTAS e da CONLUTE, dirigindo apoio, mas cá para nós... A CONLUTAS e a CONLUTE são meros amiguinhos imaginários do PSTU, como bem dissera uma colega do “Movimento Mudança” de Minas Gerais. Pois quais movimentos em sã consciência deixariam questões partidárias e pautas de lutas de um partido se imporem a frente das temáticas de cada movimento?

A UNE, a CUT e a Força Sindical se redescobriram no governo Lula, sob uma pauta de liberdades de negociação e de posições, somente o PSTU e seus amigos imaginários não abrem os olhos para o momento histórico e resolvem enfrentar seus velhos estigmas e fantasmas, fazendo refletir seu espectro no PT e em Lula, que faz cotidianamente provar que suas posições são cabalmente frágeis e enviesadas.

Acabar com a CONLUTAS e com a CONLUTE é preciso! Para dar um novo ar de liberdade aos movimentos sindicais, estudantis e sociais que a elas estão associados e dar uma chance a todos de poder alçar o que lhes é de direito... as lutas e discussões de movimentos verdadeiramente de base, ao invés das pautas do PSTU e de sua cúpula!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

POR UMA MÍDIA DE ESQUERDA E POPULAR – CONSCIENTE E ALTERNATIVA

As mídias dos grandes detentores do capital são vorazes ao atacar governos populares e os movimentos de base, para tanto é necessário um meio alternativo de transmissão de informação constituído pelo povo e por seus movimentos e partidos de base. Crer na isenção da mídia do eixo “global-vejista” é inconcebível, uma vez que seu caráter putrefato causa-nos asco e é deliberadamente direitista e golpista, não podendo, portanto representar uma opinião pública de fato.

Cotidianamente observamos um verdadeiro escárnio promovido pelos veículos de mídia para com a mentalidade de seus leitores das classes populares, delegando um papel na sociedade de cidadãos desprovidos de consciência crítica e que devem possuir tão somente suas análises parciais e que as elites anseiam.

Desde o golpe de 1964, não há de fato uma mídia verdadeiramente de esquerda de repercussão nacional. Foi também neste período que redes nefastas de radiodifusão, televisivas e de mídia escrita de direita se desenvolveram de forma ameaçadora e ganharam os horizontes do país. Países como Venezuela, Chile, Argentina, Espanha e tantos outros detêm veículos de mídia de esquerda hoje com boa repercussão nacional, principalmente de mídia escrita, e passaram pelo mesmo problema das ditaduras militares que nós brasileiros passamos, porém o mecanismo de criminalização dos movimentos de esquerda que desde então é promovido, até os dias atuais com um governo de esquerda e popular.

O “eixo do mal” “Globo-Folha-Veja” consegue definhar diariamente a consciência crítica da população, sob um caráter de alheamento intensificado que leva ao contestamento de atitudes de trabalhadores e classes sociais próximos, sob o olhar que eles direcionam intencionalmente. Atualmente meios de mídia como a Revista Carta Capital, os jornais Brasil de Fato, a Hora do Povo, são os poucos resquícios de meio de mídia escrita que escapam da força dos detentores do capital, porém não tem a repercussão nacional que deveriam, mas na internet os blogs de esquerda e as agências de notícias com destaque a Agência “Carta Maior”, e ao “Portal Vermelho” tem uma repercussão pouco maior entre os internautas, porém não são nem ao menos “pano para manga” perto da força exercida pelos portais de direita.

Na mídia televisiva e radiodifusora, não há como competir com o capital hoje, investido pela direita em seus veículos de comunicação visual, onde deveria por força de discussão popular, elaborar regras para abertura dos meios de mídia privados a comunidade e seus respectivos movimentos sociais para apresentar programas com conteúdos voltados a realidade popular e coordenados em absoluto pela comunidade.

A esquerda ainda não tem um veículo que possibilite a conscientização de massas, como a direita detêm, e faz questão de ostentar em seus infames programas com seus ideais anacrônicos e demasiadamente insanos. Para esquerda das lutas históricas continuar a sobreviver ao longo dos tempos, cumprindo seu verdadeiro papel social, conscientizando as massas populares, chamando o povo para participar de sua construção partidária para compor as fileiras e traçando seus novos rumos será necessário o aproveitamento melhor da questão da mídia digital, com a constituição de um forte (um mais) provedor(es) de esquerda e agências de notícias na internet e mesmo a criação de um ou mais canais em rede televisiva.

Derrotar a direita é preciso, porém a esquerda deve usar das mesmas armas com artifícios e ideais diferenciados para comunicação em massa.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Brasil - Por uma Reforma Tributária justa - Com informações de ADITAL

Ao povo brasileiro e ao governo federal

Os dirigentes de organizações populares, movimentos sociais, intelectuais e religiosos - abaixo-assinados - vem se manifestar a respeito das recentes mudanças ocorridas no sistema financeiro do país.

1. As classes ricas do Brasil se articularam com seus políticos no Senado Federal e conseguiram derrubar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), depois de sua renovação ter sido aprovada na Câmara dos Deputados.

2. O mesmo Senado aprovou a continuidade da DRU (Desvinculação das Receitas da União), que permite ao governo federal usar 20% de toda a receita sem destinação prévia. Com isso, recursos da área social podem ser utilizados sem controle para pagamento de juros e outras despesas não prioritárias.

3. A CPMF era um imposto que penalizava os mais ricos e 70% dele provinha de grandes empresas e bancos. Os seus mecanismos de arrecadação impediam a sonegação e permitiam que a Receita Federal checasse as movimentações financeiras com o imposto de renda, evitando fraudes e desvios.

4. Agora o governo federal tomou a iniciativa de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a CSSL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido) e retomou a cobrança do imposto sobre as remessas de lucros para o exterior. Foi uma medida acertada e justa, pois atinge os mais ricos e sobretudo os bancos, o sistema financeiro e empresas estrangeiras.

5. As forças conservadoras voltaram a se articular para condenar essas medidas, tendo à frente Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e Febraban (Federação Brasileira de Bancos), por meio da Rede Globo e de parlamentares de Democratas (ex-PFL) e PSDB. O pior é que estão mentindo quando dizem que a população será mais afetada pelo imposto, enquanto escondem que o maior custo das compras a prazo são as taxas de juros exorbitantes, sobre as quais se calam, pois são delas favorecidos.

6. Defendemos que o corte de gastos públicos, exigido pela direita, seja feito no superávit primário e no pagamento dos juros da dívida pública, que é de longe a maior despesa do Orçamento da União nos últimos dez anos. Trata-se de uma transferência de dinheiro do povo para beneficiar os bancos e uma minoria de aplicadores. Em 2007, o governo federal pagou R$ 160,3 bilhões em juros, quatro vezes mais de tudo o que gastou no social e correspondente a 6,3% do PIB (Produto Interno Bruto).

7. Defendemos que o governo federal mantenha e amplie os investimentos sociais, principalmente na saúde e educação como, aliás, determina a Constituição, e não reduza a contratação e os salários dos servidores públicos.

8. O Brasil precisa de uma verdadeira reforma tributária, que torne mais eficaz o sistema de tributação. Hoje 70% dos impostos são cobrados sobre o consumo e apenas 30% sobre o patrimônio. É preciso diminuir o peso sobre a população e aumentar sobre a riqueza e renda. Reduzir a taxa de juros básica paga pelo governo aos bancos e as escandalosas taxas de juros cobradas aos consumidores e empresas. Eliminar as taxas de serviços pelas quais os bancos recolhem por ano R$ 54 bilhões! E acabar com a Lei Kandir, que isenta de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) todas as exportações agrícolas e primárias, penalizando o povo e as contas públicas nos estados e municípios.

9. O Brasil precisa de uma política permanente de distribuição de renda. Para isso, será necessário tomar medidas que afetem o patrimônio, a renda e os privilégios da minoria mais rica. Precisamos aumentar as oportunidades de emprego, educação e renda para a maioria da população. Usar os recursos dos orçamentos da União e dos estados, prioritariamente, para ampliar os serviços públicos, de forma eficiente e gratuita para toda população, em especial saúde, seguridade social e educação.

10. Ante as pressões dos setores conservadores, devemos convocar o povo para que se manifeste. Utilizar os plebiscitos e consultas populares para que o povo exercite o direito de decidir sobre assuntos tão importantes para a sua vida.

Conclamamos a militância, nossa base social e a toda população brasileira a se manifestar e se manter alerta, para mais essas manobras que as forças conservadores tentam impor a toda sociedade.

Brasil, 10 de janeiro de 2008

* Assinam:

Abrahão de Oliveira Santos - Psicólogo, professor universitário
Adelaide Gonçalves - historiadora, universidade federal do ceará
Aldany Rezende, do diretório do PDT- MG
Aldo Ambrózio. Doutorando em Psicologia Clínica - PUC/SP.
Altamiro Borges, jornalista, e membro do CC do PCdoB.
Antonio Zanon, do Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo
Arnaldo Carrilho - Embaixador, Representante junto à Cúpula ASPA (América do Sul-Países Árabes).
Aton Fon Filho, advogado,da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, São Paulo
Babe Lavenère Machado de Menezes Bastos, servidora da Radiobras,
Bernardete Gaspar, religiosa, do Conselho de religiosos do Brasil-CRB
Beto Almeida, presidente da TV comunitária Cidade Livre, Brasília
Bráulio Ribeiro, do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social.
Burnier, sacerdote, Goiânia/Goiás
Carlos Alberto Duarte, Presidente do Sindicato dos advogados de São Paulo
Carlos Eduardo Martins - Professor de Ciência Política da UFF
Carlos Antonio Coutrim Caridade - Analista de sistema/Psicólogo - DF
Carlos Walter Porto-Gonçalves, doutor, geógrafo, professor da UFF
CECI JURUA - Pesquisadora associada ao LPP/UERJ.
Celi Zulke Taffarel - Profa. da UFBA
Celso Woyciechowski, Presidente da CUT-RS
Celso Agra , da Coordenação Provisória da Campanha a "Agroenergia é Nossa!"
Chico Menezes - Diretor do Ibase
Clarisse Castilhos, economista
Clovis Vailant, da REMSOL - Rede Matogrossense de Educação e Sócio-economia Solidária, e do FBES - Fórum Brasileiro de Economia Solidária
Danielle Corrêa Tristão - Publicitária - Rio de Janeiro - RJ
Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales e presidente da Cáritas Brasileira.
Dom Tomás Balduino, bispo e membro do conselho permanente da CPT nacional.
Edson Silva, do Conselho de Leigos da Região Episcopal Ipiranga - CLERI -São Paulo
Edson Barrus, artista multimidia
Eleutério F. S. Prado - Prof. da FEA/USP
Eliana Magalhães Graça, do Instituto de Estudos Socioeconômicos- INESC, Brasília
Emir Sader, professor da UERJ e coord. da CLACSO
Evilásio Salvador, do Inesc- Brasilia
Fernanda Carvalho - coordenadora do Ibase - Rio de janeiro
Fernando Morais, jornalista e escritor
Fernando Correa Prado, do mestrado de Estudos Latinos- Unam
Flávio Aguiar, jornalista e professor universitário.
Francisco Marcos Lopes Cavalcanti - Engenheiro
Gaudêncio Frigotto. Professor universitário. Educador.
Gentil Corazza - Professor Universitário - UFRGS
Geraldo Marcos Nascimento, padre jesuíta, Diretor da Casa da Juventude- Goiania
Geter Borges de Sousa, Brasília
Gilberto Maringoni - Jornalista, da Fundação Cásper Líbero, São paulo
Heloísa Fernandes, professora da Esc.Nac. Florestan Fernandes, aposentada da USP
Ibero Hipólito, do Intervozes e da Radcom FM Alternativa Mossoró - RN
Iraê Sassi, da sucursal da Telesur no Brasil, Brasilia
Isidoro Revers, da assessoria da CPT nacional. Goiania
Ismael Cardoso - Pres. da UBES - União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
Ivana Jinkings - editora, São Paulo
Ivo Poletto, assessor de Cáritas e Pastorais Sociais.
Ivo Lesbaupin, professor da UFRJ, cientista político, assessor de pastorais sociais
João Pedro Stedile, da Coord. Nac. da Via campesina Brasil
João Brant, da Intervozes
Jonas Duarte, professor da UFPB e da Comissão de Direitos Humanos/UFPB
Jonei Reis - Engenheiro Civil - Caxias do Sul-RS
Jorge Luís Ferreira Boeira, Gerente De Projetos
Jose Antonio Moroni,da coord. Nac. da ABONG e da campanha por reformas políticas.
José Heleno Rotta, professor de economia da UEPB
José Juliano de Carvalho Filho, professor aposentado da FEA/USP e diretor da Abra
Jose Luis Guimarães, agrônomo, Belo Horizonte
Jose Ruy Correa, Curitiba. PR
Laura Tavares - da UFRJ
Leila Jinkings, Jornalista, do Centro de Estudos Latino Americanos - Cela, Brasília
Luana Bonone, da executiva nacional da Une
Lúcia Stumpf, presidente, pela União Nacional dos Estudantes- UNE.
Lúcia Copetti Dalmaso, advogada, Santa Maria, RS
Luciane Udovic , pelo Grito Continental dos excluídos.
Luis Bassegio, do Grito continental dos Excluídos
Luiz Carlos Pinheiro Machado - Presidente do Instituto André Voisin, professor catedrático pela UFGRS e pela UFSC

Luiz Antonio C. Barbosa, Servidor Público Federal, RJ
Luiz B. L. Orlandi ,Professor universitário.
Luiz Carlos Puscas - professor da Universidade Federal do Piauí - UFPI
Maria Luiza Lavenère, arquiteta/urbanista, Brasília
Marina dos Santos, da coord. Nac do MST
Marcelo Crivella, Bispo da Igreja universal e senador.
Marcel Gomes, da ONG Repórter Brasil
Marcelo Resende, da diretoria da ABRA- Associação brasileira de reforma agrária.
Marcos Arruda - do PACS - Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul, Rio de Janeiro, e do Instituto Transnacional, Amsterdam.
Marcos Simões dos Santos - policial militar-SP
Marcos Zerbielle, do Movimento dos Trabalhadores desempregados- MTD
Mauricio de Souza Sabadini - Prof. UFES
Maria Helenita Sperotto - ICM, religiosa, assessora da CRB
Maria Raimunda Ribeiro da Costa - MJC, religiosa, acompanha área indígena e afrodescetnes da CRB
Marta Skinner-UERJ
Mauro Castelo Branco de Moura, Professor de Filosofia-UFBA
Miguel Leonel dos Santos, da Secretaria de Pós Graduação do Instituto de Estudos da Linguagem - UNICAMP
Miltom Viário, da diretoria da Confederação nacional dos metalúrgicos, CUT
Mozart Chalfun - Presidente do CCCP Paulo da Portela - Rio de Janeiro
Nalu Faria, da Marcha Mundial das Mulheres, MMM
Paulo Sérgio Vaillant - presbítero
Plínio de Arruda Sampaio, presidente da ABRA.
Pompea Maria Bernasconi- religiosa e diretora do Instituto Sedes Sapientiae, São paulo
Raul Vinhas Ribeiro, prof. Universitário, de Campinas, SP
Raul Longo, professor, Florianópolis, SC
Reinaldo A. Carcanholo - professor da UFES e Vice-Presidente da Sociedade Latino-americana de Economia Política-SEPLA
Ricardo Tauile do LEMA
Roberto Amaral, cientista político e vice-presidente nacional do PSB
Rodrigo Nobile -professor, do Laboratório de Políticas públicas-UERJ.
Rodrigo Castelo Branco, pesquisador do Laboratório de Estudos Marxistas
Ronald Rocha, sociólogo Belo Horizonte- MG
Roseana Ferreira Martins, do Instituto São Paulo de Cidadania Política -São Paulo-SP
Sandra Camilo Ede, religiosa, das Irmãs Dominicanas de Monteils- GO
Sávio Bonés, jornalista, e membro da ABRA-MG
Severo Salles, professor universitário, e Pesquisador da UNAM
Sidnei Liberal, Médico, do PCdoB, DF
Tania Maria Barros Cavalcanti , Autônoma
Télia Negrão ,Secretária Executiva - Rede Feminista de Saúde- RS
Temístocles Marcelos Neto. da secretaria nac. de meio ambiente da CUT Nac
Vera Lúcia Chaves, Diretora geral da ADUFPA- sessão Paraense da ANDES
Virgílio de Mattos - professor universitário da Escola Superior Dom Helder Câmara, em BH/MG. Coordenador do Grupo de Pesquisas Criminalidade, Violência e Direitos Humanos.



com informações de adital: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=31203

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

QUEM GOVERNA O PAÍS? - A MAIORIA OU A MINORIA? UNICAMERANISMO JÁ!

A oposição com um discurso cada vez mais desesperado e reacionário, quer derrubar as medidas provisórias editadas pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, recorrendo até o STF, em relação ao aumento dos impostos da IOF aos bancos e aos donos do capital privado e especulativo. O Senado, a mais intransigente e vil casa do poder nacional quer inverter os ideais de democracia existentes no país , fazendo valer a voz da minoria contra a ampla voz da maioria. Quem Governa o pais? A minoria ou a maioria? O unicameranismo de maioria absoluta é o que necessitamos para manter a coerência dos ideais democráticos, ou então uma saída a francesa para tal impasse!

O Senado Federal, recinto dentre os mais intransigentes e senis que ainda compõem os quadros dos poderes vigentes em nosso país, a cada atitude maquinal e alienada de sua minoria, faz sufocar os ideais verdadeiros de democracia das massas e de maioria absoluta, em especial o eixo oposicionista, remanescentes de nossas oligarquias e do coronelismo do período imperial, da velha república e da ditadura militar.

Algo parecido com o que o Senado faz hoje era executado da mesma maneira na França absolutista, que fora solucionada com uma forma simples, decapitaram seus governantes para servir-lhes de exemplo com os que zombassem com os ideais populares, e na Rússia Czarista o extermínio da família real. Para não radicalizar em uma saída à francesa, melhor seria extirpar esta instituição combalida e sectária, que hoje é o Senado e adotar um modelo unicameral, próximo ao que existe hoje na Câmara dos Deputados, mas sob uma democracia proporcional, com um número menor de partidos e coligações e financiamento público de campanha, pois é inconcebível a minoria apoiada pelo turbilhão de voz provenientes dos veículos de mídia e das elites sobrepujar os anseios de uma maioria.

O Desespero hoje das elites é tal que seus parlamentares de reboque do PSDB, DEM, PPS e PSOL, tentam de todas as formas possíveis barrar os planos de desenvolvimento do país e de distribuição de renda, visando 2010 e a corrida a sucessão de Lula, pois sabem que se executadas todas as obras e medidas do presidente e da base governista composta principalmente por PT, PC do B e PSB, será impossível bater o candidato apoiado pelo presidente petista.

O Senado é a última resguarda das elites, o último campo que restara após os massacres eleitorais do eixo da esquerda socialista no Brasil sobre a direita golpista. O contra-ataque do governo com a derrubada da CPMF foi à altura do golpe aplicado pela direita, o aumento da carga tributária para os organismos privados chegou ao exato momento em que contavam seus lucros incomensuráveis, hoje para distribuir parte do bolo aos programas sociais e estruturais do Estado brasileiro. A direita e seus fiéis depositários em épocas de campanha protestaram, pois quem pagaria as contas de 40 bilhões com a extinção da CPMF seriam exatamente eles, algo inusitado e que lavou a alma do povo mais pobre e carente que por mais de quinhentos anos pagou as besteiras e sandices dos governantes do país.

A ira da direita oposicionista chegou ao ponto de encampar pedidos de inconstitucionalidade da Medida Provisória editada pelo Presidente Lula, ao Superior Tribunal de Justiça, um ato desesperado e a última cartada a fim de derrubar de todas as formas as mudanças promovidas pelo Governo Federal em todo o país nestes últimos cinco anos.

Os fiéis locutores das elites como José Nêumanne Pinto, Arnaldo Jabor, Diogo Mainardi e a própria elite, temem até o último fio de cabelo as medidas de Lula, pois suas aplicações no mercado especulativo, e seus pontos comerciais estão a ponto de receberem uma carga de impostos equivalentes a renda de um assalariado de renda razoável para níveis acima, e o povo nada tem a temer. Uma idéia sem nexo aos olhos de um grande burguês.

O Senado decreta o seu falecimento moral por esta e outras medidas, e para o país avançar e necessário que seja desarraigado.

sábado, 29 de dezembro de 2007

O FEITIÇO SE VOLTOU CONTRA O FEITICEIRO – TCHAU CPMF E QUE VENHA A FISCALIZAÇÃO BANCÁRIA ÀS ELITES!

O Senado da República, que atua como uma autarquia em que faz sufocar a democracia de massas e a voz da maioria, como último reduto da luta da supremacia das elites, quando já não resta mais esperanças de barrar a voz popular e do seu governo eleito, barrou a CPMF, numa tentativa desesperada de demonstrar uma oposição inexistente e de fato combalida nos últimos pleitos que não vêem no horizonte um modo de barrar Lula e os planos socializantes do eixo de esquerda composto principalmente por PT, PC do B e PSB no congresso nacional, mas agora sofrerá um grave revés nos cortes que seguirão aos gabinetes de deputados e senadores em todo o país e um rigoroso sistema de fiscalização bancária.

O Eixo do mal composto pela oposição combalida e acuada no pleito de 2006, com PSDB, DEM (ex-PFL), P-SOL e PPS, viu um forte revés e a ameaça do governo popular de esquerda de Luís Inácio Lula da Silva, de cortes no orçamento do Senado e no Congresso diante da inépcia na compreensão das questões dos avanços sociais e dos setores estruturantes do Estado, perante a vaidade e a política de coronelismo que ainda ronda o Senado Federal, uma autarquia que resguarda o velho coronelismo e a política de “lordes”, remanescentes do período imperial.

Os tucanos, os “demos”, e demais traidores em geral do povo brasileiro, tentaram emplacar uma política malfadada de combate ao governo Lula, viram em questão de poucos dias a “maré virar” e sentir o mal-estar de cortar verbas inerentes a saúde e setores correlacionados. Lula e seu comitê de ministros viraram a mesa sob uma forte medida dentre as mais radicais aplicadas até hoje desde sua posse em 1º de janeiro de 2003, o corte de gastos nos gabinetes. Quando Lula resolveu cortar-lhes a verba dos gabinetes, mexer em vossos bolsos abarrotados de verbas públicas para sua autopromoção em suas regiões, até os mais fervorosos opositores colocaram-se para conversar para “ressuscitar” o imposto, mas Lula fora irredutível e jogou da forma mais dura até hoje promovida por um presidente, o único que de fato teve peito de enfrentar o Senado e sair vencedor da árdua e dura disputa por corações e mentes do povo, em favor do imposto fiscalizador e distribuidor.

Lula enfrentou-lhes com tal motivação e fervor, que lançou um plano fiscalizador, que de fato promete acabar com a inadimplência, ou pelo menos tornar-se mais efetivo, que a própria CPMF, o controle de transações bancárias acima de 5 mil reais para pessoas físicas e de 10 mil reais para pessoas jurídicas. As elites vão sentir um golpe profundo no âmago de seus interesses, a sonegação se tornará cada vez mais escassa e os impostos subirão a esta casta de “lordes da Oscar Freire” como jamais acontecera. Os tucanos e elitistas do congresso escavaram a própria sepultura e que está a beira da languidez.

Esta é a hora em que devemos lutar pelo fim do Senado Federal, que hoje é habitat dos últimos remanescentes da velha política de “clãs” e de “coronéis”, do banditismo que tanto a sociedade brasileira repudia, onde deverá imperar a política unicameral e proporcional, afim de acabar com a política oligárquica. Mais uma vitória de Lula e do povo perante a incapacidade de compreensão das elites ao desenvolvimento econômico e social do país.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

"O Jeito" PSDB de (des)governar! Cássio Cunha Lima foi cassado!



O PSDB e sua corja de irresponsáveis por pouco não enterraram o Brasil nos escombros do capitalismo e do paradigma neoliberal do "Estado-Mínimo", contudo ainda atuam nas sombras e corroendo o país, em especial onde resguardam o poder e a política privatizacionista, além é claro da corrupção e da inanição que são inerentes a qualquer uma de suas gestões. Cássio Cunha Lima, ascendente de clãs políticos que dominaram a política brasileira e que hoje ainda se utilizam do poder, para ostentar sua força a todo custo, e que fora cassado pelo TRE da Paraíba de forma exemplar, pois o Governo de Lula não coexiste com a corrupção e a
combate ferrozmente.

Cássio Cunha Lima, um dos últimos "senhores de guerra" que sobreviveram após a ascensão da esquerda no nordeste e o cerco promovido às tradicionais oligarquias quase feudalistas que perderam o pleito de 2006, ontem fora destituído do cargo, graças a sua própria ostentação de poder sem limitação, até mesmo sobre os meios de mídia público, demonstrando o quanto ele esta disposto a levar sua imagem ante ao próposito democrático e pluralista.

O PSDB não foge às suas origens pervensas dos algozes da ditadura militar brasileira, pois um partido composto por antigos inquisitores e planejadores do próprio regime militar e integrantes das elites brasileiras, pessoas de perfil extremamente narcisistas e que em nada tem de identificação com os ideais democráticos e populares. Desde governos autoritários e coniventes com o caos social, econômico e ambiental como o de José Serra, Aécio Neves e Ieda Cruzis até os mais autoritários e coronelistas como de Cássio Cunha Lima e de Teotônio Vilela.

O "jeito PSDB de governar" mostra governo a governo a sua incapacidade de gestão pública democrática e transparente, sob força de orgãos de repressão às massas se mantém a frente de forma autoritária sem dar ouvidos às massas, aplicando modelos de gestão corrupta e deflagrando o desmonte da máquina pública forçando o povo a se adaptar a modelos cada vez mais perversos de sociedade, levando a resignação do poder crítico do cidadão e a um sentimento de abandono por parte do poder público.

Cássio Cunha Lima, não foge a regra, o desmonte do estado da Paraíba e a utilização de organismos públicos para campanha indiscriminada ao modelo aplicado da mesma forma em São Paulo por Geraldo Alckmin, que descente da casta de políticos da própria ditadura militar no governo Médici, onde o próprio tio fora nomeado ministro da Justiça no fatídico período em que o Brasil atravessou.

Esta corja de incapazes e de bajuladores das elites e do coronelismo segue sobre os governos estaduais e municipais tentando sobreviver aos massacres eleitorais sofridos no âmbito nacional, firmando o seu poder indiscriminadamente, Cunha Lima fora cassado de forma exemplar pelo TRE da Paraíba, num páis onde o Governo Lula é ferroz opositor da corrupção e que não consegue coexistir com tais práticas.

O Brasil coronelista fora desfragmentado em 1º de janeiro de 2003 com a saída dos tucanos do Poder e de seu "jeito PSDB de governar" e a entrada do governo petista e o modo plural, transparente e popular de lidar com a máquina pública.

O PSDB está fadado ao fracasso e ao colapso narcisista, uma vez que em meio aos debates fúteis o partido abre brecha para atuação do capital privado e da margens a atuação do estado clandestino e marginalizado que ocupa papel fundamental na subsistência das classes desfavoracidas perante a incompetência e a falta de presença do (des)governo tucano.

Digo Sim para a Reforma Universitária:

A Reforma Universitária que vemos em constantes debates nas mídias e em debates de pequenos ou mesmo em volumosos grupos estudantis geralmente levam a descaracterização e oposição a esta reforma que vem sendo discutida abertamente pelo MEC e pela UNE. Uma reforma que sempre foi defendida por organizações estudantis, pelo seu caráter de promoção da democracia no âmbito universitário e na popularização do modelo universitário. Mas como em todos os setores da sociedade, o povo tem que lutar pela hegemonia de propostas sobre os interesses da classe elitista. Por isto, devemos ratificar tal reforma, mesmo que com ressalvas.

Nos encontros estudantis de base em Diretórios Acadêmicos, Centros Acadêmicos e Diretório Centrais de Estudantes tem levantados diversos questionamentos e implicações as normatizações propostas na atual reforma universitária.

Grupos extremeistas da esquerda sectária e pelêga, afirmam sem quaisquer justificativas que não aceitam os atuais termos da Reforma Universitária, algo sem dúvidas ridículo, que demonstra o nível de sectarismo que os movimentos universitários estão chafurdados, principalmente quando a elite se aglomera nestes núcleos "pseudo-revolucionários" liderados pelas correntes da FOE (Frente de Oposição Estudantil) ligada ao P-SOL e a CONLUTE (Coordenação Nacional de Lutas Estudantis) ligada ao PSTU.

Entidades que são reminescentes de grupos cupulares e de classes abastadas veêm na luta contra o REUNI e contra as cotas, fonte de filiação em massa de estudantes para se tornarem "massas de manobras" e "mão-de-obra barata" para mobilizações e em pleitos nacionais, sem dar-lhes quaisquer vozes ou espaços de opinião e construção conjunta do movimento.

Aprovar a Reforma Universitária é demasiadamente necessário para garantir de todas as formas o ingresso da população que é vitimada pela violência do capital a estar às margens do processo de educação, e hoje fomentada ao máximo por entidades sectárias e pelêgas a continuar nesta situação, portanto coloco meu posicionamento à favor desta importante medida.

Sabemos que ainda não é a melhor solução, no caso, deveria haver uma garantia da Universidade pública apenas para população mais carente e que necessita de maior atenção por parte dos organismos públicos, porém sabemos que ainda hoje não é a esquerda de fato que predomina no nosso sistema bicameral em Brasília, onde reside boa parte das elites e das classes abastadas em torno de partidos de direita e centro, além de partidos a extrema-esquerda que acabam por tornar-se satélites dos partidos da direita.

Portanto a Reforma Universitária se faz necessário, mesmo que nao seja ainda a ideal! Daqui para frente devemos nos mobilizar de forma conjunta para que se realize de fato e da forma que nos queremos.

Retirado de: http://geografiaunitau.blogspot.com/2007/06/digo-sim-para-reforma-universitria.html

POR UMA QUESTÃO DE HONRA! - REGULARIZAR O PINHEIRINHO É PRECISO!

Em Em uma tentativa frustada de repressão Eduardo Cury evita o debate com seriedade devida e ameaça deixar sua gestão com uma ferida social, de proporções colossais lançando abismos que serão dos mais difíceis de se superar . O Pinheirinho deve ser regularizado e em seu interior deflagradas medidas que realmente possam trazer-lhes alternativas palpáveis de melhoria de suas condições de cidadania e acesso aos equipamentos urbanos.

As condições débeis de vida em que as populações de áreas periféricas nos grandes centros urbanos estão expostas é algo verídico, porém o descaso e a conformidade para com os cidadãos destas áreas é algo que beira a falta de humanidade, a insensibilidade, quando não mesmo a própria insanidade.

Eduardo Cury e o hoje Deputado Federal Emanuel Fernandes fizeram a criminalização do movimento pela ocupação e cidadania do Pinheirinho, com bastante habilidade e com inacretitável frieza. Colocando-os em uma posição extremamente favorável a inserção de aproveitadores de plantão, como é o caso do próprio PSTU que adentrou ao movimento para manipulá-los em torno do partido e da CONLUTAS, quando não conseguem mais fazer a mobilização de trabalhadores.

Marrom e Cury em virtude desta situação se aproveitam para usá-los de marionetes de seus sórdidos interesses, é necessário novamente mobilizar companheiros de luta no processo de regularização do Pinheirinho, deixando meramente o campo de negociação com o Governo Federal para mobilizar ações verdadeiramente construtivas, como planejamento, planos de ações, regularização fundiária, e etc., que devem servir de subsídio a população e de serventia neste processo.

Expulsar o peleguismo e a manipulação do PSTU e a tucanalhagem da prefeitura é preciso para regularizar o Pinheirinho e não deixar um ferida exposta no âmbito da sociedade joseense, uma vez que é extremamente prejudicial a harmonia social, que nestes últimos 12 anos de tucanos está a cada dia mais frágil, por conta de fatores mitigantes do processo de supervalorização dos espaços urbanos, por meio da especulação imobiliária deflagrada de forma inconsequente.

Retirado de: http://ptsjc.blogspot.com/2007/12/por-uma-questo-de-honra-regularizar-o.html

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

PSTU sectário até a morte! - Partido Sectário dos Traidores Unificados

O P$TU por mais que permaneça no campo inerte e incapaz da esquerda sectária brasileira,agora almeija se engaijar no campo da esquerda sectária incapaz global, atacando governo dos trabalhadores verdadeiramente de esquerda como Chávez, Lula, Michele Bachelet e tantos outros que demonstrem qualquer apego a políticas verdadeiramente capazes e que coloquem em "xeque" a posição do socialismo revolucionário marxista e lenistas perante os modelos de socialismo deflagrados em toda a América Latina por vias democráticas e reformistas que desemboquem em um novo modelo de socialismo.

Do website do P$TU:

Porque Chávez Perdeu?

• O governo Chávez (e todos seus apoiadores) sofreu uma dura derrota no plebiscito do último dia 2. O povo venezuelano recusou o projeto de reforma da constituição. Pela primeira vez em nove anos de governo, Chávez amargou uma derrota eleitoral. Pouco mais de 50% do eleitorado votou pelo “não”. Houve alto índice de abstenção. Os motivos dessa derrota serão discutidos por muito tempo. Queremos dar nossa primeira contribuição a esse debate.

Nada de “socializante”:

Tanto os chavistas quanto a oposição de direita dizem que foi derrotada uma reforma “socializante”. Isso nunca existiu.

Para esclarecer isso, é preciso primeiro definir o que é o governo Chávez em termos sociais. A esquerda que o apóia se recusa a fazer esta análise, escondendo-se em posturas como “não se pode ser esquemático”, “é preciso uma avaliação dinâmica”. Mas o marxismo parte de uma avaliação das classes sociais, sem a qual é impossível avaliar os processos.

Chávez não é um governo pequeno-burguês, como dizem muitos setores da esquerda, só porque o presidente tem origem na pequena burguesia (oficialidade do exército). Não existem no capitalismo governos pequeno-burgueses, porque este setor social não tem nenhuma condição de hegemonizar a sociedade. Em tempos de grandes monopólios e oligopólios, não se pode retroceder o conjunto da sociedade de volta para a pequena propriedade urbana ou rural. O poder ou serve ao proletariado ou à burguesia.

Chávez não é um governo operário por motivos óbvios: seu programa e sua prática não expressam os interesses do proletariado. A Venezuela segue sendo capitalista, com grandes empresas multinacionais controlando a produção de petróleo (agora pagando mais impostos ao governo chavista). Não existem, no regime e governo chavistas, instituições da classe operária, mas um parlamento (aliás, tão ou mais corrupto que o brasileiro), forças armadas burguesas e um governo centralizado ao redor da figura de Chávez.

O governo Chávez é burguês, com uma característica política nacionalista burguesa, ou seja, semelhante a outros governos do passado latino-americano, como Perón (Argentina), Cárdenas (México) e Velasco Alvarado (Peru). Um governo burguês como o de Chávez não poderia estar apostando num caminho real para o socialismo. A reforma constitucional não tinha nada de “socializante”. O projeto defendia a manutenção da propriedade privada das grandes empresas. Chávez incluiu algumas concessões mínimas aos trabalhadores como a redução da jornada para seis horas. Mas, longe de serem “socialistas”, essas medidas tinham como objetivo manter a propriedade privada e adocicar o conjunto do pacote.

Uma reforma explicitamente autoritária:

Por mais que o governo venezuelano tenha tentado, não conseguiu esconder seu objetivo verdadeiro com a reforma: a possibilidade de reeleição indefinida. Essa medida tem um conteúdo autoritário, bonapartista, porque buscava utilizar o aparato estatal para se perpetuar no poder.O imperialismo e a oposição de direita, cinicamente, se opuseram a isso, ao mesmo tempo em que apóiam ditaduras que não promovem nenhuma eleição (como Pinochet no passado ou as atuais monarquias petroleiras do Oriente Médio). Mas o cinismo do governo Bush ou da oposição burguesa não pode esconder que a proposta chavista era parte de um giro autoritário, antidemocrático.

Como todo nacionalismo burguês, Chávez quer disciplinar as massas e a burguesia. A reforma é parte de um giro autoritário que inclui o ataque explícito à autonomia sindical, a criação do PSUV (como partido “único” do socialismo) e o fechamento da RCTV.

E esse giro autoritário foi percebido pelas massas venezuelanas. O resultado do “não” é muito superior ao peso da oposição de direita. A alta abstenção (44% da população) incluiu setores amplos de trabalhadores que continuam sendo chavistas, mas se negaram a dar apoio a uma medida autoritária.

Situação dos trabalhadores é cada vez pior:

O resultado da votação indica que prevaleceu um sentimento democrático e que está crescendo um descontentamento social. O “socialismo do século 21” é uma farsa. A vida dos trabalhadores venezuelanos não mudou. Os salários continuam os mesmos de sempre. As condições de vida nos morros de Caracas são muito semelhantes às das favelas brasileiras.

Chávez busca remediar isso com um recurso bem conhecido no Brasil, parecido com o Bolsa Família. As “missões” são programas sociais compensatórios de saúde, educação que estão presentes nos bairros pobres do país.

Junto com isso, a ostentação da “boliburguesia” e dos altos burocratas se choca com a miséria reinante. Essa nova burguesia foi gerada por dentro do Estado, a partir de todos os negócios do petróleo. A maior expressão é Diosdado Cabello, governador de Miranda e um dos principais chefes do PSUV. Os altos funcionários adoram jeeps como os Hummers, vendidos em grande escala na Venezuela.

Tudo indica que começa a existir cada vez mais insatisfação com a continuidade da miséria do povo e o enriquecimento corrupto da boliburguesia e da alta burocracia.

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Dá para agüentar tanta asneira destes sectários???

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Diogo Mainardi - Quando a Podridão do Senso-Comum se revela.



Quando o mais nefasto direitista, elitista e inescrupuloso jornalista pseudo-intelectual atua, observamos uma gama de besteiras propagadas pelo senso-comum das elites, que nos dá a noção verdadeira da podridão intelectual e mesquinhices em que elas estão chafurdadas. Desde tentar promover campanhas eleitorais favoráveis as elites, até manipular a própria história da humanidade, este débil jornalista, chamado Diogo Mainardi, o faz para favorecimento dos mais abastados e apaziguar seu ego por meio de uma alienação própria.

Quando o povo abre a uma revista Veja, por vezes não tem a noção de quanta alienação existe neste tipo de publicação, que nem ao menos serviria para limpar o que o cachorro faz em nossos quintais, pois até o papel desta revista é de péssima qualidade. Suas notícias são de conteúdos dos mais parciais possíveis, revelando a discriminação e o racismo propagado pelas elites brasileiras em sua grande maioria.

O jornalismo de péssima qualidade é potencializado por uma equipe de redação das mais débeis e inconsequentes já formadas, sob a batuta de um verdadeiro "maestro acéfalo", chamado Diogo Mainardi. Um homem sem quaisquer pudor, que tenta manipular o próprio tempo e espaço dos acontecimento em detrimento de posicionamentos pessoais e ideológicos enviesados.

Quando pessoas de pensamentos politicamente formados e conscientes leêm seus textos, a primeira reação é náusea, posteriormente acompanhada pela sensação de dor intensa na cabeça, pois quaisquer informação de tão baixa condição de veracidade, que chega a transpassar para irrealidade, causa-nos um turbilhão de dores, dada a insanidade dos argumentos e de quem os publicou.

Criticar Che Guevara, como o fizestes, é uma tremenda falta de conhecimento histórico e de ignoração da realidade histórica e ideológica, algo que somente seres aloucados, senão insanos poderiam fazer. Uma ignorância que nos deixa pasmos, principalmente de como alguém tem a capacidade de publicar um texto de caráter tão dúbio, mas tanto a Veja quanto o próprio Diogo Mainardi, tem um passado que continua latente até os dias atuais de fazer críticas, das mais insanas e destilando boa parte de argumentos racistas e discriminatórios.

Suas opiniões não devem ser entendidas como meras argumentações do autor, ou mesmo da revista, mas como opiniões de um grande parcela de nossa elite autoritária. Mostrando a olho nú, a podridão intelectual em que nossas elites chafurdam. Em que gostariam de um país mais desigual e de um mundo em que somente os ricos e abastados pudessem desfrutar, ou seja, um mundo sem povo, sem lutas sociais, sem democracia!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Descoberta de reserva gigante põe Brasil no clube dos exportadores de petróleo

Lula findou com o discurso oposicionista de privatização e de mudança de regimentos com a reorganização da "Superestatal" Petrobrás reorganizada e pronta para novas conquistas. Parabéns Presidente Lula!!!


A Petrobras anunciou a descoberta de uma reserva de cinco a oito bilhões de barris de petróleo de boa qualidade e gás abaixo da camada. A conclusão é resultado dos testes que foram feitos em um poço na área Tupi, localizada na bacia de Santos. Atualmente, o total de reservas da Petrobras soma em torno de 13 bilhões de barris. Ou seja, a nova descoberta pode representar um aumento de 50% nas reservas atuais.

“Uma reserva destas transforma o País em exportador de petróleo”, disse nesta quinta-feira (8) a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
De acordo com ela, o Brasil era um produtor médio, com a auto-suficiência recente e agora passa para “o primeiro patamar” de produtores. A ministra comparou o futuro do Brasil nessa área com grandes produtores, citando os países árabes e a Venezuela.
De acordo com ela, se as reservas forem depois provadas em seis bilhões de barris, isso corresponderá a 40% de todas as reservas já descobertas na história do País.

Qualidade

O óleo encontrado no local tem 28 graus API, considerado de melhor qualidade comercial do que a média do petróleo encontrado no Brasil. Quanto mais próximo de 50 graus API mais leve é o óleo e portanto mais fácil de refinar.

“É uma descoberta gigante, sem sombra de dúvida. É aproximadamente o dobro do tamanho de Roncador, a maior descoberta de petróleo brasileira até então”, afirmou o consultor Caio Carvalhão, do Cambridge Energy Research Association, no Rio de Janeiro.

Roncador tem uma reserva recuperável de aproximadamente 3 bilhões de barris de petróleo, mas o produto no local é pesado, de menor valor comercial.

Sem contar a nova descoberta, o Brasil possuía reservas provadas de petróleo de 12 bilhões de barris, a maioria óleo pesado.

A Petrobras produz cerca de 1,8 milhão de barris de petróleo por dia, satisfazendo a demanda brasileira. Mas a companhia ainda precisa importar petróleo leve, para misturar com o produto local mais pesado no processo de refino.

A Petrobras informou ainda que fez uma avaliação regional do potencial petrolífero brasileiro na área pré-sal - reservatórios que se encontram abaixo de uma extensa camada de sal - nas bacias do Sul e Sudeste.

“Os volumes recuperáveis estimados de óleo e gás para os reservatórios do pré-sal, se confirmados, elevarão significativamente a quantidade de óleo existente em bacias brasileiras, colocando o Brasil entre os países com grandes reservas de petróleo e gás do mundo”, disse a estatal em um comunicado.

“Os poços que atingiram o pré-sal e que foram testados pela Petrobras mostram, até agora, alta produtividade de petróleo leve e de gás natural. Esses poços se localizam nas bacias do Espírito Santo, de Campos e de Santos”, acrescentou a empresa.

A camada chamada pré-sal, mais profunda do que as até o momento exploradas pela Petrobras, se estende por 800 quilômetros no litoral dos Estados do Espírito Santo a Santa Catarina.

A BG Group, uma das parceiras da Petrobras no projeto, havia informado em fevereiro que o campo de Tupi poderia conter entre 1,7 e até 10 bilhões de barris das chamadas reservas in-place (nome utilizado para classificar reserva que ainda não foi comprovada).

O anúncio da Petrobras ficou acima da expectativa de analistas, que esperavam reservas comprovadas em Tupi de cerca de 30 por cento das reservas in-place.

Nesta quinta-feira, por volta das 12h45, as ações da BG em Londres subiam mais de 7 por cento.

As ações da Galp registravam alta de quase 8 por cento, enquanto o papel da Petrobras na Bovespa subia mais de 10 por cento.

Perspectiva positiva

A maior parte dos analistas têm mantido recomendações de compra para a Petrobras devido às perspectivas de produção, apesar dos problemas nos últimos meses que a empresa vem enfrentando com plataformas e equipamentos, que a fizeram ficar aquém das metas de produção de petróleo e gás.

A esperada entrada em produção de três novas plataformas nos próximos dias, com capacidade total de 460 mil barris por dia, deve melhorar o cenário. Mais três plataformas devem iniciar operações no ano que vem.

Geólogos têm comentado há algum tempo sobre a possibilidade de grandes reservas na camada pré-sal abaixo das principais áreas de produção de petróleo do Brasil na bacia de Campos e na promissora bacia de Santos.

sábado, 20 de outubro de 2007

O Brasil vive uma revolução silenciosa

Por Ivar Pavan - Deputado Estadual do PT-RS


Recentemente ouvi uma expressão que me marcou profundamente. "No calor da batalha, não se tem a dimensão da revolução que se está fazendo", dizia o autor. Pois me parece que é exatamente isto que está ocorrendo conosco, petistas.

No ambiente político belicista que vivemos, mal percebemos o tamanho da revolução social, cultural e econômica que o Brasil está empreendendo sob liderança especial de um retirante do sertão nordestino, que é também, para desconforto das elites, um operário metalúrgico que não tem a origem palatável dos seus antecessores mandatários da Nação, nos séculos de domínio dos poderosos ou de seus representantes.

Sem a farda dos militares, nem o fardão das academias, Lula produz uma revolução que impulsiona o país para outra realidade interna e outro patamar na América Latina e mesmo no cenário internacional onde é cada vez mais valorizada a política de relações externas do Brasil soberano que já não se abaixa mais diante do FMI.

É um país que bate recordes na economia, que diminui a miséria, que investe em programas sociais, que aposta na expansão do ensino, que aplica em políticas públicas para as minorias e que defende os direitos humanos, resgatando a parte mais sombria da História brasileira.

É este novo Brasil que nós, petistas, pouco vislumbramos, quase cegos em meio à névoa dos embates ideológicos que nos impõem os adversários, escudados pela mídia.

E são estes nossos conhecidos adversários, apavorados diante da possibilidade de perder benesses e privilégios, que enxergam com maior clareza o que ocorre a cada novo sucesso da gestão de Lula. Estes mesmos orientam uma estratégia bem definida e insistente: propagam problemas para esconder as mudanças, tecendo críticas repetidas e acusações recorrentes, querendo transformar o presidente Lula em responsável por qualquer mal do país.

O estardalhaço da mídia tem o objetivo supremo de desanimar a militância do partido. Sabem que a única possibilidade de derrotar as nossas mudanças não é apenas enganar os menos avisados mas também inocular a desconfiança no nosso militante.

Utilizam a desmoralização para desmotivar os militantes. Parte dos que ouvem apenas a versão do adversário esmorece. O desafio que temos pela frente, agora, é fazer um grande balanço para rejeitar esta falsa tese, além de defender e aprofundar as mudanças que o Brasil está vivendo.

Ivar Pavan é deputado estadual do PT-RS.


fonte: http://www.pt.org.br/sitept/index_files/noticias_int.php?codigo=3853

terça-feira, 2 de outubro de 2007

PSTU e o Sectarismo - A saga infindável do peleguismo




O PSTU e os boxeadores cubanos

Por Altamiro Borges

Texto publicado no site do PSTU, intitulado "Governo Lula entrega atletas cubanos à ditadura castrista", gerou forte mal-estar entre os lutadores dos movimentos sociais brasileiros. O artigo é similar aos ataques publicados pela mídia burguesa, insinuando um complô entre as diplomacias e as polícias das duas nações. Mesmo registrando que os boxeadores Guilhermo Rigondeaux e Erislandy Lara foram envolvidos numa jogada pelo "empresário alemão Michael Doering, um oportunista ávido em ganhar milhões", e que ambos manifestaram o "desejo de voltar a Cuba", o PSTU não perdeu a chance para reafirmar sua histórica e sectária oposição ao líder Fidel Castro.

Repetindo frases que abundaram na mídia venal, o artigo afirma que "a deportação foi recheada de suspeitas", que ela sugere "um pacto de silêncio entre Lula e Fidel" e que a "história é difícil de engolir". Bem ao estilo das suposições irresponsáveis da revista Veja, que nada fala sobre o campo de tortura dos EUA em Guantanamo, mas sempre acusa a ilha revolucionária de ser uma ditadura sanguinária, o PSTU optou por acolher insinuações sem provas. "[É] bastante provável que os atletas tenham sofrido ameaças de represálias a parentes que permaneceram em Cuba. As ameaças seriam de prisões, perda de casas e de empregos ou coisas ainda mais graves".

Idealismo e visão dogmática

O ataque descabido serve ao propósito de desqualificar a experiência do socialismo cubano. Para o PSTU, principal filial da Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT), Cuba é hoje uma nação capitalista, governada por "stalinistas". "Graças à revolução, ela conquistou avanços imensos em áreas como educação e saúde... No entanto, tudo está retrocedendo. Acreditamos que o problema que ela enfrenta é que o capitalismo já foi restaurado na ilha pela própria direção castrista". É como se a soberania nacional, as conquistas sociais da revolução e os avanços na organização popular tivessem sucumbindo e hoje predominassem apenas "as mazelas capitalistas" em Cuba.

Com base nesta visão dogmática e idealista, que não leva em conta nem os 47 anos do criminoso bloqueio dos EUA, o PSTU usa o incidente nos Jogos Pan-Americanos para fazer suas intrigas. "A desigualdade social e a miséria crescente fazem com que os atletas cubanos se sujeitem a aliciadores oportunistas que procuram obter vantagens financeiras. Por outro lado, o regime - uma ditadura que proíbe liberdades democráticas elementares, como sindicatos independentes, greves, jornais autônomos, livros e até viagem de seus cidadãos a outros países - faz ameaças contra os seus parentes, caso abandonem o país, algo tipicamente stalinista".

O final do artigo é deplorável, algo para não ser esquecido e sempre ser cobrado. "Se por um lado não é aceitável que empresários oportunistas e corruptores se aproveitem da situação dos atletas, por outro, é inaceitável que Lula os entregue ao ditador Fidel Castro. Não foi oferecido asilo, não se atuou como quem está perante uma ditadura. A impressão é que o governo fez um favorzinho para um amigo, um compadre. O que Lula deveria ter feito era dar asilo político aos atletas... A deportação dos cubanos só pode ser vista com um ato explícito de repressão". Este trecho bem que poderia ser publicado, com letras garrafais, na capa da revista Veja.

Uma trajetória de equívocos

Esta não é a primeira vez que o PSTU, na sua obsessão por demarcar campos e se autoproclamar como a "única e pura" organização revolucionária do cosmos, ataca movimentos e governos que são aliados na luta contra o imperialismo e que buscam, com suas limitações, superar a barbárie capitalista e construir o socialismo. Há poucas semanas atrás este partido surpreendeu o conjunto da esquerda ao criticar o fim da concessão pública à emissora golpista RCTV, taxando a medida de ditatorial e, repetindo o clichê, "stalinista". No passado, esta corrente, fiel seguidora das idéias do trotskista argentino Nahuel Moreno, fundador da LIT, já cometeu outros erros semelhantes, decorrentes da concepção dogmática e do "otimismo voluntarista". Vale relembrar alguns casos:

Um que ficou famoso, gerando irônicos comentários na esquerda mundial, se deu na Nicarágua em 1979. Em pleno processo revolucionário nesta nação centro-americana, a corrente morenista decidiu organizar a Brigada Simon Bolívar e enviar militantes de vários países para engrossar a guerrilha contra a ditadura de Somoza. Após a vitória da revolução sandinista, ela passou a fazer oposição ao novo governo de reconstrução nacional, taxando-o de "burguês e pró-imperialista". Acusando o grupo de fazer o jogo do imperialismo, a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) decidiu, em agosto de 1979, expulsar os seus membros não nicaragüenses do país.

O Secretariado Unificado da IV Internacional, que na época ainda reunia o grosso das correntes trotskistas, enviou então uma delegação a Manágua para averiguar o caso. Esta declarou, em 3 de setembro, que "todas as atividades que busquem hoje em dia criar divisões entre as massas mobilizadas e a FSLN são contrárias aos interesses da revolução. Este é o caso, em especial, da Brigada Simon Bolívar. Numa situação política e econômica que exige a maior unidade na luta possível, a FSLN teve razão em exigir que os membros não nicaragüenses deste grupo saiam do país". O deprimente episódio ocasionou mais uma fratricida divisão no trotskismo mundial.

Euforia diante da débâcle da URSS

Outra passagem triste na história da LIT - e das esquerdas em geral - se deu com a desintegração da URSS e do bloco soviético, a partir do final dos anos 80. Na clássica tese trotskista, estes regimes seriam "estados operários degenerados", que demandariam "revoluções políticas" para retomar o curso socialista. Moreno, porém, tratou de "atualizar o Programa de Transição", de Leon Trotsky, prevendo duas etapas nesta estratégica: a "revolução de fevereiro", democrática, seguida da "revolução de outubro", socialista. Com este esquema unilateral, a LIT e suas filiais saudaram, eufóricas, os tristes episódios que resultaram na restauração capitalista na região.

Seu III Congresso, em 1990, festejou. "Do mesmo modo em que os últimos meses significaram uma virada histórica para a humanidade, eles foram para a LIT o salto para ganhar influência em setores de massas... O trotskismo está vivo porque a revolução mundial matou o stalinismo e colocou em marcha a grandiosa luta de massas... Está se abrindo a hora do socialismo com democracia". Tamanho erro de cálculo custou caro. Como repisa uma seita rival, com base nesta leitura, "o morenismo apoiou os movimentos que serviram de ponta de lança do imperialismo contra a URSS, como a reacionária guerrilha islâmica impulsionada pela CIA no Afeganistão... Na Polônia, reivindicou um governo de Lech Walesa e ‘todo poder ao Solidariedade’".

Apoio ao golpe na Venezuela

Mais recentemente, esta corrente entrou novamente em parafuso com os rápidos acontecimentos na Venezuela. Os seus seguidores se fragmentaram em vários pedaços. A maior referência do morenismo no país, o ex-deputado Alberto Franceschi, virou um dos principais porta-vozes da direita e foi um dos líderes da tentativa frustrada de golpe em abril 2002; tornou-se um próspero produtor agrícola e um poderoso empresário do ramo de transporte. Na década de 80, como líder do MIR, Franceschi foi peça-chave na fundação da LIT e, junto com Nahuel Moreno, escreveu as "Teses sobre guerrilherismo" (1986), um texto de polêmica com os revolucionários cubanos.

Já o seu sucessor, o Partido Socialista dos Trabalhadores (PST), esbarrou no sectarismo da LIT ao apoiar o governo Hugo Chávez. Esta postura duramente rechaçada. "A posição do PST é tão vergonhosa que o seu próprio partido-irmão, o PSTU, denunciou que ‘o conjunto da esquerda apoiou Chávez... e o fez sem denunciar o seu caráter populista e demagógico’". Devido a estas fraturas, a LIT sucumbiu no país. Em documento recente, ela garante que Chávez "quer negociar com a direita e o imperialismo" e prega uma "oposição ao governo pela esquerda".

Divisão e falência na Argentina

Outro trauma se deu na Argentina e a ferida nunca se cicatrizou. Afinal, o morenismo nasceu neste país. Foi nele que teve início da militância de Hugo Miguel Bressano como assessor dos Sindicatos dos Têxteis (AOT) e dos Trabalhadores nos Frigoríficos Anglo-Ciabasa. Convertido ao trotskismo nos anos 40, ele se projetaria com o nome de Nahuel Moreno. A sua militância foi marcada por inúmeros ziguezagues, tanto que muitos o chamam de "camaleão político". Na sua trajetória, foi o construtor do influente Movimento ao Socialismo (MAS). Com o seu "otimismo voluntarista", tentou várias vezes apressar os fatos políticos, desprezando a correlação de forças.

Com o fim da ditadura e a vitória de Raul Alfonsin, profetizou o imediato trânsito ao socialismo. "Estão dados todos os elementos para que triunfe a Revolução de Outubro", profetizou. Estes equívocos aventureiros acabaram por implodir o MAS, o "partido-mãe" da LIT. Hoje a corrente morenista está reduzida a frangalhos, tendo a minúscula Frente Operária e Socialista (FOS) como filiada da LIT e quase uma dezena de seitas trotskistas. Apesar disto, ela permanece com a sua cegueira voluntarista. Após a revolta popular de 2001/02, ela concluiu: "Em nosso país se iniciou uma verdadeira revolução... que deixou em ruína o regime democrático-burguês".



fonte: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=29228

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Viva Che Guevara!




Nestes 40 anos sem Che o mundo se modificou radicalmente.

O mundo bipolar se foi, assim como as velhas tiranias e políticas de exploração, porém existem mazelas que afligem o povo, assim como em sua época.

O mundo hoje é multipolar, neoliberal e extremamente desigual, mas suas idéias e lutas continuam, por vezes diversificadas, mas em essência a mesma.

A luta socialista continua! Pois “(...)Ser capaz de sentir indignação contra qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo. É a qualidade mais bela de um militante(...)”, sendo assim todos aqueles que se comprometem de lutar sob quaisquer bandeiras partidárias, ou não, se estiver sob o espectro da luta contra a injustiça e a liberdade dos homens, sim seremos companheiros de luta de Che!

Aqueles que mantém esta perspectiva acima de quaisquer interesses individuais, são os que mantém a luta deste grande homem viva e justificada.

A a todos os companheiros e companheiras de luta, agradeço por manterem viva a luta por uma sociedade mais justa!

e Viva Che Guevara!

sábado, 15 de setembro de 2007

RENAN CALHEIROS – ENTRE A IMPUNIDADE E O SENSACIONALISMO.


No Plenário do Senado observamos um grande teatro de horrores, de um lado a impunidade quanto aos artifícios utilizados pelo Senador Renan Calheiros (PMDB-AL), de outro o sensacionalismo midiático para tentar provocar uma crise a qualquer custo para desestabilização do Governo Federal, que hoje se apóia em grande parte na base do Congresso e do Senado composta pelos parlamentares do PMDB, que poderiam se integrar a oposição golpista do eixo PSDB-DEM-PPS-PSOL.

Nesta última semana o Senador Renan Calheiros conseguiu ser absolvido da acusação de quebra de decoro parlamentar, mas sobre artifícios comumente usados para sair pela tangente, conhecedor de forma profunda dos tramites do Senado e se camuflando sob a votação secreta. Ao mesmo tempo observamos um espetáculo teatral horrendo por parte da mídia, que tentou de todas as formas levar o constrangimento a todos os cidadãos brasileiros como se fosse algo inusitado na história política nacional e que jamais apoiaram situações como esta.

A impunidade levou sem dúvida a uma derrota catastrófica a desesperada oposição golpista na tentativa de desestabilizar o governo. Heloísa Helena a nova convertida ao tucanismo de bico vermelho, tentou se apoiar com as “velhas raposas” do congresso, para emplacar o golpismo e a política de “quanto pior, melhor” enfrentando a sob o olhar das câmeras televisivas o Renan Calheiros, sob a força da mídia burguesa, dos antigos coronéis da bancada ruralista e das elites “cansadas”. Em nada adiantou tal mobilização, pois está provado que o modelo político vigente está defasado, é necessário que se emplaque a reforma política, como tanto quer o governo federal por meio das bancadas do eixo PT-PC do B-PSB-PDT-PMDB, para que situações como está sejam eliminadas.

Estes artifícios comuns são previstos na regulamentação do Senado Federal, assim como na Câmara dos Deputados, portanto, Renan Calheiros nada mais fez do que jogar com as regras e escapar democraticamente da acusação. É preciso mudar de fato o modo de gestão política das instituições democráticas que regem o país, mas sem adotar a postura em demasiado golpista e catastrofista.

Na história política nacional é fatídico o envolvimento da mídia de forma parcial em diversos casos, onde, por exemplo, José Dirceu, por menos foi acusado e lhe fora retirado os direitos políticos por 8 anos, sem ter provas de alguma, e nem por isso a mídia ficou indignada. ACM foi comprovada sua ação na quebra do painel do Senado e seu envolvimento direto na direção de meios de comunicação e não fora condenado, e a mídia em nada o condenou, pelo contrário ainda o vangloriou e chorou sua morte. Jorge Bornhausen condenou de forma abusiva o sociólogo Emir Sader, tentando censurá-lo de forma vergonhosa e nem ao menos foi citado pela mídia, ou pedida sua cassação.

Para cassar o mandato de Renan é necessário que façamos uma “limpeza no Senado”, ou seja, cassarmos todos os que nem ao menos tem moral para julgá-lo de forma adequada, como José Nery (PSOL-PA) que nem ao menos fora eleito, era um mero suplente da ex-senadora e atual governadora do Pará Julia Carepa (PT-PA), ou ainda coronéis do DEM (ex-PFL), ou os golpistas do PSDB como Tasso Jereisatti (PSDB-CE), Arthur Vírgilho (PSDB-AM).

Devemos-nos privar de opiniões veiculadas pela mídia pseudo-intelectual, pois vem apenas para deflagrar o pensamento das elites dominantes, que é algo extremamente perigoso. Renan pode até ser culpado de várias acusações, mas muitos do que o acusam não possuem moral alguma para julgá-lo.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Vídeos do 3º Congresso do PT

Aprovada a proposta da JPT no 3º Congresso
http://www.youtube.com/watch?v=JGMfARRkUTY

Tarso Genro no 3º Congresso do PT - parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=cEvIxg0u6xI

Tarso Genro no 3º Congresso do PT - parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=N8V5xW_rMmQ

Soninha no 3º Congresso do PT - parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=tp6DmccbS1Y

Soninha no 3º Congresso do PT - parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=N9hPCftYaeU

Arlindo Chinaglia no 3º Congresso do PT
http://www.youtube.com/watch?v=n1D325cHIhM

Jorge Viana no 3º Congresso do PT
http://www.youtube.com/watch?v=_tD3QPoHwKM

Cardozo no 3º Congresso do PT - parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=o8vjEGuJSaY

Cardozo no 3º Congresso do PT - parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=xT6csqV_4Po

Cardozo no 3º Congresso do PT - parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=m91PLeo_qzs

Mercadante no 3º Congresso do PT
http://www.youtube.com/watch?v=LWKaIDSPwIA

Mais vídeos em:
http://www.youtube.com/jptsp

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Manifestação na porta da Folha de S. Paulo

Eduardo Guimarães: Eu leio o blog desse cara desde 2006. Se você ainda não conhece, ele é um dos melhores defensores do PT e do governo Lula. Considero o blog dele como o de melhor coteúdo político da Internet, mais até que o site do PT e do Vermelho.

Agora ele está convocando seus milhares de leitores para uma manifestação na porta da Folha de S. Paulo. Eu repasso:

Movimento dos Sem-Mídia
http://edu.guim.blog.uol.com.br

Se você é um sem-mídia, se não consegue ver seus pontos de vista contemplados nos meios de comunicação e está farto de engolir a opinião monocórdica dos barões da mídia paulista e carioca, compareça no dia 15 de setembro (sábado) ao prédio da Folha de São Paulo às 10:00 hs. Por iniciativa do blog Cidadania.com (http://edu.guim.blog.uol.com.br), haverá uma manifestação pacífica na qual sem-mídia da capital paulista e de várias partes do país farão as queixas que os meios de comunicação fingem que não escutam na porta de um dos maiores entre eles. No fim do ato, será lido e assinado um manifesto e entregue na portaria do jornal.

O endereço da Folha é: Alameda Barão de Limeira nº 425 - São Paulo - SP.

Chega de reclamar e ser ignorado. É preciso mostrar que existimos. Compareça e traga quem você puder. Se quiser mais informações, acesse o blog Cidadania.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Novo blog da JPT/SP

A Secretaria Municipal de Juventude do PT de São Paulo acaba de lançar seu blog. Ele foi criado para servir de instrumento de interação de todos os jovens petistas.

Esperamos que todos participem enviando suas opiniões e notícias. Estaremos criando espaços de discussão em breve.

Ajude a divulgar no perfil da sua comunidade, em seu blog ou orkut:

Blog:
http://jptsp.blogspot.com

Feed:
http://jptsp.blogspot.com/feeds/posts/default

E-mail:
blogjptsp@yahoogrupos.com.br

Site:
http://www.jpt.org.br/sp

YouTube:
http://www.youtube.com/jptsp


A Juventude do PT de todo o Brasil está empenhada na discussão sobre o 1º Congresso da JPT a ser realizado em breve e a nível nacional e esperamos que todos estejam atentos ao que sai em nosso blog e que procure a JPT da sua região.

O jovem que procurava uma oportunidade de contribuir com uma nova juventude petista tem agora uma oportunidade única para discutir e ajudar a construir uma nova JPT voltada a organização das lutas sociais da juventude brasileira.


Abaixo, alguns artigos sobre a Juventude do PT e o futuro 1º Congresso:

A Juventude Petista em questão
http://jptsp.blogspot.com/2007/08/juventude-petista-em-questo.html

Juventude do PT: a hora é agora!
http://jptsp.blogspot.com/2007/08/juventude-do-pt-hora-agora.html

O PT, o III Congresso e a Juventude
http://jptsp.blogspot.com/2007/08/o-pt-o-iii-congresso-e-juventude.html

Contribuição ao debate da construção da Juventude do PT
http://jptsp.blogspot.com/2007/08/contribuio-ao-debate-da-construo-da.html

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Chavez é a esperança que faltava à Venezuela

Do blog de Eduardo Guimarães, relatando uma visita sua à capital Venezuelana.

19/8/2007 - O segredo de Chávez
http://edu.guim.blog.uol.com.br

Henry reuniu vizinhos para falarem comigo. Esperavam-me todos bem vestidos. As mulheres, discretamente pintadas, de vestido; os homens, com calça e camisa social. Fizeram fila para me cumprimentar, dizendo, cada um, seu nome. E havia, também, uma "parrillada" assando.

Depois das apresentações, enquanto comíamos, expliquei aos presentes o motivo de minha visita. Contei-lhes que estava havia quase uma semana na Venezuela e não encontrava quem se dissesse satisfeito com o governo do país e, sobretudo, quem me dissesse por que não estava satisfeito, pois nenhum dos insatisfeitos, até então, soubera expressar motivos particulares para sua insatisfação. Falavam de razões políticas ou ideológicas, mas nunca de alguma medida de Chávez que lhes tivesse piorado a vida.

As pessoas se entreolharam e se perguntaram quem falaria primeiro. Antes que alguém se dispusesse a começar, porém, pedi que me dissessem se algum entre eles era filiado a partido político. Negaram peremptoriamente. E disseram-me que eu poderia sair batendo de casa em casa e perguntando o mesmo a cada pessoa do “barrio” para ver se não obteria as mesmas respostas que me dessem. Perguntei se não havia antichavistas nos cerros. Confabularam.

-- ¿Quién es escuálido, acá?

-- Creo que Mercedes es...

-- Si, Mercedes... ¿Quiere que la llame, señor Guimaraes?

Recusei a oferta explicando que já tinha ouvido “esquálidos” demais. Aliás, vale explicar que “esquálidos” é a forma que o povo chama os anti-Chávez.

Os vizinhos de Henry me deram vários motivos, cada um, para apoiarem o que chamam de “O Processo”, a dita Revolução Bolivariana de Cháves, mas vou reproduzir apenas uma razão por pessoa, porque não consegui anotar tudo.

· Alvaro, 53, pedreiro, relata que é colombiano e vive na Venezuela há 30 anos e só depois que Chávez chegou ao poder conseguiu nacionalizar-se, a fim de obter direitos de cidadão venezuelano, tais como ter acesso a programas sociais, aposentadoria, atendimento médico etc. Relatou que, antes de Chávez, quando os partidos Copei e Acción Democrática se revezavam no poder, só quem pagasse conseguia nacionalizar-se. E custava caro.

· Gladys, 59, dona de casa, revelou que é cardíaca e precisa passar sempre por um médico, mas que antes de Chávez só havia cardiologista nos hospitais da cidade baixa, o deslocamento era difícil, as filas de espera demoravam meses. Agora, com as “misiones”, tem o módulo de médicos cubanos a 10 minutos de caminhada de sua casa e pode ser atendida sempre que necessário. E mostrou-me os vários módulos que podem ser vistos do teto da casa de Henry. São silos verdes de dois andares. Os médicos moram em cima e têm seus consultórios embaixo.

· Mariela, 36, caixa de supermercado, tem dois filhos, um de 12 anos e outro de 5. Antes de Chávez, não havia creches. Ela pagava uma vizinha para cuidar do filho mais velho. Hoje, esse garoto está numa das escolas bolivarianas, nas quais os alunos estudam das 8 às 16 horas, e deixa o filho de 5 anos numa creche do governo, na qual o menino tem atividades pré-escolares, alimentação e cuidados médicos, quando necessários.

· Lourdes, 67 anos, aposentada, estava cega pela catarata. O governo Chávez a enviou a Cuba com todas as despesas pagas. Foi operada, recebeu óculos e tem oftalmologista todos os meses para acompanhá-la.

· Maribel, 30, auxiliar de escritório, também é colombiana – há muitos colombianos vivendo na Venezuela. Vive no país desde os 11 anos. Não conseguia emprego porque não conseguia terminar o ensino médio. Como era estrangeira, não tinha direito a vaga em escola pública. Com o governo Chávez conseguiu a cidadania venezuelana e, assim, conseguiu voltar a estudar.

· Tomas, 44, tapeceiro, vive sozinho. Não tem tempo de cozinhar e não tinha dinheiro suficiente para almoçar fora. Hoje, utiliza as “casas alimentarias” do governo, restaurantes populares nos quais almoça de graça e ainda lhe dão um lanche para comer à noite.

· Ariel, 62 anos, aposentado, diz que hoje recebe sua aposentadoria em dia, depositada em sua conta bancária. Antes de Chávez, relata que seu benefício atrasava todos os meses e tinha que ficar em longas filas para recebê-lo.

· Catia, 28 anos, empregada doméstica, conta que a passagem de metrô não aumenta de preço há pelo menos uns três anos, apesar da inflação. E o salário mínimo, que está em 700 mil bolívares (mais ou menos 300 dólares), aumenta todo ano.

· Juan, 46 anos, é operário em uma fábrica de tubos e conexões. Conta que a empresa na qual trabalha costumava atrasar salários, não depositava corretamente os encargos sociais dos empregados, mas agora, com Chávez, a empresa que não depositar em dia as obrigações trabalhistas ou que atrasar salários não consegue dólares para importar matérias-primas ou qualquer outra coisa, graças à centralização do câmbio. Nunca mais o salário de Juan atrasou e os encargos sociais dos funcionários estão sempre em ordem.

Da varanda – ou do teto – da casa de Henry, tem-se uma visão de Caracas que, junto com os depoimentos dos habitantes da periferia, permite entender por que Chávez vem ganhando sucessivas eleições por margem tão expressiva. A Caracas da classe média é uma ilhota cercada de um mar de morros, com uma constelação de “viviendas” como a de meu anfitrião. Para cada caraquenho anti-Chávez deve haver uns três que são capazes de matar ou morrer por ele.

Mas fiquei intrigado com uma coisa. Não era possível que essa gente não tivesse queixas do governo. Disse-lhes que, apesar dos pesares, esses programas sociais que me citaram existem no Brasil. Talvez não tão efetivos ou abrangentes, mas o fato é que não constituem novidade a ponto de levar as pessoas a endeusarem assim o governo. A resposta que me deram foi a de que talvez no Brasil os programas chavistas não fossem novidade, mas na Venezuela, eram. Antes de Chávez, no tempo em que os partidos de direita Acción Democrática e Copei revezavam-se no poder, aquela gente toda só recebia uma coisa do Estado: desprezo.

Assim mesmo, não me satisfiz. Disse-lhes que, apesar de tudo o que me disseram, deveria haver críticas ao governo. Eles pensaram um pouco e o próprio Henry disse que tinha críticas. E todos foram unânimes em concordar com elas. Vamos às críticas de Henry.

· O governo Chávez obriga determinados servidores públicos a participarem de suas marchas contra as da oposição e da mídia.

· Alguns produtos tabelados costumam “desaparecer” e só podem ser comprados com ágio.

· Há reclamações das constantes convocações de redes nacionais de rádio e televisão que Chávez faz, pois são chatas.

São críticas contundes, comentei com meus interlocutores. Perguntei-lhes se não achavam que, então, a oposição e a mídia tinham alguma razão nas críticas que fazem ao governo. O que me responderam foi que podem até ter alguma razão, mas outros governos tinham defeitos muito piores e não lhes davam nada. Eram totalmente abandonados pelo Estado. Disseram-me que o segredo de Chávez para ganhar o coração dos venezuelanos é o de lhes ter devolvido o que haviam perdido havia muito tempo, a esperança.

Grupo Antena Petista

Criei um grupo para que petistas e simpatizantes possam trocar informações entre si.

A idéia é angariar cada vez mais associados através de uma campanha de divulgação permanente.

Para participar clique no link:
http://br.groups.yahoo.com/group/antenapt

Convide também seus amigos e ajude a divulgar!

Cansei "apartidário"?


Baixe a versão maior e coloque no seu orkut:
http://www.4shared.com/file/22333137/e34a9fe6/canseiapartidario.html?dirPwdVerified=f31f3f69

O Poder Legislativo

Criei uma tabela sobre as divisões do Poder Legislativo.

Quem estiver interessado pode baixar pelo link:
http://www.4shared.com/file/22425241/42205499/legislativo.html?dirPwdVerified=f31f3f69

domingo, 19 de agosto de 2007

“CANSEI... DE DEMOCRACIA!”



OAB-SP E CANSADOS ELITISTAS NÃO ADMITEM UMA DEMOCRACIA PLENA PARA O BRASIL!

OAB-SP e elites se unem sob um pacto macabro para derrubar Lula e o Partido dos Trabalhadores, com o respaldo dos artistas pseudo-intelectuais e dos veículos de mídia que foram humilhados de forma cabal nos pleitos democráticos desde 2002. É necessário coesão para evitar o golpismo das elites.

Como em 1964, as elites querem se manifestar contra um governo popular. O movimento golpista “CANSEI” é extremamente ameaçador, pois como o “Com Deus, Pela Família Pela Liberdade” que dera o respaldo para um golpe militar que nos jogou em um longo e penoso retrocesso democrático, o “CANSEI” é a forma das elites tentar fazer o que hoje nem a oposição congressista consegue mais faze-lo. O povo escolheu Lula, não por acaso, pois um homem que fez o país sair de um buraco econômico e social que parecia impossível de ser superado, as elites que se calaram diante da corrupção interminável e imbatível de FHC, Itamar, Sarney, e dos governos militares, não podem ousar falar de Lula.

A conivência das elites com estes regimes os favoreceu e hoje não conseguem tolerar o metalúrgico que tem sua popularidade sob ascensão constante e que a cada dia favorece a plebe. Lula definitivamente colocou o país numa política de rompimento com o passado negro do coronelismo político, das mortes no campo, da entrega dos bens da nação, e de tantas outras formas que as elites colocavam o Brasil e os brasileiros para servir, sem qualquer reflexão, a seus ideais.

O CANSEI é a tentativa frustrada de reviver os tempos de trevas da intolerância, da opressão das elites de Copacabana e da Avenida paulista sobre o povo, da mídia absoluta como o “quarto poder” que regia o país a “mãos de ferro”. O pacto macabro que as elites e a OAB-SP(infelizmente) é algo inconcebível, tudo isto para derrubar Lula e o Partido dos Trabalhadores, com o apoio dos pseudo-intelectuais de plantão, vide “as quatro infelizes personalidades” que compõem a parte superior do site do “Movimento”.

Uma organização como a OAB-SP, com profissionais sérios não poderia escolher um movimento pior para lutar ao lado, uma vez que, profissionais que acima de tudo devem prezar pelo estado de direito e democrático, lutando ao lado da liberdade, escolhem entrar para as fileiras do “golpismo elitista” das madames e de seus poodles enfurecidos, para derrubar um presidente eleito, que tem sua popularidade crescente a cada dia e luta ao lado de quem mais precisa.

O golpe no âmago das elites com o PAC, o Bolsa Família e com as recentes medidas que levam a reforma agrária a todas as áreas produtivas ou não, foi de tal forma forte que provocou um repulsa a figura do operário e dos pobres cidadãos deste país que beiram o nível do preconceito e do ódio. Perderem os pleitos nacionais de 2002 e 2006 levou a incompreensão e insensatez quanto a suas atitudes antidemocráticas praticadas desde então.

Seus aliados de toda a hora, tucanos e peefelistas além de seus partidos satélites forçaram ao máximo o golpe branco com o inexistente “MENSALÃO” e com manobras mil para incriminar José Dirceu, José Genoíno, Antônio Palocci e até mesmo destruir a figura política da séria ex-Deputada Federal Ângela Guadagnin, tudo isso para inviabilizar a campanha de 2006 de Lula ou de qualquer alternativa ao seu nome. Mas fracassaram de forma cabal no pleito de 2006. Agora sem o congresso ao seu lado, renovado com forças pró-Lula, tentam faze-lo nas ruas a luta anti-PT e anti-Lula.

Nas ruas o povo é maioria, o povo não se cala e por isso não bastariam o Alphaville, a Copacabana, o Morumbi e a Oscar Freire inteiras se mobilizarem, pois bastaria uma Itaquera, um Pinheirinho, uma Rocinha se mobilizar para mostrar que o que falam não representam a voz do povo.

Para os “CANSADOS DA DEMOCRACIA” um aviso: “O povo não é mais massa de manobra!” – Não vamos nos calar perante a opressão.