PT - Instantâneo

domingo, 11 de maio de 2008

Oposição está com dúvidas??? Chame a Ministra Dilma!

A oposição golpista parece não estar safisfeita com as respostas de Dilma, justamente agora que falou tudo o que havia para falar! O Agripino Maia (DEM-RN), depois de sofrer um "baque verbal", ante as verdades proclamadas pela ministra, agora fala que "a Ministra se fez de vítima", na mesma balada Artur Virgílio (PSDB-AM) chama atenção ao mesmo ponto, assim como Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Se há dúvidas por favor chame a Ministra! Pois como bem sabemos a oposição treme diante da sua figura imponente e de moral incontestável, onde Dilma ganhou o "status" de Lula, quem ousar bater de frente com os dois será atropelado moralmente.

Cadê a ética que o PSDB tanto proclama, ao acusar a Ministra Dilma Rousseff pelas costas? Cadê o Senador Agripino com a mesma "cara de tacho" pós-interrogatório ao estilo DOPS, ao criticar Dilma, que agora está em seus afazeres na praça dos três poderes? Ou ainda o Senador Álvaro Dias (PSDB-PR), pedindo desculpas a nação por manipular um dossiê falso e jogá-lo nas mãos do governo federal? A mais perdida e trêmula oposição fascista da história nem de longe lembra figuras enigmáticas e aterrorizantes como Carlos Lacerda, ACM, Filinto Müller, Jarbas Passarinho, Plínio Salgado, e outras figuras macabras de nossa história política, que a esta hora estão se revirando em suas covas perante a inoperância e a fragilidade da oposição fascista brasileira sob as lideranças do PSDB e do DEMOcratas, os dois grandes estandartes daqueles flagelos que emergiram da ditadura militar para democracia para controle do ímpeto social de mudança.

Ao invés desta oposição que têm demasiadas dúvidas ficar esperneando pelo baque que sofreram ao tentar levantar questionamentos em relação a moral da Ministra, por qual motivo não faz requisição para depor novamente? Têm medo de quem mais ir "à lona"? O cinismo tucano e dos demos é algo incomensurável, e o medo agora de Dilma Rousseff é maior ainda! Achavam que fariam o mesmo que fizeram com José Dirceu, Luís Gushiken, e Antônio Palocci, mas sofreram um grave revés ao encarar uma mulher de fibra que não se abate com a força das palavras e se tornou tão dura quanto seus algozes da "Nuremberg às avessas", que é o Senado Federal no Brasil, onde quem julga o povo e seus líderes são os que compõem a minoria "fascistóide" do eixo PSDB-DEMO.

Dilma mostrou do que é feita ao derrubar mais um dos filhotes do regime, um período que não foi tão somente composto por um conluio militar, mas um pacto com a burguesia insatisfeita com as reformas socialistas de 1964, propostas e aplicadas por Jango e apoiado pelas classes populares. Uma burguesia que não admitia os partidos socialistas e o povo no controle hegemônico do Estado brasileiro, e que hoje está novamente inquieta com os partidos da esquerda socialista no poder, sob a tutela de Lula. Agripino pertence às elites, foi criado sob os paradigmas do coronelismo, das políticas despóticas e autoritárias. A Ministra rechaçou com veemência mais uma empreitada golpista da oposição que não sabe para onde correr:
- Onde se bate em Lula, sua popularidade caí;

- Se critica a política estatal, não sabe a ques horas a Petrobrás descobre mais um poço de petróleo e leva vossos débeis rostos ao chão;

- Se bate em Dilma Rousseff, ela revela qual a face obscura dos seus algozes;

- Se manipula a mídia para criar mais uma crise, logo caí em desalento com a Polícia Federal revelando o verdadeiro paradeiro.

É não tem saída... está na hora da própria bancada governista chamar Dilma e convidar Agripino e companhia para participar, ou quem sabe renunciar de vez e fugirem como refugiados políticos para o Miamar, os Estados Unidos, ou Turquia, lugares onde de fato a política popularesca, individualista e fétida que tanto a oposição reivindica permeia estas sociedades, e se sentiram à vontade!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Dilma revela a face obscura do DEMOcrata! - Lobo em pele de cordeiro

O "Monstro" da direita, que por muitos anos engoliu os anseios populares e asfixiou os militantes que lutavam pela democracia deu sinais que estava vivo novamente, em uma atitude claramente golpista, querendo insinuar que a Ministra da Casa Cívil e o Presidente da República tinham planos para revogar o Estado Democrático, evocando os tenebrosos discursos de Carlos Lacerda, dando viés a criação de um sentimento nacional "intervencionista" no Governo Federal. Junto a este o discurso anti 3º mandato, porém o revés veio na mesma moeda, pois no "banco dos réus" estava uma heroína popular, Dilma Rousseff, uma mulher de fibra moral e ética incontestável que enfrentou com todas as suas forças o Regime Militar, e portanto calou a boca de uma das proles dos militares do DEM e PSDB.

Nem Carlos Lacerda ousaria tanto em um discurso efusivo e racista como fizera o Senador potiguar José Agripino do DEMOcratas, para colocar Dilma Rousseff na defensiva, porém Dilma demonstrou quanta fibra possuía para rebater a seguinte acusasão: - "Na Folha, você colocou que durante o regime militar a gente mentia muito, mentia adoidado, você fará o mesmo para escapar hoje do dossiê?" - Dilma Rousseff rebateu a altura:
- "Se falássemos verdades no Regime Militar você comprometia a vida de seus iguais";

- "Na ditadura militar não há espaço para verdades, pois não há espaço para vida!"; e

- "Sei que em 1970 estávamos em lados diversos, em que eu combati o Regime Militar!"

Falas que revelaram em quais campos estavam os dois: Dilma Rousseff ao lado da democracia; Agripino ao lado da opressão - A direita se calou diante de um oponente de discurso tão efusivo e emocionante, que remeteu até mesmo os fiéis defensores da direita a reconhecerem o quanto foi esdrúxulo seu comentário.

A direita que sempre se vangloriou pelos feitos de seus déspotas do regime militar, agora cai em desalento, ante a ignorância, a incapacidade, e ao pensamento arcaico. Seus "líderes", carecem do mínimo de consciência crítica e de moral, uma vez que são os próprios "filhotes do regime militar de 1964-85", outros são filhos dos que comandavam a política de "cima dos cavalos", e são tão insanos e cruéis como seus progenitores. O DEM e o PSDB são frutos do mesmo passado nefasto, do PSD, da ARENA da política do coronelismo, e mesmo daqueles que defendiam nos tempos do império a escravidão no Brasil.

O que José Agripino revelou nada mais é do que um triste retrato da lei de ANISTIA de 1979, onde oprimidos e opressores foram anistiados por crimes políticos. Sendo os oprimidos os mais prejudicados com esta lei, uma vez que seus algozes continuaram a ditar a política da mesma forma que antes, porém sem o "trabuco nas mãos", mas com a mesma arrogância e a mesma excentricidade.

Opressores como José Agripino, Bornhausen, Virgílio, o clã "ACM", Alckmin, e a corja que deu sustentáculo a ditadura militar deveriam ser impedidos de concorrer a qualquer pleito, inclusive membros de suas famílias que detêm o poder do capital e das comunicações deste país ainda em mãos.

Dilma Rousseff fez um favor sem tamanho a este país, lavando a alma de seu povo e revelando o que estava por trás de um senhor bem vestido, de olhar patético e de ideais fascistas... um ditador. Cumprindo aquela velha escrita do "Lobo em pele de cordeiro".

sexta-feira, 2 de maio de 2008

DO QUE O “QUARTO PODER” TEM MEDO? - DILMA E DEMOCRATIZAÇÃO DAS TELECOMUNICAÇÕES A PAÚRA DE 2010 ESTÁ LATENTE NO DISCURSO DAS ELITES!

Lula vem emplacando uma política demasiadamente eficiente dentre as massas, propondo um amplo pacto com os movimentos sociais, estudantis e sindicais, impedindo que os fantasmas propagados pelo “Quarto poder”, ou seja, a mídia, que tem o capital e os grandes veículos de mídia sob às posses da direita fascista “demo-tucana” venha repercutir as asneiras racistas, de cada dia, com o espectro de força esperado. Dilma que cresce com a força das ondas do petróleo, e a democratização das telecomunicações que fazem parte de um plano popular e de massas para continuidade das práticas transparentes e vantajosas à classe trabalhadora implementadas por Lula e aclamadas pelo povo, amedrontam a população abastada que se refugiou em Miami, Paris, Roma e em outros locais com medo da socialização política, econômica e social. 2010 já está chegando e Lula fará o sucessor e dará continuidade ao plano do Brasil socialista!

Os veículos de mídia como a Veja, a Globo e o Estadão não param de dar indiretas a respeito do terceiro mandato de Lula, para ver o quanto conseguem enfraquecê-lo, porém desde a primeira vez que perguntaram até agora a popularidade de Lula só tem aumentado e a rejeição ao terceiro mandato só tem diminuindo, ou seja, o enfraquecimento esperado surtiu de forma contrária, como se o povo estivesse percebendo o plano nítido de levar o desgaste do presidente e viesse em defesa do mesmo.

A paúra de 2010 é sentida nas capas dos jornais e revistas, que já colocam de forma expressiva o desconforto de Lula, ou de qualquer um indicado pelo mesmo a sucessão, pois sabe que enfrentaram um “monstro sagrado”, do mundo político da esquerda, uma figura que transpassa o mero espectro do real e já faz parte do mítico, de operário à presidente, de trabalhador a salvador da pátria, de um anônimo a mais imprescindível figura da história política nacional! Um adversário incólume, enquanto imponente articulador político para 2010, seja com Dilma Roussef com a força das ondas do petróleo, ou com Ciro Gomes e a força da transposição do Rio São Francisco, não haverá espaço para os grandes veículos de mídia emplacar suas eventuais calúnias e seus adversários movidos a ódio e a desesperança.

Quem vier com o discurso anti-Lula, seja da esquerda sectária do eixo “PSTU-PSOL”, seja da direita fascista do eixo “demo-tucano”, caíra por terra perante aos candidatos de esquerda apoiados por Lula. O sonho do Brasil socialista bate às portas, de uma nação que acostumou a muito tempo de observar o futuro de forma distante e desacreditado, agora observa com grande esperança um presente de um país potência econômica, com justiça social, e que democratiza todas as instâncias de participação do cidadão.

Porém o que mais faz tremer de medo uma oposição sem pauta, sem rumo, e sem base é a questão da democratização dos meios de mídia, uma vez que por mais três séculos detiveram o monopólio dos meios de mídia escrita, passando pela televisiva e mesmo agora a mídia virtual, e o governo Lula vem colocando em prática uma política que vem de encontro com a realidade macabra, que os herdeiros do império, do coronelismo, e da ditadura de 1964, que hoje ainda residem no Senado e na Câmara dos Deputados, sob as siglas do PSDB e DEMOCRATAS. A TV pública e a tentativa de restrição da posse dos meios de mídia poderão auxiliar na criação de um modelo popular de mídia que poderá enfrentar a longo prazo a mídia elitista e mesmo enfraquecer o “poder de barganha” em 2010, quando tentarão fazer seu sucessor, seja ele Aécio, Serra, Alckmin, ou outro do clã neoliberal e privatista.

O ano de 2010 será um marco para o movimento de esquerda da América Latina, com a consolidação do Brasil no cenário de reforço dos ideais socialistas com PT reconduzindo mais uma vez um candidato com a força de Lula ao palácio do planalto, dando continuidade a uma cultura de esquerda no Brasil e na América Latina. Portanto que as elites tremam, pois 2010 será a hora de da direita dar passagem de forma abrupta aos planos da esquerda democrática e socialista da latino-americana.

Lula e o seu projeto para um Brasil popular já foi aclamado pelo povo brasileiro, e o povo também entende o quão preciso é dar continuidade a este projeto de um Brasil mais justo enquanto economia, enquanto sociedade e enquanto nação soberana, portanto derrubar Lula e sua ideologia ficará somente no imaginário elitista!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Cuito Cuanavale: o princípio do fim do apartheid

Não surpreende que os meios de comunicação comerciais, sempre tão zelosos em comemorar as datas mais banais, seja sobre um desfile de moda, uma festa grã-fina ou um festival de cerveja ou de rock, tenham a mais completa insensibilidade para um registro, ainda que informativo, sobre esta Batalha de Cuito Cuanavale, epopéia tão marcante na caminhada da humanidade para enterrar um dos mais selvagens e brutais regimes da história, o apartheid mantido por décadas pela oligarquia racista da África do Sul, obviamente, com a sustentação da "democracia" norte-americana.

Vale relembrar. Em 1987, a situação em Angola se agravara drasticamente. Aliás, nunca tinha sido tranqüila a situação para o movimento de libertação de Angola, desde o início de sua luta contra o colonialismo português. Depois de fundado no início dos anos 60, o MPLA, dirigido pelo poeta e médico Agostinho Neto, consegue grandes avanços a partir da Revolução dos Cravos, quando o movimento de militares revolucionários derruba a ditadura salazarista em Portugual, a 25 de abril de 1974.

O colonialismo português entrava em colapso total, o novo governo português, dirigido por militares revolucionários adota posição de solidariedade para com os movimentos de libertação das ex-colônias portuguesas. A 11 de novembro de 1975 as tropas do MPLA tomam a capital Luanda e declaram a Independência e a fundação da República Popular de Angola. Mas, não houve paz.

Imediatamente, os EUA que já haviam patrocinado com dinheiro e armas a criação da Frente Nacional para a Libertação de Angola, dirigida por Holden Roberto e com apoio total do governo reacionário do Zaire, de Mobuto Sezeke, e também a Unita, dirigida por Jonas Savimbi, com apoio direto do regime racista da África do Sul, determinam ações para desestabilizar o novo governo angolano, impedindo que a independência fosse seguida da reconstrução de um país dilacerado pela guerra colonial. A guerra recrudesce em Angola, país rico em diamantes e petróleo; o exército da África do Sul intervém diretamente.

Brasil reconhece Angola e Kissinger vem ao Brasil

Agostinho Neto solicita ajuda militar de Cuba, que, com o apoio da URSS, atende. Um fato notável é que o primeiro país a reconhecer o novo governo de Angola é o Brasil, então presidido por Ernesto Geisel. A posição brasileira causou grande insatisfação junto ao governo dos EUA.

Aliás, o reconhecimento brasileiro á Independência de Angola inseria-se num leque de medidas da política externa brasileira de então — tais como o reatamento com a China, a Romênia, o acordo nuclear Brasil-Alemanha e o rompimento de um Tratado Militar com os EUA e outras — que já indicava um outro alinhamento internacional do Brasil, chegando a motivar uma visita repentina do Secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger , ao Brasil.

Segundo os relatos, Kissinger teria reclamado junto ao presidente Geisel da política externa brasileira. Teria mesmo dito, em tom de ingerência, que a postura brasileira reconhecendo o governo de Agostinho Neto representaria na prática "fazer o jogo do comunismo internacional, o Brasil alia-se a Cuba". A resposta de Geisel teria deixado Kissinger surpreendido e irritado: "Senhor Secretário, a nossa política externa não está em debate com o senhor!" Bem diferente da diplomacia de "pés descalços" e subserviente que o Brasil veio a experimentar nos anos 90, a era da privatização


Cuba pega em armas contra o apartheid

Apesar da solidariedade militar cubana a Angola, a crescente intervenção dos EUA no conflito, através da África do Sul, faz com que boa parte do território angolano escape do controle do governo angolano. Em outubro de 1987, o Presidente angolano José Eduardo Santos expõe a Fidel Castro as dificuldades monumentais e o risco de uma derrota militar. Solicita, uma vez mais, que Cuba conceda mais apoio militar. A dramática situação angolana é analisada exaustivamente pela direção cubana que decide empenhar-se ainda mais decisivamente na guerra de libertação do povo angolano, baseando-se nos princípios do Internacionalismo Proletário, inscrito na Constituição Socialista de Cuba.

As tropas angolanas e cubanas posicionadas na localidade de Cuito Cuanavale, estavam sob intenso bombardeio do exército racista da África do Sul. O risco de massacre era iminente. Enquanto resistiam, um novo plano estava sendo elaborado em Cuba para inverter esta situação desfavorável. Em sucessivas viagens de 15 horas de Havana até Luanda — num itinerário inverso ao dos navios negreiros — aviões transportam dezenas de milhares de soldados cubanos.

Há também o fornecimento de mil tanques, milhares de baterias anti-aéreas e num prazo recorde de 60 dias é construído um aeroporto com estrutura suficiente para pouso e decolagem dos modernos aviões Mig-23, de fabricação soviética, que Cuba também forneceria a Angola, juntamente com seus melhores pilotos. O plano estava traçado para a Batalha final de Cuito Cuanavale: 40 mil soldados cubanos bem armados e treinados, 30 mil soldados angolanos e 3 mil guerrilheiros da SWAPO, o exército de libertação da Namíbia, país que também estava ocupado por tropas da África do Sul.


Rumo ao sul

Fidel havia encarregado o general Cintra Frias, veterano guerrilheiro de Sierra Maestra, do comando destas operações em território angolano. Na oportunidade, Castro teria confessado ao líder do Partido Comunista da África do Sul, o branquelão Joe Slovo, que a estratégia seria como a de um boxeador: "Enquanto seguramos o inimigo com a mão esquerda (Cuito Cuanavale) , vamos atacando com o punho direito". A situação militar se inverte graças a esta massiva e preparada intervenção cubana, país que chegou a enviar a Angola, ao longo anos, cerca de 350 mil homens e mulheres internacionalistas, garantindo de fato a verdadeira independência na jovem nação africana.

Não suportando os golpes recebidos, em especial uma grande surra promovida pela atuação dos pilotos cubanos nos MIG-23, a Batalha decisiva ocorre no dia 23 de março de 1987, uma derrota fundamental das tropas da África do Sul que Nelson Mandela assim descreveria: " Cuito Cuanavale foi a virada para a luta de libertação do meu continente e do meu povo do flagelo do apartheid!"

Sem dúvida, a luta de libertação da Namíbia também recebia um grande impulso, e dois anos mais tarde, este país também declararia a sua Independência. Entretanto, o governo racista de Botha preocupava-se, pois pela potência e envergadura da estratégia armada por Cuba no sul de Angola chegou a imaginar que as tropas cubanas pudessem dirigir-se rumo ao sul, ou seja, rumo a Pretória.Na fuga, as tropas racistas bombardearam pontes, revelando medo de uma ofensiva rumo ao sul. Enquanto as batalhas ocorriam, com sucessivas derrotas impostas às tropas da África do Sul, ocorriam no âmbito da ONU as famosas negociações em busca de um acordo, negociações em que os representantes dos EUA exibiam toda sua hipocrisia.


Mas, há um diálogo que merece ser relembrado, quando o representante do regime racista nestas negociações pergunta ao representante de Cuba, Jorge Risquet, se havia a intenção de uma ação militar rumo ao Sul, a resposta é dessas que entram para os anais de história militar: "Se eu lhe disser que vamos rumo ao Sul isto seria tomado como uma ameaça, se eu lhe disser que não vamos rumo ao sul, isto seria para vocês um calmante". Deixou o racista atônito e confuso. E em outra oportunidade deu o toque de realismo que a arrogância sul-africana não queria reconhecer. "A África do Sul não tem condições de impor na mesa de negociações uma situação de vantagem quando no campo de batalha está sendo fragorosamente derrotada." De fato, os negociadores sul-africanos diziam que se retirariam "para a Namíbia". A história foi diferente, tiveram que sair também da Namíbia.

Condolezza e o Ministro Negro

Exatamente quando a Secretária de Estado dos Eua, Condolezza Rice visitava o Brasil, onde, entre muitos temas mais importantes e nada divulgados, assinou um Plano de Ação pelo qual Brasil e EUA decidem atuar conjuntamente para "eliminar a discriminação racial", a TV Cidade Livre, o canal comunitário de Brasília, realizava um debate sobre a Batalha de Cuito Cuanavale, com participação de embaixadores de Cuba, Angola, Namíbia e África do Sul, agora livre do apartheid. O texto firmado por Condolezza e o Ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, afirma que Brasil e EUA "partilham a característica de serem sociedades democráticas multi-éticas e multi-raciais", o que teria motivado um comentário de Fidel Castro em uma de suas Reflexões do Comandante: "É assombroso. Penso que é exatamente o contrário o que acontece nos EUA".

Sem dúvida, basta verificar as condições de vida da população negra que ainda hoje vegeta sob os escombros do Furacão Katrina, em Nova Orleans. Ou contar o contingente de negros nas prisões norte-americanas. Ou a quantidade de eleitores negros que foram sub-repticiamente retirados do cadastro eleitoral para assegurar a vitória suspeita de Bush nas decisivas eleições presidências na Flórida em 2000.

Quanto ao Brasil, sabemos que os negros são maioria nas prisões, nas filas do desemprego, entre os que recebem os salários mais baixos, entre os que vivem nas favelas, entre os que estão nas fazendas com trabalho escravo. Num quadro dantesco como este, a simples existência de um Ministério da Igualdade, pode ser uma boa notícia, demonstrando a sensibilidade que o presidente Lula tem para a questão racial, afinal, um de seus grandes amigos na época da fábrica era um negro. Também é importante que uma das primeiras leis por ele sancionada é exatamente a que introduz a disciplina História da África nos currículos da escola brasileira.

Qual foi a nossa solidariedade?

No entanto, não se deve deixar passar a oportunidade para uma reflexão bem mais profunda, por exemplo, a partir da divulgação pela TV Brasil da histórica importância da Batalha de Cuito Cuanavale para a libertação da África do Sul e para o começo do fim do apartheid, permitindo às novas gerações tomar conhecimento de que houve um povo capaz de levar sua solidariedade à expressão máxima de concretude: Cuba socialista foi o único país que pegou em armas para combater o apartheid e para defender a independência de uma nação irmã ameaçada pela ação colonialista dos EUA em apoio à África do Sul e ao exército mercenário da Unita. Ou seja, nada pode ser mais assombroso, como disse Fidel, que a Condolezza venha reivindicar seu país como uma democracia multi-racial e multi-étnica.

Cuito Cuanavale deve servir também para os movimentos sociais, especialmente ao movimento negro brasileiro, para refletir que a solidariedade deve ter tradução real, pois não se tem notícia de que os nossos irmãos angolanos tenham recebido do movimento negro, em solidariedade, uma aspirina que fosse. Enquanto que Cuba enviou para Angola 350 mil homens e mulheres, de lá trazendo apenas seus mortos e as medalhas desta vitória que jamais poderá ser apagada da consciência da humanidade.

Muito se exalta que o Brasil é o país como maior população negra fora da África, mas qual foi a nossa solidariedade concreta quando ela foi tão necessária? Quando vários estudos registram o seqüestro impiedoso de contingentes negros africanos para formar o escravagismo nas Américas, e isto é uma verdade cruel e inapagável, Cuba foi capaz de inverter o itinerário: negros, brancos e mestiços partiam do Caribe para a Mãe África que estava sendo estuprada pelo apartheid e pelos EUA para oferecer solidariedade, para lutar com armas nas mãos, ombro a ombro com angolanos e namibiamos e impor a primeira derrota, que tinha que ser militar, ao apartheid.

Como disse Mandela, em Cuito Cuanavale se deu a virada. Mas, uma virada marcada pela consciência das tropas cubanas de serem a continuidade histórica do internacionalismo proletário, de fazerem reviver o brado heróico de Stalingrado, de retomarem o exemplo revolucionário das massas vietnamitas que também derrotaram os EUA. Para a África Cuba enviou negros, brancos e mestiços alfabetizados, cultos, um exército bem treinado, com consciência socialista, e que não esteve em Angola para rapinar petróleo ou de diamante, como hoje fazem de modo selvagem e assassino as tropas norte-americanas no Iraque. E a solidariedade cubana com a África não se esgotou naquela histórica epopéia militar: hoje milhares de médicos e professores cubanos trabalham em dezenas de países africanos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o contingente de médicos cubanos na África supera o número de médicos que todos países ricos somados têm hoje naquele continente que tanto rapinaram....Por isso, é indispensável um debate mais aprofundado sobre o papel de Cuba e Angola na luta contra o apartheid, pois, não faz nenhum sentido falar da luta contra o racismo desconhecer esta contribuição, ignorar a dimensão histórica da Batalha de Cuito Cuanavale e, ao mesmo tempo, tomar como exemplo de luta anti-racial o modelo norte-americano, quando foram os EUA os principais sustentadores do apartheid.

Recomendação ao Ministro Edson Santos: que tal promover um debate sobre a Batalha de Cuito Cuanavale na TV Brasil, exibindo lá os excelentes documentários cubanos sobre esta guerra de libertação, com o que poderíamos furar este enorme bloqueio informativo contra esta verdadeira façanha histórica realizada por Cuba para derrotar o criminoso regime do apartheid? O momento é importante, não apenas pela data, mas também porque uma das missões que trouxe Condolezza Rice ao Brasil é a de intimidar a comunidade de países sul-americanos diante da excelente proposta brasileira de criação de um Conselho de Defesa do Atlântico Sul. Há quem acredite que ela veio aqui para combater o racismo, mesmo sendo tão assombroso acreditar nisto.

Beto Almeida e jornalista da rede Telesur

Com informações do" Portal Vermelho.org" - Publicado dia 25/03/2008

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Embaixadas estrangeiras saúdam aniversário de 28 anos do PT

Onze representações de embaixadas, de quatro continentes, marcaram presença na festa de aniversário do PT, na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), em Brasília. As representações que falaram ao Portal do PT foram Angola, Argentina, China, Coréia do Norte, Cuba, Palestina, Rússia, Síria, Tunísia, Uruguai e Vietnã.

Leia as declarações das representações diplomáticas:


“Nós temos a obrigação de cooperação com o PT brasileiro, há muito tempo. Antes de assumir o poder, nós também sempre os assistíamos por meio do Foro de São Paulo, protagonizado pelo PT. O PT também está construindo um socialismo de tipo brasileiro, que convém a realidade concreta do Brasil. Nós, do Partido do Trabalho da Coréia, também temos a mesma finalidade. Nós apreciamos as conquistas logradas pelo PT durante este mandato do presidente Lula. Neste sentido, temos muito a aprender e muito para trocar com o PT. O PT sempre apoiou a luta do povo coreano pela construção do socialismo e também pela reunificação pacífica e independente da Coréia. Esta é a causa fundamental que nos chamou à participação nesta celebração. Felicitamos calorosamente este aniversário de fundação do PT e que o partido também tenha grandes sucessos em seus trabalhos no futuro.”
Pak Hyok, embaixador da Coréia do Norte (Foto: embaixador ao centro, acompanhado de comitiva, por Rossana Lana)

“Nossas relações com o Partido dos Trabalhadores são históricas. Desde a sua fundação, temos boas relações, inclusive pessoais e partidárias com o presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva. Sempre fomos solidários com o partido em seus objetivos na luta pelos trabalhadores e pelas classes sociais menos favorecidas. O PT sempre esteve ao nosso lado e dos direitos inalienáveis do povo palestino. Recebemos atos solidários do partido, através de seus quadros e as manifestações do PT surgem em todas as ocasiões em que o povo palestino necessita.”
Salah Al-Qataa, encarregado de negócios da Embaixada Palestina

“Dentro dos desígnios e objetivos do PT em termos globais, suas políticas em termos internacionais, para nós é importante estar aqui e dar nosso testemunho e contribuição. Queremos agradecer ao PT, em relação àquilo que fez por Angola nos momentos difíceis, nos momentos em que tínhamos o colonialismo. As possibilidades que nos deu de ajuda para que muitos de nossos expatriados, àquele tempo, pudessem ter uma identidade.”
Leovigildo da Costa e Silva, embaixador de Angola

“O motivo de participar desta festa é muito simples. Estamos presentes respondendo ao convite da parte da direção do PT, que é um dos maiores partidos na vida política do país. Gostaria de mencionar que, hoje em dia, temos laços de cooperação, de troca de experiências e contatos entre o PT e o Partido Rússia Unida, partido da maioria no parlamento russo.”
Alexandre Nuralov, conselheiro político da Embaixada da Rússia

“Vim a convite do presidente do PT, deputado Berzoini. Estou trabalhando no Brasil pela quarta vez e posso dizer que tenho acompanhado toda a trajetória do PT. É uma expressão política do país que lutou muito para chegar ao poder. Eu interpreto este fenômeno como um esforço das classes populares para encontrar um caminho mais adequado para seu país. Como outros partidos que tiveram sua oportunidade, agora chegou a vez do PT. Quero dar meus parabéns a essa experiência interessante de 28 anos. Faço votos para que o PT continue na sua caminhada pelo bem do povo brasileiro.”
Chen Duqing, embaixador da China

“As relações entre Cuba e Brasil são muito profundas e de muita intensidade. Temos uma amizade muito grande entre o povo brasileiro e o povo cubano. Como parte disso, o PT tem uma tradição de luta e tem lutado pela defesa da soberania, da integridade e do desenvolvimento do Brasil, além de ter boas relações com nosso partido. É uma honra para nós participar desse 28º. aniversário do PT.”
Pedro Núñez Mosquera, embaixador de Cuba

“O PT é muito importante, principalmente porque representa a força política atual no Brasil. Mas, além disso, o PT tem muito vínculo com a nossa política no Uruguai. Temos muitos políticos petistas com relações próximas e contínuo contato com o Uruguai, possivelmente nas lutas sindicais e político-partidárias. Ainda que seja um partido novo para o Brasil tem uma raiz muito profunda com o trabalhismo.”
Arturo Villarreal, conselheiro político da Embaixada do Uruguai

“Parabéns para o PT em seu 28º. aniversário. Desejo muito progresso para o partido e para o povo brasileiro. O PT é um partido amigo do governo sírio.”
Elias Bara, segundo secretário da Embaixada da Síria

“Nós viemos trazer a saudação do comitê partidário do Vietnã ao PT. Em setembro, recebemos o secretário de Relações Internacionais, Valter Pomar, em nosso país, e nos tornamos bem mais próximos, desde então, assim como nos encontramos com o presidente Lula durante o Congresso do PT, quando solicitamos sua visita a nosso país. Por isso, estou muito feliz de estar aqui. Espero que o PT consiga dar sua contribuição ao resgate do Brasil.”
Nguyên Thac Dinh, embaixador do Vietnã

“O motivo que nos traz a esta festa é que o PT é um importante partido no Brasil. O presidente do Brasil pertence a este partido, assim como importantes lideranças políticas. O PT faz muitas coisas importantes para o bem do país. Estamos aqui para encontrar nossos amigos nesta festa para conversações. Temos o prazer em participar deste evento.”
Seifeddine Cherif, embaixador da Tunísia“.

O PT é importante para o país e elegeu o presidente Lula, que é uma figura política que permitiu uma aproximação entre Brasil e a Argentina muito importante. A festa do PT é uma festa da democracia brasileira e da democracia argentina, também, que passou por momentos muito difíceis. Por isso, nós também queremos participar desta celebração democrática.”
Gonzalo Urriolabeitia, conselheiro político da Embaixada da Argentina

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

CONLUTAS E CONLUTE NO VALE DO PARAÍBA – SEUS DIAS ESTÃO CONTADOS!

As organizações pelegas e autoritárias que saíram das entranhas do PSTU hoje mostram que a sua “noção” de “sindicalismo de luta” e “movimento estudantil” não passam de lorotas, pois conseguem fracassar cabalmente quando mais o trabalhador e o estudante contam com a direção de seus pelegos sindicalistas e líderes dos movimentos estudantis, jogando as ricas histórias das organizações que representam no fosso. No Vale do Paraíba sua ineficácia está amostra, a CONLUTAS falhou com os trabalhadores da GM e da antiga PHILLIPS e a CONLUTE com os estudantes da UNITAU.

O PSTU mais uma vez da mostras que o seu “partido de luta” está à beira do nocaute, onde as próprias contradições fazem combalir os movimentos que representam sob bandeiras de organizações fantasiosas e sectárias, que impõem a frente das pautas dos movimentos os interesses do PSTU, o mais burguês e enviesado partido brasileiro.

A CONLUTAS do Vale do Paraíba vê seu findar com a próxima eleição do sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos, onde tem dezenas de motivos para se preocupar com o fracasso nas urnas e o retorno da fortalecida CUT, que ao lado do Governo Lula vem conquistando importantes direitos para os trabalhadores, com um sindicalismo profissionalizado que garantem importantes reajustes aos seus sindicalizados numa política verdadeira de negociação, sem o imediatismo e a afobação que os ignaros sindicalistas da CONLUTAS.

A CONLUTE pior o fez, com a direção de Pablo “Che GueNADA” na UNITAU organizaram a mais vergonhosa passeata que iludiu o movimento estudantil taubateano com propostas desvirtuadas e sem direção, que culminou tão rápido quanto se organizou. Seu peleguismo era tão inconcebível que suas propostas e o movimento se esvaziou por completo, suas cúpulas estão desorganizadas devido a uma atuação de base em que repudiou tal ofensiva contra a classe estudantil construída com o tempo e com muita conscientização política.

Os movimentos de verdadeira base popular hoje se organizam para tomar seus espaços e introduzir uma consciência de base capaz de rechaçar estes atoleimados do movimento estudantil e sindical, organizando verdadeiros espaços de debates das massas.

O objetivo destas organizações é de dividir os movimentos em que estão organizadas, pois não tem de fato, efetivos para conquistar por meio da democracia e planos sérios para liderar processos verdadeiramente revolucionários enquanto ações por isso discursam tão bravamente, pois no cotidiano não conseguem fazê-lo, apenas usurpar os recursos financeiros para sustentação do PSTU e de sua corja na direção dos movimentos.

A hora da CONLUTE e da CONLUTAS estão contadas! Seu peleguismo e sua inércia devem cair por terra nos próximos anos, com o possível advento da Reforma Política nos próximos meses, sua morte é iminente e com ela devem cair por terra suas sectárias e finadas lutas, no Vale do Paraíba.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

QUANDO O RACISMO E A HIPOCRISIA SÃO REVELADOS – ATAQUE DA MÍDIA A EX-MINISTRA MATILDE RIBEIRO

Sabemos o quanto a mídia direitista e sensacionalista é hipócrita, mas atualmente tem despertado os mais instintivos e primitivos sentimentos de ódio e racismo contra a ex-ministra Matilde Ribeiro, da Igualdade Racial, e ataques provenientes de veículos de mídia digital da esquerda sectária, como o tendencioso e presunçoso portal do PSTU, que em mais um surto sectário dispara contra o governo Lula e seus componentes uma ofensiva de comentários enviesados.

A grande mídia preconceituosa já demonstrou por vezes a sua parcialidade, para desacreditar o povo das suas esperanças e inocular a desconfiança e os males do senso-comum, situações mesmo em que colocam toda a sua imagem a perder, como num grande jogo, em que ao invés de apostarem seu capital, arriscam o futuro de toda uma nação para satisfação de um grupo de patrocinadores e de seus próprios egos.

Nesta última semana a ex-ministra Matilde Ribeiro, fora afastada do governo, pois com o uso irregular em uma compra a mídia voltou a fazer o estardalhaço cotidiano sobre o “copo d’água”, para ver se consegue enfim derrubar Lula, e por fim implementar a sua ditadura de informações e de governos corruptores e incompetentes. Porém o que ficou em evidência a forma de como trataram o caso, onde houve a reparação dos danos aos cofres públicos e a continuidade do calvário da mídia à tona, tentando de qualquer forma gravar o semblante da ex-ministra as notícias que chamavam de “corrupção”, sem dúvidas uma atitude discriminatória.

A grande mídia deixa de falar dos que a muito tempo governaram este país e gastavam cerca de três vezes mais no cartão corporativo e privatizaram grandes empresas e entregaram grandes porções de nosso território a uso de empresas multinacionais e o povo jamais soube de um único centavo do que teoricamente foi a leilão para pagar a dívida externa e jamais chegou ao FMI e nem ao bolso dos brasileiros, ou pelo menos de grande parte dos brasileiros.

Não quero ficar sabendo da explicação dos quatrocentos e trinta reais da ex-ministra, que assim como o povo brasileiro tem a dignidade para reconhecer o que fez de errado e já repôs a quantia aos cofres públicos, mas quero saber dos 100 bilhões das privatizações, que hoje totalizariam mais de 150 bilhões, onde estão? Por qual motivo a mídia direitista escondeu tal informação e até hoje não foi buscar os responsáveis? Qual será a participação desta mídia enviesada e corrupta neste que foi o maior assalto aos cofres públicos em todos os tempos?

O esquecimento é a maior arma desta mídia que de tempos em tempos, apontam suas artilharias midiáticas e verbais para o PT e para o Governo Lula, a fim de fazer o maior estrago possível, mesmo que seja sem o menor embasamento, somente para forçar os resultados extremamente positivos que Lula e seu governo vêm conquistando, para baixo.

A mídia de esquerda sectária, como o portal do PSTU, já vem marcando ponto a mais para contar em suas posições ignóbeis, pois sempre que pode critica o Hugo Chávez, o presidente Lula, o PT e etc., e agora ataca sem qualquer motivo até a ex-ministra, como se de alguma forma o partido mais sectário da esquerda brasileira já estivesse dado alguma contribuição para a luta dos afro-descendentes na sociedade brasileira. Pois a única coisa que de fato sabem fazer e com muita eficácia e gritar “Fora Alca, fora FMI”, que é a única base que tem para governo e para coordenar qualquer movimento em que estejam na direção. A hipocrisia dos veículos tanto da direita de caráter fascista quanto da esquerda sectária é algo assombroso, pois suas posições revelam o nível de alienação que pretendem propagar na sociedade com a finalidade de atender a interesses externos e das classes abastadas.

Assim como a ex-ministra Matilde, José Dirceu, Ângela Guadagnin, José Genoíno e todos os membros do partido dos trabalhadores foram colocados na posição de discriminação e de pré-julgamento, onde a mídia tentou ludibriar o povo, em favor de seus interesses. O preconceito com relação aos militantes do PT é antigo, pois este partido e seus militantes não se importam com o que a mídia e seus patrocinadores pensam, mas se preocupam apenas com o que é de fato correto e que não interessa as elites que defendem o que lhes é conveniente.

Matilde Ribeiro é vítima da discriminação de uma mídia que não admite que uma mulher negra possa conduzir ao lado de um governo de esquerda e popular, políticas que incluam a população mais carente e discriminada na sociedade e que ameacem diariamente o lugar dos poderosos e de seus rebentos nos locais mais cobiçados da sociedade. A luta de Matilde transcende quaisquer atitudes impensadas de momento, pois as batalhas que travou desde sua entrada na Secretaria Nacional de Combate ao Racismo no PT, e suas direções na Assessoria dos Direitos da Mulher em Santo André, e no assessoramento ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, para as questões de gênero e de raça.

Matilde antes de tudo merece nossa admiração, pois não é qualquer ministra que coloca no ensino superior um contingente de 40 mil estudantes pela lei de cotas e atende a mais de 1,7 milhão de habitantes que moram em comunidades quilombolas, que antes eram esquecidas pelo poder público e ficavam a mercê das intempéries que assolavam suas regiões.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

2008 – UM ANO DE REFLEXÃO E DE PENSAR A CIDADE.

O ano de 2008, como é sabido, tem especial importância, pois nesta época elegemos os representantes de nossos municípios, porém precisamos colocar nossas consciências em intensa reflexão e pensar que tipo de cidade que queremos. Não adianta elegermos os que mais prometem, ou quem mais pagou para colocar o cartaz em vossas casas, mas eleger candidatos com propostas plausíveis e que de fato não representem meros bairros, mas a cidade.


A cidade é o espaço derivado das lutas de classes num processo histórico que resulta na formação dos espaços sociais urbanos, ou seja, as lutas cotidianas que travamos para instalação de creches, hospitais, postos de saúde, delegacias, espaços de comércio, praças, fábricas e etc., são todas derivadas dos anseios do povo e sua reivindicação junto ao poder público, mesmo que por vezes este poder esteja sob mãos e a mercê de interesses externos, como o exercido pelo capital privado.

O cidadão que deseja o melhor para sua família e para sua comunidade não pode se eximir do pleito eleitoral que virá em outubro deste ano, a eleição dos prefeitos e vereadores em todos os municípios deve ser acompanhado por cada um, deixar de lado as idolatrias por cicrano ou fulano e passar a criticar as ações dos candidatos e cobrar de ações verdadeiramente construtivas.

Os velhos oligarcas, clãs de famílias de dominam as políticas municipais, devem ser depostos, pois são estes que deixam de pautar questões inerentes a qualidade de vida da população, como a qualidade da saúde, educação, saneamento básico, transportes públicos, políticas para juventude, para tratar de colocar chafarizes, renomear ruas com o nome de seus antepassados e promover vários absurdos e aberrações em suas passagens nas câmaras de vereadores e nas prefeituras.

Pensar a cidade é algo conjunto, que não pode ser feito por panfletos ou por grupos de marketing eleitoral, não pode ser descritos em meros manuais, é algo que deve ser decidido junto ao povo, nas reuniões com candidatos aos cargos de vereadores e ao cargo de prefeito. Aqueles que não se dispuserem a estas reuniões ou consultas populares devem ser rechaçados logo de cara, principalmente estes candidatos que se apresentam no rádio, na televisão, porém nunca deu as caras no seu bairro, nem ao menos acompanhou as lutas antes da eleição em sua região, para num momento em que você percorre até o local de votação, haver um enxame de panfletos espalhados ao chão com o nome e o número do infeliz. Hora pensemos um candidato que não tem o comprometimento de acompanhar vossas batalhas e o cotidiano, e empesteiam as ruas da cidade no dia da votação com panfletos, qual será sua atitude quando eleito? Um indivíduo que viola as leis de não fazer campanha no dia da votação, que não tem responsabilidade com o meio ambiente e que impede o seu direito de trafegar a pé por ruas limpas, qual será sua moral?

Pedir pela melhoria e acompanhar os planos de campanha é fundamental para uma escolha correta e que não lhe trará dores de cabeça futura. O candidato perfeito é aquele que sempre está ao nosso lado, mesmo não sendo de fato um representante eleito, mas um indivíduo atuante na sociedade, que faz transformar com suas idéias e seu empenho o lugar em que moramos, sem que para isto receba nada em troca.

Os velhos oligarcas da direita não têm tal sensibilidade, se afastam tão logo do povo quando eleitos, assim como os engenhosos catastrofistas da ultra-esquerda, que sabem apenas bater, criticar, mas não apresentam planos. Os rumos das cidades devem ser tomados por indivíduos que pensem o espaço com o povo e para o povo. Uma cidade livre, de pleno acesso aos cidadãos, com qualidade de vida e com espaços para expressão e delimitação de ações. O ano de 2008 é a hora para decidirmos com os candidatos de ideais populares os rumos que nossos municípios serão guiados para os próximos quatro anos.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Comunicado da Secretaria Estadual de Mulheres do PT-SP

AGENDA

19 de fevereiro – sábado 10 horas - 1a. Reunião do novo Diretório Estadual do PT
26 de janeiro – sábado 11 horas - Dia de Mobilização e Ação Global
09 de fevereiro – sábado 14 horas – Reunião do Coletivo Estadual de Mulheres do PT – Sede do Diretório Estadual
16 e 17 de fevereiro – Seminário das Secretarias Estadual de Mulheres e de Combate ao Racismo
29 de fevereiro – Prazo final para adesões aos setoriais
1 de março – 14 horas - Reunião do Coletivo Estadual de Mulheres do PT – Sede do Diretório Estadual
8 de março - Dia Internacional da Mulher - Grande Marcha em São Paulo
13 de março – quinta feira 19:30 horas – Debate Mulher e Mídia – sede do Diretório Estadual do PT
29 de março – Encontro Estadual de Mulheres do PT – Sede do Diretório Estadual do PT



INFORMES

1. Seminário Partido dos Trabalhadores -Feminismo e Combate ao Racismo Construindo uma agenda para a promoção da igualdade de gênero e raça
Nossa última atividade de 2007 foi um excelente “encontro/diálogo”, franco e solidário, entre as companheiras petistas do movimento negro e do movimento feminista. Nossa pauta inclusive era maior do que o tempo que dispúnhamos para esta atividade. Contamos com a presença da Ministra Matilde Ribeiro e a contribuição de grandes companheiras que permitiram que nosso debate pudesse avançar. Tiramos como encaminhamento um novo encontro para o mês de fevereiro e, com isso, contribuir para a formação de nossa militância e o fortalecimento de nossas lutas. Por isso agende-se para os dias 16 e 17 de fevereiro em São Paulo. Brevemente mandaremos o local e a organização do seminário que ficou a cargo das seguintes companheiras: Kika, Marilândia, Gláucia, Marisa, Márcia e Rosangela.

2. Dia de Mobilização e Ação Global: Paz, soberania, desenvolvimento e justiça social
A MMM e a Coordenação dos Movimentos Sociais estão organizando um grande ato e as mulheres petistas estarão presentes!
Estaremos nas ruas, no Brasil e em todo o mundo, para denunciar todas as formas de violência contra as mulheres!!
SÁBADO, 26 de janeiro de 2008
Local: Largo do Paissandú às 11 horas
A concentração da MMM será a partir das 11 horas, no Largo do Paissandu, de onde sairemos em marcha com a Batucada até a Praça Ramos, para nos somar ao ato dos movimentos sociais!
Outro mundo é possível! Sem o capitalismo, sem machismo e sem racismo!
Em anexo o material da Coordenação dos Movimentos Sociais

3. Resolução da CEN sobre a participação do PT no dia de Mobilização e Ação Global

A Comissão Executiva Nacional, do PT, reunida em 19 de dezembro de 2007, em Brasília, aprova a seguinte Resolução:

  1. O PT conclama sua militância política e social a integrar-se na mobilização nacional para a realização do Dia de Ação Global do Fórum Social Mundial, a realizar-se no dia 26 de janeiro de 2008. Ao contrário das edições anteriores, o Fórum Social Mundial de 2008 não terá eventos centralizados, mas será realizado na forma de milhares de ações em todo o mundo, organizadas pelos próprios participantes.
  2. As informações sobre as atividades já planejadas e a inscrição de novas atividades estão centralizadas no site www.wsf2008.net. Esse é o espaço para organizar, divulgar e visualizar ações, visto que qualquer grupo, organização ou movimento pode apresentar uma atividade para o Dia de Ação Global.
  3. A CEN/PT orienta os diretórios estaduais, municipais e zonais e os Setoriais nacionais a estimular nossa militância nos movimentos sociais a ampliar o debate sobre o Dia de Ação Global em nossa base social, a engajar-se no esforço organizativo e a divulgar os eventos realizados em cada estado e cidade para a militância petista.
  4. Desta forma, o PT quer contribuir para a organização autônoma do Fórum Social Mundial, ampliar seu diálogo com os movimentos sociais organizados e preparar nossa militância para a realização do Fórum Social Mundial em Belém do Pará, em 2009, novamente centralizado internacionalmente em nosso país.

Brasília, 19 de dezembro de 2007. Comissão Executiva Nacional.

4. Adesão ao Setorial de Mulheres
No último Boletim já encaminhamos para as companheiras as deliberações do DN sobre a organização e adesões aos setoriais. É fundamental que cada companheira faça um esforço de no seu município conseguir o maior número de adesões das companheiras mulheres, pois só terá direito de voto em nosso encontro estadual quem fez a adesão ao setorial de mulheres.O prazo final para estas adesões é o dia 29 de fevereiro. É fundamental que as companheiras petistas façam a adesão para garantir nossa organização e ampliação de nossa participação no encontro setorial. A Secretaria Estadual de Movimentos Populares e o Presidente do Partido encaminharam á todos os diretórios municipais as informações para melhor organizar esta ação. Veja no site www.pt-sp.org.br as informações e o artigo do companheiro Marcio Cruz que trata deste tema. Em anexo uma ficha encaminhada pela Secretaria Estadual de Movimentos Populares que facilita que as companheiras façam sua adesão ao setorial e que deve ser encaminhada à secretaria de organização com cópia para a secretaria de mulheres.

5. Encontro Estadual de Mulheres do PT
Organizar a militância feminista e fortalecer os setoriais de mulheres nos municípios sempre foi nosso objetivo. É fundamental que as companheiras de todas as cidades do estado estejam presentes para elegermos nossa secretária e o coletivo estadual de mulheres do PT. Este encontro é fundamental para apontar as linhas e políticas prioritárias para a próxima gestão bem como eleger as delegadas ao encontro nacional. Nosso quorum mínimo é de 80 mulheres presentes no encontro. Participe ajude a construir e fortalecer a secretaria de mulheres do PT. Para isso a campanha de adesão ao setorial é fundamental. Faça a sua adesão e mobilize outras companheiras para este importante momento de nossa organização.
Dia 29 de março de 2008 na sede do PT Estadual.

6. Reunião do Coletivo Estadual
Da 09 de fevereiro, às 14 horas
Participe e vamos organizar o encontro estadual de mulheres do PT e nossa organização para o 8 de março!!!!!

Secretaria Estadual de Mulheres do PT
Janeiro de 2008.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

QUANDO CONFRONTAMOS OS DOIS “BRASIS” – LULA VS FHC

É inevitável esta comparação, ainda mais com os índices de aprovação provenientes do Governo Popular de Lula e a melhoria inegável e palpável em relação ao desastroso e mal tripulado Governo Despótico de FHC e dos tucanalhas. O Brasil de 2007 deixou o tenebroso futuro vislumbrado após oito anos de terrorismo econômico e social propagado pelo PSDB a frente do governo. Lula e o PT mudaram a ótica e o futuro fatídico.


As notícias provenientes de institutos de pesquisa e de órgãos de referência a nível global apontam um novo traçado para o Brasil de 2007, um país que avança em todos os setores a uma velocidade assombrosa, principalmente para corja de incapazes que conduziram este país por séculos. Lula transformou o Brasil em potência regional almejando sua inserção no contexto global de forma cada vez mais decisiva, ao invés do articulador fraco e submisso idealizado até 2002, com a condução do sociólogo inerte FHC.

O Brasil que todos observavam em 2002 era o país do desastre impreterível que somente esperava sua oportunidade de ingressar nas profundezas do subdesenvolvimento e se tornar o “país do futuro distante”, a crise econômica e social era iminente, a sua população clamava por alguém que pudesse retirar-lhe deste fosso que se apresentava perante nossos olhos.

O Brasil de FHC era um covil socioeconômico, de projetos que jamais saíram do papel e de governos mal tripulados, a renda do trabalhador caia assustadoramente, juros e inflação subindo a cada dia que a economia internacional soluçava, qualquer nuvem no céu era o bastante para esperar a catástrofe econômica que engoliria o Brasil, crise da Coréia, do México, da Rússia, dos Estados Unidos, de Hong Kong, do Japão, da Argentina, da China e tantas outras que nos faziam tremer e esperar pelo pior. O Brasil de Lula resiste às piores intempéries, se tornou uma potência econômica em ascensão, o emprego cresce mês a mês, a renda do trabalhador é incrementada dia após dia, com crise ou sem crise.

O déspota FHC, que regia o incompetente governo, que engessava as engrenagens e privatizava os sonhos e as esperanças do povo brasileiro, sob um clima desesperador de salvar o país da recessão de oito anos entre 1995 e 2002, que atendia pelo nome neo-liberalismo. Lula extirpou este mal da máquina pública, libertou o Brasil dos males de FHC e dos tucanalhas, baniu o fantasma da recessão com a reestruturação da máquina do estado brasileiro e com o expurgo do clima de privatização do país.

O terrorismo econômico que tanto afastava Lula e o PT do governo se tornou uma poderosa arma em 1998, porém em 2002 se tornou a própria forca dos tucanos. Hoje FHC esbraveja cólera a cada resultado positivo do Brasil, a cada avanço da esquerda na América Latina, como se fosse o maior estandarte do desenvolvimento econômico e social do país e estivesse em condições de julgar o governo Lula.

O Brasil de FHC era a idealização do fim da utopia de um país desenvolvido e começo um período de retraimento socioeconômico que levaria a uma grande depressão. O Brasil de Lula é a idealização do sonho do país desenvolvido, comprometido com as classes sociais mais frágeis, e soerguendo as ideologias, que há muito tempo residiam e eram debatidas no PT e na sociedade, que FHC tratou de sucumbir. Lula trouxe a tona um país que já não tinha crença em suas próprias forças, que não enxergava nada além da recessão, para liderar um processo em que somos vanguarda de desenvolvimento.

Tomando as palavras enviesadas do Rei Juan Carlos da Espanha, direcionadas ao presidente e líder venezuelano Hugo Chávez, em caráter de empréstimo, para dizer a FHC: “Porque no te callas?”

domingo, 27 de janeiro de 2008

CONLUTAS E CONLUTE - OS AMIGUINHOS IMAGINÁRIOS DO PSTU

O PSTU afirma em vários de seus infames textos, onde direcionam suas críticas às centrais sindicais e aos movimentos estudantis como a CUT, a Força Sindical, e mesmo a UNE, com o respaldo de suas ações pelos movimentos do CONLUTE e da CONLUTAS, que não passam de meros fantoches das verdadeiras intenções do PSTU, que de fato, não tem bases e apoio popular, desconstruindo as lutas dos partidos e movimentos verdadeiramente de esquerda.

O PSTU, nascido do interior dos movimentos sindicais e de integrantes da antiga “Convergência Socialista”, corrente que permeava o âmbito do Partido dos Trabalhadores, hoje é o berço das mais sectárias e inertes figuras dos movimentos estudantis e sindicais. Seu passado glorioso dentro do Partido dos Trabalhadores fora esquecido, se transformando em um partido sem correntes e tendências, de um socialismo desgastado, morto, e de posicionamentos duvidosos.

A CONLUTAS, organização sindical que conclama movimentos também do âmbito social e estudantil, em um amplo movimento de oposição sistêmica, criada no final dos anos de 1990, no auge da crise do sindicalismo de luta – que fora deflagrado pela CUT e pelo PT nos anos de 1980 – com a finalidade de criar bases para o PSTU se desenvolver, hoje é mais uma “central sindical fantasma”, de lutas contra inimigos imaginários, sob situações fantasiosas em contextos globais inexistentes. A CONLUTE com o mesmo objetivo foi criada, mas para chamar atenção para o desgaste da UNE, porém enfrente as mesmas situações ordenadas pela CONLUTAS e decididas pela cúpula dirigente do PSTU.

Os movimentos do PSTU, são meras marionetes do próprio partido, com sua base nos setores divergentes de outros partidos, principalmente do PT, para ludibriar o trabalhador e sustentar o PSTU que vive de fato uma crise ideológica, com a entrada de Lula e do PT no governo federal, sectarizando suas posições de luta contra o governo. A CONLUTAS se tornou demasiadamente pelega, enquanto a CUT e a Força Sindical, reconquistavam seu espaço de luta em conjunto com o governo Lula, que se recusam constantemente em aderir, preferindo dar apoio a movimentos da alta burguesia como o CANSEI propagado pelos tucanos e madames da Oscar Freire.

A CONLUTE, formada por “playboys” em sua maioria que permeiam nossas universidades públicas, quando não “mão-de-obra profissional” do PSTU, para formação de núcleos de embates e sustentáculos poderosos no meio estudantil com a falência iminente da CONLUTAS e das finanças do PSTU. Suas posições são majoritariamente impostas pela direção do PSTU e repassadas em forma de doutrina obrigatória aos estudantes de base, sem espaços para discussão de prioridades.

O PSTU por vezes lança seus manifestos com meia dúzia de fervorosos “partidários reaças”, da CONLUTAS e da CONLUTE, dirigindo apoio, mas cá para nós... A CONLUTAS e a CONLUTE são meros amiguinhos imaginários do PSTU, como bem dissera uma colega do “Movimento Mudança” de Minas Gerais. Pois quais movimentos em sã consciência deixariam questões partidárias e pautas de lutas de um partido se imporem a frente das temáticas de cada movimento?

A UNE, a CUT e a Força Sindical se redescobriram no governo Lula, sob uma pauta de liberdades de negociação e de posições, somente o PSTU e seus amigos imaginários não abrem os olhos para o momento histórico e resolvem enfrentar seus velhos estigmas e fantasmas, fazendo refletir seu espectro no PT e em Lula, que faz cotidianamente provar que suas posições são cabalmente frágeis e enviesadas.

Acabar com a CONLUTAS e com a CONLUTE é preciso! Para dar um novo ar de liberdade aos movimentos sindicais, estudantis e sociais que a elas estão associados e dar uma chance a todos de poder alçar o que lhes é de direito... as lutas e discussões de movimentos verdadeiramente de base, ao invés das pautas do PSTU e de sua cúpula!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

POR UMA MÍDIA DE ESQUERDA E POPULAR – CONSCIENTE E ALTERNATIVA

As mídias dos grandes detentores do capital são vorazes ao atacar governos populares e os movimentos de base, para tanto é necessário um meio alternativo de transmissão de informação constituído pelo povo e por seus movimentos e partidos de base. Crer na isenção da mídia do eixo “global-vejista” é inconcebível, uma vez que seu caráter putrefato causa-nos asco e é deliberadamente direitista e golpista, não podendo, portanto representar uma opinião pública de fato.

Cotidianamente observamos um verdadeiro escárnio promovido pelos veículos de mídia para com a mentalidade de seus leitores das classes populares, delegando um papel na sociedade de cidadãos desprovidos de consciência crítica e que devem possuir tão somente suas análises parciais e que as elites anseiam.

Desde o golpe de 1964, não há de fato uma mídia verdadeiramente de esquerda de repercussão nacional. Foi também neste período que redes nefastas de radiodifusão, televisivas e de mídia escrita de direita se desenvolveram de forma ameaçadora e ganharam os horizontes do país. Países como Venezuela, Chile, Argentina, Espanha e tantos outros detêm veículos de mídia de esquerda hoje com boa repercussão nacional, principalmente de mídia escrita, e passaram pelo mesmo problema das ditaduras militares que nós brasileiros passamos, porém o mecanismo de criminalização dos movimentos de esquerda que desde então é promovido, até os dias atuais com um governo de esquerda e popular.

O “eixo do mal” “Globo-Folha-Veja” consegue definhar diariamente a consciência crítica da população, sob um caráter de alheamento intensificado que leva ao contestamento de atitudes de trabalhadores e classes sociais próximos, sob o olhar que eles direcionam intencionalmente. Atualmente meios de mídia como a Revista Carta Capital, os jornais Brasil de Fato, a Hora do Povo, são os poucos resquícios de meio de mídia escrita que escapam da força dos detentores do capital, porém não tem a repercussão nacional que deveriam, mas na internet os blogs de esquerda e as agências de notícias com destaque a Agência “Carta Maior”, e ao “Portal Vermelho” tem uma repercussão pouco maior entre os internautas, porém não são nem ao menos “pano para manga” perto da força exercida pelos portais de direita.

Na mídia televisiva e radiodifusora, não há como competir com o capital hoje, investido pela direita em seus veículos de comunicação visual, onde deveria por força de discussão popular, elaborar regras para abertura dos meios de mídia privados a comunidade e seus respectivos movimentos sociais para apresentar programas com conteúdos voltados a realidade popular e coordenados em absoluto pela comunidade.

A esquerda ainda não tem um veículo que possibilite a conscientização de massas, como a direita detêm, e faz questão de ostentar em seus infames programas com seus ideais anacrônicos e demasiadamente insanos. Para esquerda das lutas históricas continuar a sobreviver ao longo dos tempos, cumprindo seu verdadeiro papel social, conscientizando as massas populares, chamando o povo para participar de sua construção partidária para compor as fileiras e traçando seus novos rumos será necessário o aproveitamento melhor da questão da mídia digital, com a constituição de um forte (um mais) provedor(es) de esquerda e agências de notícias na internet e mesmo a criação de um ou mais canais em rede televisiva.

Derrotar a direita é preciso, porém a esquerda deve usar das mesmas armas com artifícios e ideais diferenciados para comunicação em massa.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Brasil - Por uma Reforma Tributária justa - Com informações de ADITAL

Ao povo brasileiro e ao governo federal

Os dirigentes de organizações populares, movimentos sociais, intelectuais e religiosos - abaixo-assinados - vem se manifestar a respeito das recentes mudanças ocorridas no sistema financeiro do país.

1. As classes ricas do Brasil se articularam com seus políticos no Senado Federal e conseguiram derrubar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), depois de sua renovação ter sido aprovada na Câmara dos Deputados.

2. O mesmo Senado aprovou a continuidade da DRU (Desvinculação das Receitas da União), que permite ao governo federal usar 20% de toda a receita sem destinação prévia. Com isso, recursos da área social podem ser utilizados sem controle para pagamento de juros e outras despesas não prioritárias.

3. A CPMF era um imposto que penalizava os mais ricos e 70% dele provinha de grandes empresas e bancos. Os seus mecanismos de arrecadação impediam a sonegação e permitiam que a Receita Federal checasse as movimentações financeiras com o imposto de renda, evitando fraudes e desvios.

4. Agora o governo federal tomou a iniciativa de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a CSSL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido) e retomou a cobrança do imposto sobre as remessas de lucros para o exterior. Foi uma medida acertada e justa, pois atinge os mais ricos e sobretudo os bancos, o sistema financeiro e empresas estrangeiras.

5. As forças conservadoras voltaram a se articular para condenar essas medidas, tendo à frente Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e Febraban (Federação Brasileira de Bancos), por meio da Rede Globo e de parlamentares de Democratas (ex-PFL) e PSDB. O pior é que estão mentindo quando dizem que a população será mais afetada pelo imposto, enquanto escondem que o maior custo das compras a prazo são as taxas de juros exorbitantes, sobre as quais se calam, pois são delas favorecidos.

6. Defendemos que o corte de gastos públicos, exigido pela direita, seja feito no superávit primário e no pagamento dos juros da dívida pública, que é de longe a maior despesa do Orçamento da União nos últimos dez anos. Trata-se de uma transferência de dinheiro do povo para beneficiar os bancos e uma minoria de aplicadores. Em 2007, o governo federal pagou R$ 160,3 bilhões em juros, quatro vezes mais de tudo o que gastou no social e correspondente a 6,3% do PIB (Produto Interno Bruto).

7. Defendemos que o governo federal mantenha e amplie os investimentos sociais, principalmente na saúde e educação como, aliás, determina a Constituição, e não reduza a contratação e os salários dos servidores públicos.

8. O Brasil precisa de uma verdadeira reforma tributária, que torne mais eficaz o sistema de tributação. Hoje 70% dos impostos são cobrados sobre o consumo e apenas 30% sobre o patrimônio. É preciso diminuir o peso sobre a população e aumentar sobre a riqueza e renda. Reduzir a taxa de juros básica paga pelo governo aos bancos e as escandalosas taxas de juros cobradas aos consumidores e empresas. Eliminar as taxas de serviços pelas quais os bancos recolhem por ano R$ 54 bilhões! E acabar com a Lei Kandir, que isenta de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) todas as exportações agrícolas e primárias, penalizando o povo e as contas públicas nos estados e municípios.

9. O Brasil precisa de uma política permanente de distribuição de renda. Para isso, será necessário tomar medidas que afetem o patrimônio, a renda e os privilégios da minoria mais rica. Precisamos aumentar as oportunidades de emprego, educação e renda para a maioria da população. Usar os recursos dos orçamentos da União e dos estados, prioritariamente, para ampliar os serviços públicos, de forma eficiente e gratuita para toda população, em especial saúde, seguridade social e educação.

10. Ante as pressões dos setores conservadores, devemos convocar o povo para que se manifeste. Utilizar os plebiscitos e consultas populares para que o povo exercite o direito de decidir sobre assuntos tão importantes para a sua vida.

Conclamamos a militância, nossa base social e a toda população brasileira a se manifestar e se manter alerta, para mais essas manobras que as forças conservadores tentam impor a toda sociedade.

Brasil, 10 de janeiro de 2008

* Assinam:

Abrahão de Oliveira Santos - Psicólogo, professor universitário
Adelaide Gonçalves - historiadora, universidade federal do ceará
Aldany Rezende, do diretório do PDT- MG
Aldo Ambrózio. Doutorando em Psicologia Clínica - PUC/SP.
Altamiro Borges, jornalista, e membro do CC do PCdoB.
Antonio Zanon, do Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo
Arnaldo Carrilho - Embaixador, Representante junto à Cúpula ASPA (América do Sul-Países Árabes).
Aton Fon Filho, advogado,da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, São Paulo
Babe Lavenère Machado de Menezes Bastos, servidora da Radiobras,
Bernardete Gaspar, religiosa, do Conselho de religiosos do Brasil-CRB
Beto Almeida, presidente da TV comunitária Cidade Livre, Brasília
Bráulio Ribeiro, do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social.
Burnier, sacerdote, Goiânia/Goiás
Carlos Alberto Duarte, Presidente do Sindicato dos advogados de São Paulo
Carlos Eduardo Martins - Professor de Ciência Política da UFF
Carlos Antonio Coutrim Caridade - Analista de sistema/Psicólogo - DF
Carlos Walter Porto-Gonçalves, doutor, geógrafo, professor da UFF
CECI JURUA - Pesquisadora associada ao LPP/UERJ.
Celi Zulke Taffarel - Profa. da UFBA
Celso Woyciechowski, Presidente da CUT-RS
Celso Agra , da Coordenação Provisória da Campanha a "Agroenergia é Nossa!"
Chico Menezes - Diretor do Ibase
Clarisse Castilhos, economista
Clovis Vailant, da REMSOL - Rede Matogrossense de Educação e Sócio-economia Solidária, e do FBES - Fórum Brasileiro de Economia Solidária
Danielle Corrêa Tristão - Publicitária - Rio de Janeiro - RJ
Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales e presidente da Cáritas Brasileira.
Dom Tomás Balduino, bispo e membro do conselho permanente da CPT nacional.
Edson Silva, do Conselho de Leigos da Região Episcopal Ipiranga - CLERI -São Paulo
Edson Barrus, artista multimidia
Eleutério F. S. Prado - Prof. da FEA/USP
Eliana Magalhães Graça, do Instituto de Estudos Socioeconômicos- INESC, Brasília
Emir Sader, professor da UERJ e coord. da CLACSO
Evilásio Salvador, do Inesc- Brasilia
Fernanda Carvalho - coordenadora do Ibase - Rio de janeiro
Fernando Morais, jornalista e escritor
Fernando Correa Prado, do mestrado de Estudos Latinos- Unam
Flávio Aguiar, jornalista e professor universitário.
Francisco Marcos Lopes Cavalcanti - Engenheiro
Gaudêncio Frigotto. Professor universitário. Educador.
Gentil Corazza - Professor Universitário - UFRGS
Geraldo Marcos Nascimento, padre jesuíta, Diretor da Casa da Juventude- Goiania
Geter Borges de Sousa, Brasília
Gilberto Maringoni - Jornalista, da Fundação Cásper Líbero, São paulo
Heloísa Fernandes, professora da Esc.Nac. Florestan Fernandes, aposentada da USP
Ibero Hipólito, do Intervozes e da Radcom FM Alternativa Mossoró - RN
Iraê Sassi, da sucursal da Telesur no Brasil, Brasilia
Isidoro Revers, da assessoria da CPT nacional. Goiania
Ismael Cardoso - Pres. da UBES - União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
Ivana Jinkings - editora, São Paulo
Ivo Poletto, assessor de Cáritas e Pastorais Sociais.
Ivo Lesbaupin, professor da UFRJ, cientista político, assessor de pastorais sociais
João Pedro Stedile, da Coord. Nac. da Via campesina Brasil
João Brant, da Intervozes
Jonas Duarte, professor da UFPB e da Comissão de Direitos Humanos/UFPB
Jonei Reis - Engenheiro Civil - Caxias do Sul-RS
Jorge Luís Ferreira Boeira, Gerente De Projetos
Jose Antonio Moroni,da coord. Nac. da ABONG e da campanha por reformas políticas.
José Heleno Rotta, professor de economia da UEPB
José Juliano de Carvalho Filho, professor aposentado da FEA/USP e diretor da Abra
Jose Luis Guimarães, agrônomo, Belo Horizonte
Jose Ruy Correa, Curitiba. PR
Laura Tavares - da UFRJ
Leila Jinkings, Jornalista, do Centro de Estudos Latino Americanos - Cela, Brasília
Luana Bonone, da executiva nacional da Une
Lúcia Stumpf, presidente, pela União Nacional dos Estudantes- UNE.
Lúcia Copetti Dalmaso, advogada, Santa Maria, RS
Luciane Udovic , pelo Grito Continental dos excluídos.
Luis Bassegio, do Grito continental dos Excluídos
Luiz Carlos Pinheiro Machado - Presidente do Instituto André Voisin, professor catedrático pela UFGRS e pela UFSC

Luiz Antonio C. Barbosa, Servidor Público Federal, RJ
Luiz B. L. Orlandi ,Professor universitário.
Luiz Carlos Puscas - professor da Universidade Federal do Piauí - UFPI
Maria Luiza Lavenère, arquiteta/urbanista, Brasília
Marina dos Santos, da coord. Nac do MST
Marcelo Crivella, Bispo da Igreja universal e senador.
Marcel Gomes, da ONG Repórter Brasil
Marcelo Resende, da diretoria da ABRA- Associação brasileira de reforma agrária.
Marcos Arruda - do PACS - Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul, Rio de Janeiro, e do Instituto Transnacional, Amsterdam.
Marcos Simões dos Santos - policial militar-SP
Marcos Zerbielle, do Movimento dos Trabalhadores desempregados- MTD
Mauricio de Souza Sabadini - Prof. UFES
Maria Helenita Sperotto - ICM, religiosa, assessora da CRB
Maria Raimunda Ribeiro da Costa - MJC, religiosa, acompanha área indígena e afrodescetnes da CRB
Marta Skinner-UERJ
Mauro Castelo Branco de Moura, Professor de Filosofia-UFBA
Miguel Leonel dos Santos, da Secretaria de Pós Graduação do Instituto de Estudos da Linguagem - UNICAMP
Miltom Viário, da diretoria da Confederação nacional dos metalúrgicos, CUT
Mozart Chalfun - Presidente do CCCP Paulo da Portela - Rio de Janeiro
Nalu Faria, da Marcha Mundial das Mulheres, MMM
Paulo Sérgio Vaillant - presbítero
Plínio de Arruda Sampaio, presidente da ABRA.
Pompea Maria Bernasconi- religiosa e diretora do Instituto Sedes Sapientiae, São paulo
Raul Vinhas Ribeiro, prof. Universitário, de Campinas, SP
Raul Longo, professor, Florianópolis, SC
Reinaldo A. Carcanholo - professor da UFES e Vice-Presidente da Sociedade Latino-americana de Economia Política-SEPLA
Ricardo Tauile do LEMA
Roberto Amaral, cientista político e vice-presidente nacional do PSB
Rodrigo Nobile -professor, do Laboratório de Políticas públicas-UERJ.
Rodrigo Castelo Branco, pesquisador do Laboratório de Estudos Marxistas
Ronald Rocha, sociólogo Belo Horizonte- MG
Roseana Ferreira Martins, do Instituto São Paulo de Cidadania Política -São Paulo-SP
Sandra Camilo Ede, religiosa, das Irmãs Dominicanas de Monteils- GO
Sávio Bonés, jornalista, e membro da ABRA-MG
Severo Salles, professor universitário, e Pesquisador da UNAM
Sidnei Liberal, Médico, do PCdoB, DF
Tania Maria Barros Cavalcanti , Autônoma
Télia Negrão ,Secretária Executiva - Rede Feminista de Saúde- RS
Temístocles Marcelos Neto. da secretaria nac. de meio ambiente da CUT Nac
Vera Lúcia Chaves, Diretora geral da ADUFPA- sessão Paraense da ANDES
Virgílio de Mattos - professor universitário da Escola Superior Dom Helder Câmara, em BH/MG. Coordenador do Grupo de Pesquisas Criminalidade, Violência e Direitos Humanos.



com informações de adital: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=31203

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

QUEM GOVERNA O PAÍS? - A MAIORIA OU A MINORIA? UNICAMERANISMO JÁ!

A oposição com um discurso cada vez mais desesperado e reacionário, quer derrubar as medidas provisórias editadas pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, recorrendo até o STF, em relação ao aumento dos impostos da IOF aos bancos e aos donos do capital privado e especulativo. O Senado, a mais intransigente e vil casa do poder nacional quer inverter os ideais de democracia existentes no país , fazendo valer a voz da minoria contra a ampla voz da maioria. Quem Governa o pais? A minoria ou a maioria? O unicameranismo de maioria absoluta é o que necessitamos para manter a coerência dos ideais democráticos, ou então uma saída a francesa para tal impasse!

O Senado Federal, recinto dentre os mais intransigentes e senis que ainda compõem os quadros dos poderes vigentes em nosso país, a cada atitude maquinal e alienada de sua minoria, faz sufocar os ideais verdadeiros de democracia das massas e de maioria absoluta, em especial o eixo oposicionista, remanescentes de nossas oligarquias e do coronelismo do período imperial, da velha república e da ditadura militar.

Algo parecido com o que o Senado faz hoje era executado da mesma maneira na França absolutista, que fora solucionada com uma forma simples, decapitaram seus governantes para servir-lhes de exemplo com os que zombassem com os ideais populares, e na Rússia Czarista o extermínio da família real. Para não radicalizar em uma saída à francesa, melhor seria extirpar esta instituição combalida e sectária, que hoje é o Senado e adotar um modelo unicameral, próximo ao que existe hoje na Câmara dos Deputados, mas sob uma democracia proporcional, com um número menor de partidos e coligações e financiamento público de campanha, pois é inconcebível a minoria apoiada pelo turbilhão de voz provenientes dos veículos de mídia e das elites sobrepujar os anseios de uma maioria.

O Desespero hoje das elites é tal que seus parlamentares de reboque do PSDB, DEM, PPS e PSOL, tentam de todas as formas possíveis barrar os planos de desenvolvimento do país e de distribuição de renda, visando 2010 e a corrida a sucessão de Lula, pois sabem que se executadas todas as obras e medidas do presidente e da base governista composta principalmente por PT, PC do B e PSB, será impossível bater o candidato apoiado pelo presidente petista.

O Senado é a última resguarda das elites, o último campo que restara após os massacres eleitorais do eixo da esquerda socialista no Brasil sobre a direita golpista. O contra-ataque do governo com a derrubada da CPMF foi à altura do golpe aplicado pela direita, o aumento da carga tributária para os organismos privados chegou ao exato momento em que contavam seus lucros incomensuráveis, hoje para distribuir parte do bolo aos programas sociais e estruturais do Estado brasileiro. A direita e seus fiéis depositários em épocas de campanha protestaram, pois quem pagaria as contas de 40 bilhões com a extinção da CPMF seriam exatamente eles, algo inusitado e que lavou a alma do povo mais pobre e carente que por mais de quinhentos anos pagou as besteiras e sandices dos governantes do país.

A ira da direita oposicionista chegou ao ponto de encampar pedidos de inconstitucionalidade da Medida Provisória editada pelo Presidente Lula, ao Superior Tribunal de Justiça, um ato desesperado e a última cartada a fim de derrubar de todas as formas as mudanças promovidas pelo Governo Federal em todo o país nestes últimos cinco anos.

Os fiéis locutores das elites como José Nêumanne Pinto, Arnaldo Jabor, Diogo Mainardi e a própria elite, temem até o último fio de cabelo as medidas de Lula, pois suas aplicações no mercado especulativo, e seus pontos comerciais estão a ponto de receberem uma carga de impostos equivalentes a renda de um assalariado de renda razoável para níveis acima, e o povo nada tem a temer. Uma idéia sem nexo aos olhos de um grande burguês.

O Senado decreta o seu falecimento moral por esta e outras medidas, e para o país avançar e necessário que seja desarraigado.

sábado, 29 de dezembro de 2007

O FEITIÇO SE VOLTOU CONTRA O FEITICEIRO – TCHAU CPMF E QUE VENHA A FISCALIZAÇÃO BANCÁRIA ÀS ELITES!

O Senado da República, que atua como uma autarquia em que faz sufocar a democracia de massas e a voz da maioria, como último reduto da luta da supremacia das elites, quando já não resta mais esperanças de barrar a voz popular e do seu governo eleito, barrou a CPMF, numa tentativa desesperada de demonstrar uma oposição inexistente e de fato combalida nos últimos pleitos que não vêem no horizonte um modo de barrar Lula e os planos socializantes do eixo de esquerda composto principalmente por PT, PC do B e PSB no congresso nacional, mas agora sofrerá um grave revés nos cortes que seguirão aos gabinetes de deputados e senadores em todo o país e um rigoroso sistema de fiscalização bancária.

O Eixo do mal composto pela oposição combalida e acuada no pleito de 2006, com PSDB, DEM (ex-PFL), P-SOL e PPS, viu um forte revés e a ameaça do governo popular de esquerda de Luís Inácio Lula da Silva, de cortes no orçamento do Senado e no Congresso diante da inépcia na compreensão das questões dos avanços sociais e dos setores estruturantes do Estado, perante a vaidade e a política de coronelismo que ainda ronda o Senado Federal, uma autarquia que resguarda o velho coronelismo e a política de “lordes”, remanescentes do período imperial.

Os tucanos, os “demos”, e demais traidores em geral do povo brasileiro, tentaram emplacar uma política malfadada de combate ao governo Lula, viram em questão de poucos dias a “maré virar” e sentir o mal-estar de cortar verbas inerentes a saúde e setores correlacionados. Lula e seu comitê de ministros viraram a mesa sob uma forte medida dentre as mais radicais aplicadas até hoje desde sua posse em 1º de janeiro de 2003, o corte de gastos nos gabinetes. Quando Lula resolveu cortar-lhes a verba dos gabinetes, mexer em vossos bolsos abarrotados de verbas públicas para sua autopromoção em suas regiões, até os mais fervorosos opositores colocaram-se para conversar para “ressuscitar” o imposto, mas Lula fora irredutível e jogou da forma mais dura até hoje promovida por um presidente, o único que de fato teve peito de enfrentar o Senado e sair vencedor da árdua e dura disputa por corações e mentes do povo, em favor do imposto fiscalizador e distribuidor.

Lula enfrentou-lhes com tal motivação e fervor, que lançou um plano fiscalizador, que de fato promete acabar com a inadimplência, ou pelo menos tornar-se mais efetivo, que a própria CPMF, o controle de transações bancárias acima de 5 mil reais para pessoas físicas e de 10 mil reais para pessoas jurídicas. As elites vão sentir um golpe profundo no âmago de seus interesses, a sonegação se tornará cada vez mais escassa e os impostos subirão a esta casta de “lordes da Oscar Freire” como jamais acontecera. Os tucanos e elitistas do congresso escavaram a própria sepultura e que está a beira da languidez.

Esta é a hora em que devemos lutar pelo fim do Senado Federal, que hoje é habitat dos últimos remanescentes da velha política de “clãs” e de “coronéis”, do banditismo que tanto a sociedade brasileira repudia, onde deverá imperar a política unicameral e proporcional, afim de acabar com a política oligárquica. Mais uma vitória de Lula e do povo perante a incapacidade de compreensão das elites ao desenvolvimento econômico e social do país.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

"O Jeito" PSDB de (des)governar! Cássio Cunha Lima foi cassado!



O PSDB e sua corja de irresponsáveis por pouco não enterraram o Brasil nos escombros do capitalismo e do paradigma neoliberal do "Estado-Mínimo", contudo ainda atuam nas sombras e corroendo o país, em especial onde resguardam o poder e a política privatizacionista, além é claro da corrupção e da inanição que são inerentes a qualquer uma de suas gestões. Cássio Cunha Lima, ascendente de clãs políticos que dominaram a política brasileira e que hoje ainda se utilizam do poder, para ostentar sua força a todo custo, e que fora cassado pelo TRE da Paraíba de forma exemplar, pois o Governo de Lula não coexiste com a corrupção e a
combate ferrozmente.

Cássio Cunha Lima, um dos últimos "senhores de guerra" que sobreviveram após a ascensão da esquerda no nordeste e o cerco promovido às tradicionais oligarquias quase feudalistas que perderam o pleito de 2006, ontem fora destituído do cargo, graças a sua própria ostentação de poder sem limitação, até mesmo sobre os meios de mídia público, demonstrando o quanto ele esta disposto a levar sua imagem ante ao próposito democrático e pluralista.

O PSDB não foge às suas origens pervensas dos algozes da ditadura militar brasileira, pois um partido composto por antigos inquisitores e planejadores do próprio regime militar e integrantes das elites brasileiras, pessoas de perfil extremamente narcisistas e que em nada tem de identificação com os ideais democráticos e populares. Desde governos autoritários e coniventes com o caos social, econômico e ambiental como o de José Serra, Aécio Neves e Ieda Cruzis até os mais autoritários e coronelistas como de Cássio Cunha Lima e de Teotônio Vilela.

O "jeito PSDB de governar" mostra governo a governo a sua incapacidade de gestão pública democrática e transparente, sob força de orgãos de repressão às massas se mantém a frente de forma autoritária sem dar ouvidos às massas, aplicando modelos de gestão corrupta e deflagrando o desmonte da máquina pública forçando o povo a se adaptar a modelos cada vez mais perversos de sociedade, levando a resignação do poder crítico do cidadão e a um sentimento de abandono por parte do poder público.

Cássio Cunha Lima, não foge a regra, o desmonte do estado da Paraíba e a utilização de organismos públicos para campanha indiscriminada ao modelo aplicado da mesma forma em São Paulo por Geraldo Alckmin, que descente da casta de políticos da própria ditadura militar no governo Médici, onde o próprio tio fora nomeado ministro da Justiça no fatídico período em que o Brasil atravessou.

Esta corja de incapazes e de bajuladores das elites e do coronelismo segue sobre os governos estaduais e municipais tentando sobreviver aos massacres eleitorais sofridos no âmbito nacional, firmando o seu poder indiscriminadamente, Cunha Lima fora cassado de forma exemplar pelo TRE da Paraíba, num páis onde o Governo Lula é ferroz opositor da corrupção e que não consegue coexistir com tais práticas.

O Brasil coronelista fora desfragmentado em 1º de janeiro de 2003 com a saída dos tucanos do Poder e de seu "jeito PSDB de governar" e a entrada do governo petista e o modo plural, transparente e popular de lidar com a máquina pública.

O PSDB está fadado ao fracasso e ao colapso narcisista, uma vez que em meio aos debates fúteis o partido abre brecha para atuação do capital privado e da margens a atuação do estado clandestino e marginalizado que ocupa papel fundamental na subsistência das classes desfavoracidas perante a incompetência e a falta de presença do (des)governo tucano.