PT - Instantâneo

Mostrando postagens com marcador Eduardo Guimarães. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eduardo Guimarães. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Manifestação na porta da Folha de S. Paulo

Eduardo Guimarães: Eu leio o blog desse cara desde 2006. Se você ainda não conhece, ele é um dos melhores defensores do PT e do governo Lula. Considero o blog dele como o de melhor coteúdo político da Internet, mais até que o site do PT e do Vermelho.

Agora ele está convocando seus milhares de leitores para uma manifestação na porta da Folha de S. Paulo. Eu repasso:

Movimento dos Sem-Mídia
http://edu.guim.blog.uol.com.br

Se você é um sem-mídia, se não consegue ver seus pontos de vista contemplados nos meios de comunicação e está farto de engolir a opinião monocórdica dos barões da mídia paulista e carioca, compareça no dia 15 de setembro (sábado) ao prédio da Folha de São Paulo às 10:00 hs. Por iniciativa do blog Cidadania.com (http://edu.guim.blog.uol.com.br), haverá uma manifestação pacífica na qual sem-mídia da capital paulista e de várias partes do país farão as queixas que os meios de comunicação fingem que não escutam na porta de um dos maiores entre eles. No fim do ato, será lido e assinado um manifesto e entregue na portaria do jornal.

O endereço da Folha é: Alameda Barão de Limeira nº 425 - São Paulo - SP.

Chega de reclamar e ser ignorado. É preciso mostrar que existimos. Compareça e traga quem você puder. Se quiser mais informações, acesse o blog Cidadania.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Chavez é a esperança que faltava à Venezuela

Do blog de Eduardo Guimarães, relatando uma visita sua à capital Venezuelana.

19/8/2007 - O segredo de Chávez
http://edu.guim.blog.uol.com.br

Henry reuniu vizinhos para falarem comigo. Esperavam-me todos bem vestidos. As mulheres, discretamente pintadas, de vestido; os homens, com calça e camisa social. Fizeram fila para me cumprimentar, dizendo, cada um, seu nome. E havia, também, uma "parrillada" assando.

Depois das apresentações, enquanto comíamos, expliquei aos presentes o motivo de minha visita. Contei-lhes que estava havia quase uma semana na Venezuela e não encontrava quem se dissesse satisfeito com o governo do país e, sobretudo, quem me dissesse por que não estava satisfeito, pois nenhum dos insatisfeitos, até então, soubera expressar motivos particulares para sua insatisfação. Falavam de razões políticas ou ideológicas, mas nunca de alguma medida de Chávez que lhes tivesse piorado a vida.

As pessoas se entreolharam e se perguntaram quem falaria primeiro. Antes que alguém se dispusesse a começar, porém, pedi que me dissessem se algum entre eles era filiado a partido político. Negaram peremptoriamente. E disseram-me que eu poderia sair batendo de casa em casa e perguntando o mesmo a cada pessoa do “barrio” para ver se não obteria as mesmas respostas que me dessem. Perguntei se não havia antichavistas nos cerros. Confabularam.

-- ¿Quién es escuálido, acá?

-- Creo que Mercedes es...

-- Si, Mercedes... ¿Quiere que la llame, señor Guimaraes?

Recusei a oferta explicando que já tinha ouvido “esquálidos” demais. Aliás, vale explicar que “esquálidos” é a forma que o povo chama os anti-Chávez.

Os vizinhos de Henry me deram vários motivos, cada um, para apoiarem o que chamam de “O Processo”, a dita Revolução Bolivariana de Cháves, mas vou reproduzir apenas uma razão por pessoa, porque não consegui anotar tudo.

· Alvaro, 53, pedreiro, relata que é colombiano e vive na Venezuela há 30 anos e só depois que Chávez chegou ao poder conseguiu nacionalizar-se, a fim de obter direitos de cidadão venezuelano, tais como ter acesso a programas sociais, aposentadoria, atendimento médico etc. Relatou que, antes de Chávez, quando os partidos Copei e Acción Democrática se revezavam no poder, só quem pagasse conseguia nacionalizar-se. E custava caro.

· Gladys, 59, dona de casa, revelou que é cardíaca e precisa passar sempre por um médico, mas que antes de Chávez só havia cardiologista nos hospitais da cidade baixa, o deslocamento era difícil, as filas de espera demoravam meses. Agora, com as “misiones”, tem o módulo de médicos cubanos a 10 minutos de caminhada de sua casa e pode ser atendida sempre que necessário. E mostrou-me os vários módulos que podem ser vistos do teto da casa de Henry. São silos verdes de dois andares. Os médicos moram em cima e têm seus consultórios embaixo.

· Mariela, 36, caixa de supermercado, tem dois filhos, um de 12 anos e outro de 5. Antes de Chávez, não havia creches. Ela pagava uma vizinha para cuidar do filho mais velho. Hoje, esse garoto está numa das escolas bolivarianas, nas quais os alunos estudam das 8 às 16 horas, e deixa o filho de 5 anos numa creche do governo, na qual o menino tem atividades pré-escolares, alimentação e cuidados médicos, quando necessários.

· Lourdes, 67 anos, aposentada, estava cega pela catarata. O governo Chávez a enviou a Cuba com todas as despesas pagas. Foi operada, recebeu óculos e tem oftalmologista todos os meses para acompanhá-la.

· Maribel, 30, auxiliar de escritório, também é colombiana – há muitos colombianos vivendo na Venezuela. Vive no país desde os 11 anos. Não conseguia emprego porque não conseguia terminar o ensino médio. Como era estrangeira, não tinha direito a vaga em escola pública. Com o governo Chávez conseguiu a cidadania venezuelana e, assim, conseguiu voltar a estudar.

· Tomas, 44, tapeceiro, vive sozinho. Não tem tempo de cozinhar e não tinha dinheiro suficiente para almoçar fora. Hoje, utiliza as “casas alimentarias” do governo, restaurantes populares nos quais almoça de graça e ainda lhe dão um lanche para comer à noite.

· Ariel, 62 anos, aposentado, diz que hoje recebe sua aposentadoria em dia, depositada em sua conta bancária. Antes de Chávez, relata que seu benefício atrasava todos os meses e tinha que ficar em longas filas para recebê-lo.

· Catia, 28 anos, empregada doméstica, conta que a passagem de metrô não aumenta de preço há pelo menos uns três anos, apesar da inflação. E o salário mínimo, que está em 700 mil bolívares (mais ou menos 300 dólares), aumenta todo ano.

· Juan, 46 anos, é operário em uma fábrica de tubos e conexões. Conta que a empresa na qual trabalha costumava atrasar salários, não depositava corretamente os encargos sociais dos empregados, mas agora, com Chávez, a empresa que não depositar em dia as obrigações trabalhistas ou que atrasar salários não consegue dólares para importar matérias-primas ou qualquer outra coisa, graças à centralização do câmbio. Nunca mais o salário de Juan atrasou e os encargos sociais dos funcionários estão sempre em ordem.

Da varanda – ou do teto – da casa de Henry, tem-se uma visão de Caracas que, junto com os depoimentos dos habitantes da periferia, permite entender por que Chávez vem ganhando sucessivas eleições por margem tão expressiva. A Caracas da classe média é uma ilhota cercada de um mar de morros, com uma constelação de “viviendas” como a de meu anfitrião. Para cada caraquenho anti-Chávez deve haver uns três que são capazes de matar ou morrer por ele.

Mas fiquei intrigado com uma coisa. Não era possível que essa gente não tivesse queixas do governo. Disse-lhes que, apesar dos pesares, esses programas sociais que me citaram existem no Brasil. Talvez não tão efetivos ou abrangentes, mas o fato é que não constituem novidade a ponto de levar as pessoas a endeusarem assim o governo. A resposta que me deram foi a de que talvez no Brasil os programas chavistas não fossem novidade, mas na Venezuela, eram. Antes de Chávez, no tempo em que os partidos de direita Acción Democrática e Copei revezavam-se no poder, aquela gente toda só recebia uma coisa do Estado: desprezo.

Assim mesmo, não me satisfiz. Disse-lhes que, apesar de tudo o que me disseram, deveria haver críticas ao governo. Eles pensaram um pouco e o próprio Henry disse que tinha críticas. E todos foram unânimes em concordar com elas. Vamos às críticas de Henry.

· O governo Chávez obriga determinados servidores públicos a participarem de suas marchas contra as da oposição e da mídia.

· Alguns produtos tabelados costumam “desaparecer” e só podem ser comprados com ágio.

· Há reclamações das constantes convocações de redes nacionais de rádio e televisão que Chávez faz, pois são chatas.

São críticas contundes, comentei com meus interlocutores. Perguntei-lhes se não achavam que, então, a oposição e a mídia tinham alguma razão nas críticas que fazem ao governo. O que me responderam foi que podem até ter alguma razão, mas outros governos tinham defeitos muito piores e não lhes davam nada. Eram totalmente abandonados pelo Estado. Disseram-me que o segredo de Chávez para ganhar o coração dos venezuelanos é o de lhes ter devolvido o que haviam perdido havia muito tempo, a esperança.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Ombudsman da Folha quer investigar vaias

16/7/2007 - Ombudsman da Folha quer investigar vaias
http://edu.guim.blog.uol.com.br

O ombudsman da Folha de São Paulo, Mario Magalhães, defendeu hoje (segunda-feira), em sua crítica interna na internet, que se investigue a possibilidade de as vaias a Lula no Maracanã terem sido orquestradas.Vejam o que ele disse:

“(...) O perfil dos presentes ao Maracanã não é propriamente o de beneficiários do programa Bolsa Família. Esse contexto ajuda a explicar as vaias, embora não se descarte -- e valeria investigar-- um plano de adversários para humilhar o presidente”.

Claro que Magalhães, sendo da Folha, tem que dar uma no cravo e outra na ferradura. Daí sua alusão à mentira de que o eleitorado de Lula se restringe aos “beneficiários” do Bolsa Família”. Mas a admissão de que “vale investigar” as vaias mostra que as desqualificações de minha denúncia são estranhamente apressadas e denotam vontade de ver o assunto enterrado rapidinho.

Por que será que está havendo tanta resistência à investigação por parte dos cabos eleitorais do PSDB e do PFL? E aquela máxima que gostam tanto de usar, de que quem não deve, não teme?

sábado, 14 de julho de 2007

Cesar Maia teria armado a vaia ao Lula no PAN?

14/07/2007 - Quem vaiou Lula?
http://edu.guim.blog.uol.com.br

Vocês que estão aí no Brasil souberam antes de mim, que estou fora do país, que Lula foi insistentemente vaiado no Rio, num Maracanã lotado, durante a cerimônia de abertura dos jogos Pan-Americanos por milhares de pessoas. Segundo a Folha de São Paulo, ele foi vaiado seis vezes.

As notícias que obtive na edição da Folha na internet não explicam por que um presidente que todas as recentes pesquisas de opinião (Ibope, CNT-Sensus, Datafolha etc.) dão como extremamente popular em todas as camadas sociais foi agredido dessa forma por toda aquela gente, mas dão pistas.


Tenho dois fatos “interessantes” a comentar:

1ª – Enquanto Lula foi massacrado pelo público presente ao Maracanã, quando o prefeito do Rio, César Maia, do PFL, foi mencionado nos microfones do estádio, recebeu “aplausos efusivos”.

2ª – O público que compareceu ao Maracanã no primeiro dia de venda oficial de ingressos para a abertura do Pan, não encontrou o que buscava. Os ingressos estavam praticamente “esgotados” antes mesmo da abertura das bilheterias.


Alguns fatos:

1ª – A popularidade de Lula no Rio, segundo as pesquisas, é bem alta. Ele não é odiado assim por lá a ponto de ser apupado com tanta virulência.

2ª – A prefeitura do Rio, sob as ordens do prefeito Cesar Maia, controla a distribuição e a venda de ingressos para o Pan.

Alguma explicação é necessária para o que aconteceu no Maracanã. Nem Lula é tão impopular nem Cesar Maia é tão popular. Alguma ilegalidade muito grave aconteceu na distribuição dos ingressos. Aliás, não me parece nem um pouquinho exagerado especular que o prefeito do Rio pode ter montado uma monumental armadilha para Lula.

O caso das vaias no Maracanã ainda vai dar muito pano para manga. Podem esperar.