PT - Instantâneo
terça-feira, 27 de julho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Novo Blog - Campanha Um Vice pro Zezinho!
Acompanhem este blog. A campanha para dar um vice para José Serra, agora conta com a adesão dos blogs de esquerda. Confira:
http://campanhaumviceprozezinho.blogspot.com/
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domingo, 23 de maio de 2010
Por qual motivo nossas crianças em SP não aprendem? - Com a Palavra José SerraPor qual motivo nossas crianças em SP não aprendem? - Com a Palavra José
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"José Serra é Neutro?" - Entrevista com Mano Brown - Afropress.com
A entrevista feita com Mano Brown pela agência de notícias Afropress, revela suas preocupações com Dilma Rousseff, com a política de cotas, dando recado a juventude negra e da periferia, mídia, mas quando indagado se José Serra é neutro... Vejam a resposta, revela muito sobre o caráter de nosso ex-governador de SP.
Parte I
Parte II
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sábado, 7 de novembro de 2009
Um apoio aos companheiros dos Correios! - Do companheiro Antônio C. F. Pinto
Senado Federal, não cuspa na cara dos trabalhadores. Aprovem o PLC 083/2007
Fica aqui, o apelo ao Excelentíssimo Sr. Senador Romero Jucá (PMDB-RR) e líder do Governo Lula, para que coloque de uma vez por todas, a votação do projeto. Pelo menos, Sr, Senador, nos informe o porquê do impasse com os trabalhadores. Já passamos pela DITADURA e não é justo ficarmos sem a comunicação de uma entidade que deveria ser respeitada que é o Senado Federal. Ainda, acreditamos que nesta "casa" existam Senadores sérios e que aí estão, estão em prol dos trabalhadores do Brasil. Gostaria de saber, quais os Senadores poderiam explicar a situação dos Correios que já provaram que estão passando por um déficit de empregados, e por isso, abrem-se concurso público deixando esses profissionais de fora. É bom lembra, que muitos desses chefes de família se entregaram as drogas lícita, como bebidas alcólicas, drogas ilícitas e até caso de suicídio ocorreu. Por fim, temos aí uma trajetória impressionante de uma destruição familiar. Depois, os Excelentíssimo Sr. Senadores querem pregar a moral e bons costumes fazendo alusão à educação e segurança no país. Destaco aqui, e não estou "rasgando seda", a presença do Senador Paulo Paim. Esse pelo menos, mostra porque se candidatou e porque foi eleito. Ele sempre esteve a favor do trabalhador brasileiro. Não que eu queira criticar os demais, mas estamos passando por situaçãoes difícies e não é justo o Senado Federal esbofetear as nossas caras. Caras essas, que foram para as ruas um dia pleitear por justiça e moral.
Que a Organização Internacional do trabalho (OIT) possa se manisfestar em nosso apoio bem como também, peço aos internautas que nos ajudem a eviar mensagem para: romero.juca@senador.gov.br e mercadante@senador.gov.br . Esses são os "capas" respeitados e grandes articuladores políticos para uma votação e aprovação de projetos que venham a dar avanço no país. esse país chamado Brasil.
Obrigado a todos e contamos com a ajuda de todos.
Já mandei meu e-mail, e peço que os companheiros deste blog também façam o mesmo!
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Voltou ao ar! - O Blog mais pertubador da Internet volta com tudo!
Neste período, também me tornei professor da rede estadual de ensino, cresci dentro do PT, concorrendo a chapa municipal de São José dos Campos - SP. Fiz projetos inimagináveis, e tentei reorganizar meu agrupamento estudantil, com relativo sucesso, e procurei me instruir mais (muito mais), para desespero de meus adversários.
O Blog ainda este ano ganhará cara nova, e se preparará ao combate de 2010, então será este mais um estandarte revolucionário contra a volta da direita macabra ao poder, bem como o mais potente veículo de mídia contra o eixo demo-tucano.
Como passo para esta renovação, conclamo aos companheiros do espectro de esquerda a se unirem neste desafio de expurgar a direita, participando deste blog com textos. Para isto deixe um comentário, com ID do Blogger, e os adicionarei para fazer parte desta luta.
Avante a 2010, pois nossos inimigos já estão a postos!
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
No Volveran! - 2010 É Dilma e ninguém tasca!
Esquecem também que J. Serra quando era Ministro da Saúde, colava em FHC, e apresentava seus detalhados planos sobre o SUS, as campanhas contra a dengue, e sobre as vacinas, no período pré-campanha de 2002. Por qual motivo Dilma não pode andar ao lado de Lula? Será que pelo motivo de Lula ter aprovação de 84%, contra meros 18% do pré-campanha de FHC? Ou quem sabe que pelo motivo do candidato de Lula de início ter um terço do eleitorado favorável a manutenção de um petista no governo?
A verdade de fato é cruel, pois demonstra que por mais que Serra e Aécio liderem os quadros eleitorais para 2010, temem o "Fenômeno Lula", que avassalou as urnas em 2006, com uma "virada homérica", ou como o que ocorrera na cidade de São Paulo, só que sem o fator mídia, como Kassab se aproveitou. Dilma é tudo o que a direita despreza, ex-guerrilheira, mulher, petista, de esquerda, e de fortissíma opinião, que assim diga o Senador Agripino a respeito.
A mídia direitista, marrom, enviesada, e fétida, que temos em nosso país tem fortes cólicas com a possibilidade de Lula, do PT, e do PAC fazerem diferença pró-Dilma. Eles sabem que o PT está prestes a fazer uma revolução sem prescedentes, depois do operário, nordestino, e de esquerda no poder, uma ex-guerrilheira, militante de esquerda, subindo ao poder seria desafiar todos os dogmas que as elites militares tentaram evitar no período de transição, e que hoje tem opinião compartilhada pelas alas conservadoras de nossa enviesada direita.
Como costumo dizer aos direitista que encontro por aí, que estão enfurecidos por não conseguir abater Lula, nem com a pior crise que varrera o globo em mais de 80 anos, hoje o Brasil diz claramente que é "hermano" do povo de venezuela, pois dizem de forma clara "no volveran!" às nossas elites, que anseiam colocar o PSDB-DEM-PPS-PTB no poder. Que venha Dilma em 2010, para varrer a direita do cenário político atual, e continuar a escrever um novo futuro para nosso país, e revelar de forma mais latente o que está obscuro em nosso passado.
Bruno L. Emidio
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Conlutas se reuniu com Governo! - PSTU agora é adesista?
Esta agora é nova... PSTU se reuniu com governo em busca de reversão de demissões. O que é isso companheiro? PSTU adesista, só pode ser piada! Olhe o que faz o medo da proximidade das eleições sindicais. O PSTU pelegando nos últimos seis meses foi minimamente compreensível, pois já sabíamos de sua debilidade ideológica, mas esta de se reunir com o Governo Lula, para solucionar um problema iminente de demissões em seus sindicatos. A debilidade da CONLUTAS e do PSTU no apoio a luta dos trabalhadores está clara, porém é surpreendente o quanto o programa "socialista e revolucionário" que os mesmo pregaram aos quatro ventos, e agora estão de joelhos ante a Lula, reconhecendo seu papel no momento de crise. Pois é no momento da intempérie que encontramos o abrigo! Lula é hoje a salvação do PSTU... o que diria a IV Internacional sobre isso?
Para quem viu o PSTU conclamar com o mesmo fervor das elites do Cansei o "fora Lula!", as campanhas vis, e demasiadamente pelêgas para derrubada do governo petista, é impressionante a rendição do PSTU, o último reduto do "sectarismo de extrema-esquerda", pois até setores do P-SOL já preparam sua "saída à direita" com alianças ao PV, ao PPS, e mesmo ao DEM, assim como outrora já vimos acontecer com o PCB. É de se estranhar tal atitude de um partido como o PSTU, que lutou contra o "burguês Lula", e pregou a revolução como bandeira. Ou o PSTU caiu em si, ou tem militante com colhão de menos para lutar em favor do partido.
Lutar contra Lula não dá mais ibope, e ao menos atenção. Lula mostrou-se mais revolucionário e mais coerente com seu passado de luta que o PSTU. O que diria a IV internacional a respeito? Desfiliaria o PSTU? Admitiria sua ineficácia como fizera sua secção brasileira? Ou continuaria como bom trotskista a negar o inegável, e pedir que sua secção deixasse de bajular Lula?
O programa do PSTU encontrou um fim. O PT já tinha expurgado a semente que originou o PSTU (Convergência Socialista) pensando exatamente o mesmo. Não foi por falta de aviso, este socialismo extremado, não tem mais espaço, e infelizmente encontrou o inevitável fim. O socialismo do PSTU buscou extremar cada vez mais seus discursos e não encontrou alternativas para reversão da crise capitalista, previu o fim, porém sem encontrar a saída. A saída é um programa popular, como o PT e a CUT desenvolveram, com experiências novas, que advém dos anos de 1980, e se estendem até os dias atuais, com a governança de cidades, estados, e do país.
A extrema-esquerda está finalmente rendida, o PSTU clamou por medidas de Lula, para evitar seu colapso. Porém o nosso presidente já havia antevisto a situação e mobilizado sua equipe para reverter o quadro, salvando este partideco do seu colapso final. As eleições de seus sindicatos vêm aí, e a possibilidade de derrota agora é iminente, pois a CONLUTAS e seus companheiros estão rendidos e sem condições de lutar em favor dos trabalhadores. Não há mais como optar a esquerda de Lula, e nem fazer o jogo da direita sem que se torne perceptível.
Lula agora é o abrigo dos pelêgos do PSTU, pois não há como negar... Lula é de esquerda, socialista, e revolucionário! Quem não está com ele à direita está!
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sábado, 3 de janeiro de 2009
MR-8 deixou PMDB - Um novo partido vem aí... o Partido Pátria Livre.
A Carta em que o MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), em reunião feita no dia 5 de dezembro expressa a necessidade da saída do PMDB e a constituição de um novo partido. Aos companheiros do MR-8 um grande saudação, por ter a sensibilidade de romper com o partido, sem romper com as suas idéias, como fizera a APS, a CS, e o CO, quando deixaram as fileiras do PT, e descambaram para oposição, e começaram a fazer o jogo da direita brasileira.
Claro que preferia o MR-8 ingressando nas fileiras do PT, porém como não foi o caso, deixo expresso minhas felicitações na composição de uma nova agremiação de esquerda em nosso país, o Partido Pátria Livre.
A carta se encontra logo abaixo, com informações do website Jornal Hora do Povo:
A “Carta ao Povo Brasileiro” que publicamos nesta página foi aprovada no último dia 7 pelo Comitê Central do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8), reunido em São Paulo desde o dia 5 de dezembro.
Dirigentes e militantes vindos de todas as regiões do país debateram, durante a reunião, o informe proferido pelo secretário geral do MR8, Sérgio Rubens de Araújo Torres, que avaliou as mudanças ocorridas na economia brasileira nos anos recentes, a composição da frente nacional necessária à realização das transformações que nosso país e nosso povo necessitam - e as perspectivas após a eclosão da crise nos EUA e demais países centrais.
“Os mais de 40 anos de experiência do Movimento Revolucionário 8 de Outubro nas lutas políticas e sociais do nosso povo nos dão a convicção de que para fazer frente a esse momento é imprescindível o registro de um novo partido político no Brasil”, diz a Carta que sintetiza as conclusões da reunião. “Da letra do Hino da Independência vem o nome deste novo partido que convocamos a brava gente brasileira a construir conosco: Partido Pátria Livre. Porque é exatamente disso que se trata: concentrar todas as energias para completar a grande obra da independência nacional. (….) A maior parte dessa construção, que começou com Tiradentes, passou por Getúlio e chegou a Lula, já foi realizada. Mas a que falta deixa o país e o povo vulneráveis à espoliação externa que tolhe o nosso desenvolvimento econômico, político, social e cultural. Concluí-la aceleradamente será o principal objetivo do Pátria Livre”.
A primeira reunião da Comissão Organizadora do novo partido, que está sendo formada, será em janeiro.
Carta ao Povo Brasileiro
O Brasil vive um momento decisivo da sua história.
A crise econômica produzida pela especulação irrefreada dos monopólios para obter mega-lucros à margem da produção explodiu no coração de Wall Street e se alastra pela Europa e o Japão.
As superstições neoliberais, que livraram de qualquer controle social a ganância devastadora das feras, elevaram a níveis inauditos a desproporção entre a capacidade de produção e o nível de consumo das grandes massas empobrecidas – e acabaram por cobrar seu amargo preço.
Nunca houve período em que os monopólios desfrutassem de tamanha liberdade para afrontar a resistência a seus interesses com os métodos que derivam da sua condição intrínseca de perseguir um lucro além do obtido pela extração direta da mais-valia de seus empregados: fixação de sobrepreços, especulação, fraude, suborno, espionagem, chantagem, intimidação, assassinato, pilhagem e genocídio.
O grau de profundidade da depressão que fatalmente ocorrerá nos países mais atingidos está na razão inversa da capacidade dos governos e da mobilização popular de estabelecerem sólidos mecanismos de contenção dessas práticas - enquanto não for possível superá-las por um ordenamento econômico onde as empresas públicas ocupem o lugar dos monopólios privados.
Os monopólios são o fruto podre e envenenado do modo de produção capitalista. Brotaram da impotência do mercado frente ao processo de concentração e centralização do capital e se voltam contra ele para livrar-se das amarras da concorrência e impor sua tirania. Por isso já se disse, com muita propriedade, que seu surgimento anuncia o esgotamento do sistema.
Mas seria tolice pensar que o socialismo, por ser a alternativa mais avançada ao domínio dos monopólios, seja a única opção quando se trata de combatê-los efetivamente. O mercado não tem como evitar o nascimento de seus edipianos rebentos. E, manietado por eles, não pode restringir a sua ação. Mas o Estado, a depender da força que tenham dentro e fora dele os trabalhadores e o capital privado não-monopolista, pode contê-los. Mais: pode evitá-los, e inclusive eliminá-los, através da constituição de empresas estatais, sem que o socialismo tenha sido implantado. Portanto, não é recomendável fugir das complexidades da vida, porque a conseqüência seria trocar a luta política por um propagandismo estéril e imobilista.
Como toda a crise ocorrida no centro do sistema imperialista, esta também pode, em decorrência das medidas que adotemos para enfrentá-la, nos levar de roldão ou fortalecer a nossa independência.
Os monopólios de mídia e a oposição, em absoluta discrepância com os interesses da Nação, difundem toda a espécie de boatos, pseudoteorias e previsões alarmistas que possam ajudar a crise a se introduzir no país.
No afã de responsabilizar o presidente Lula pelas dificuldades econômicas que adviriam desta invasão, os corvos semeiam a desordem, sem medir as conseqüências. A perspectiva de poderem extrair algum dividendo eleitoral do sacrifício do país os cega para o alto preço que acabaria tendo que ser pago por todos.
No entanto, é perfeitamente possível derrotá-los mais esta vez, barrando a crise e acelerando o crescimento econômico.
Antes de mais nada, é preciso reduzir as taxas de juros astronômicas praticadas no Brasil.
Sem erradicar essa praga, cultivada pelos setores interessados em transferir renda do setor produtivo aos monopólios financeiros, nenhuma medida de combate à crise terá eficácia e sequer será levada a sério pelos agentes econômicos.
A própria imagem do Brasil no G-20 sofreria um dano considerável se ele fizesse internamente o oposto do que nosso presidente aprova e defende nas reuniões internacionais.
Paralelamente, é preciso intensificar o processo iniciado pelo governo Lula de fortalecer a ação do Estado na economia, através do investimento público, da expansão do mercado interno, da ampliação da infra-estrutura, da substituição de importações - e reforçá-lo com o controle sobre o fluxo de capitais e a regulação econômica estatal onde ela se fizer necessária. Em uma palavra: retomar e aprofundar o projeto nacional-desenvolvimentista, cujos alicerces foram plantados na era Vargas, e depositar no lixo da história os restos do modelo dependente em sua versão mais extremada, a neoliberal.
O projeto nacional-desenvolvimentista tem por base a aliança entre o Estado, os trabalhadores e o setor privado nacional para defender o país da voragem dos monopólios e promover, simultaneamente, crescimento econômico e distribuição da renda.
Historicamente, quando ele foi implantado, não tinha sentido falar de monopólios nacionais, pois eram todos externos, ainda que mantivessem filiais no Brasil.
Hoje, não se pode dizer o mesmo. No ramo financeiro, no das telecomunicações, mineração, siderurgia, petroquímica, construção e outros surgiram empresas nacionais - nove entre dez cevadas à sombra do criminoso processo de privatizações - que reproduzem as práticas anti-sociais dos monopólios externos e compartilham com eles o espaço nos mesmos cartéis para açambarcar o mercado, esfolar consumidores, esmagar fornecedores e sugar o Estado, bloqueando, em conseqüência, o livre desenvolvimento das forças produtivas nacionais.
Confundir esses setores com o capital privado nacional não-monopolista seria um erro de conseqüências desastrosas. A pior coisa que o governo poderia fazer ao Brasil e a si mesmo no momento de empregar o máximo de firmeza para conjurar a ameaça de penetração da crise seria facilitar a qualquer espécie de monopólio privado o acesso aos recursos públicos, em detrimento dos setores que podem, de fato, alavancar o desenvolvimento: o setor estatal e o setor privado nacional não-monopolista.
Ao fazer balançar dentro dos EUA velhos mastodontes como o Citibank, a General Motors e outros tantos, a crise internacional abre largas avenidas para o desenvolvimento do Brasil. Mas nenhuma delas passa pelo fortalecimento da ação dos monopólios no interior da nossa economia.
Mostra disso foi dada com a escandalosa utilização do compulsório pelos bancos para adquirir patrimônios e não para liberar crédito conforme o prometido; com as falcatruas da Odebrecht, às expensas do BNDES, no Equador e na Venezuela; com as manobras da Vale do Rio Doce para catapultar o preço dos minérios; com o seqüestro das máquinas dos agricultores do Mato Grosso, por bancos que sequer lhes emprestaram recursos próprios, pois operavam como repassadores de recursos do BNDES; com a reedição da prática terrorista das montadoras de usarem as férias coletivas como prenúncio de demissões, apesar de receberem R$ 8 bilhões do setor público - Banco do Brasil e Nossa Caixa - para financiar as vendas de veículos.
É verdade que nosso dever de brasileiros nos obriga a assumir a defesa de qualquer empresa nacional (mesmo monopolista) nas eventuais disputas resultantes de suas contradições com os monopólios externos, pois as primeiras não têm por meta remeter lucros - declarados ou não - para fora do país.
Porém, o mais importante é deixar claro para o conjunto da sociedade o antagonismo entre os monopólios privados de qualquer origem e a perspectiva de desenvolvimento com distribuição da renda, o único que interessa aos trabalhadores e à esmagadora maioria do empresariado nacional - pois crescimento econômico com concentração da renda é, e não tem como deixar de ser, a ante-sala de todas as crises.
Ao contrário dos monopólios externos, cujos 500 maiores controlam através de 420 filiais cerca de 40% da nossa economia, os monopólios nacionais não chegam a duas dezenas. A médio prazo, têm apenas duas possibilidades: serem engolidos por monopólios externos ou cruzarem as fronteiras para piratear os vizinhos. Como a formação histórica, social e cultural do Brasil é um poderoso freio ao exercício do segundo papel, o caminho que acabaria se impondo seria a desnacionalização dessas empresas.
Portanto, a idéia de compensar a drenagem de nossos recursos para fora, realizada pelas multinacionais estrangeiras, com a drenagem de recursos para dentro, através de “multinacionais brasileiras”, é um atalho que leva ao precipício. Ilusão vadia, dispendiosa e suicida, quando implica em retirar recursos vitais à expansão da produção interna para financiar via BNDES - ou seja, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador - uma versão caricata da aventura ultramarina.
Hoje, mais do que nunca, o que interessa ao povo brasileiro é avançar no caminho indicado pelo presidente Lula com o PAC: crescimento econômico com expansão do mercado interno - mais produção, mais emprego e mais salário.
Para isso é indispensável ampliar, no interior da economia nacional, o peso do setor estatal e do setor privado nacional não-monopolista em relação aos monopólios, pois no Brasil, assim como no mundo, são eles a fonte dos maiores problemas e das maiores desgraças.
Ao enfraquecê-los, a crise internacional nos oferece uma oportunidade ímpar de acelerar esse processo. Não devemos desperdiçá-la.
Os mais de 40 anos de experiência do Movimento Revolucionário 8 de Outubro nas lutas políticas e sociais do nosso povo nos dão a convicção de que para fazer frente a esse momento é imprescindível o registro de um novo partido político no Brasil.
Esse partido deve se guiar por cinco pressupostos básicos:
1º. Que na atual etapa do nosso desenvolvimento histórico a principal questão da luta mais ampla e fundamental pelo avanço da democracia está na superação das relações de produção dependentes, ou seja, na conquista da plena independência nacional.
2º. Que esta luta corresponde às necessidades e interesses de todos os setores da sociedade brasileira, à exceção dos monopólios, e implica na constituição de uma frente de forças políticas e sociais que abrace e transforme cada vez mais em realidade viva o projeto nacional-desenvolvimentista.
3º. Que politicamente esta frente está hoje constituída pelos partidos que integram a base do governo, com destaque para o PT e o PMDB, que são os maiores e mais influentes. A principal expressão e o principal líder dessa aliança é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Fora dela o que existe é o retrocesso. Por isso, utilizar reais ou supostas limitações da frente para combatê-la, ao invés de lutar para impulsioná-la, só tem levado setores que se pretendem à esquerda ao vexatório papel de linha auxiliar das viúvas do neoliberalismo encasteladas no PSDB e no Dem.
4º. Que o ritmo de desenvolvimento de todo esse processo de lutas é ditado pelo grau de consciência e organização de seus maiores interessados, os trabalhadores. Portanto, a atuação do partido no movimento sindical e nos movimentos sociais é fundamental e decisiva.
5º. Que no horizonte da luta pela ampliação da democracia está a construção de uma sociedade socialista, onde o mercado, ao invés de devastado pelos monopólios, seja superado pelo planejamento consciente do conjunto das atividades econômicas, à medida que os meios de produção se convertam em propriedade pública, através de um Estado que incorpore crescentemente às suas atividades as amplas massas da população, até esgotar seu papel e extinguir-se.
Da letra do Hino da Independência vem o nome deste novo partido que convocamos a brava gente brasileira a construir conosco: Partido Pátria Livre. Porque é exatamente disso que se trata: concentrar todas as energias para completar a grande obra da independência nacional.
Esta obra ainda não foi concluída. Várias gerações de brasileiros ao longo da história deram o melhor de si para desenvolvê-la e obtiveram êxitos notáveis. A maior parte dessa construção, que começou com Tiradentes, passou por Getúlio e chegou a Lula, já foi realizada. Mas a que falta deixa o país e o povo vulneráveis à espoliação externa que tolhe o nosso desenvolvimento econômico, político, social e cultural.
Concluí-la aceleradamente será o principal objetivo do Pátria Livre.
O primeiro passo dessa caminhada é recolher as 500 mil assinaturas, até o mês de junho de 2009, para que o PPL possa apresentar seus candidatos às eleições de 2010.
Aos companheiros do PMDB, com os quais tivemos a honra de conviver por mais de 30 anos no interior da mesma estrutura partidária, repartindo o pão, as glórias e eventuais desventuras, o nosso sincero e comovido reconhecimento. Seguiremos juntos na grande frente nacional que se aglutina em torno do presidente Lula, pela qual tanto nos batemos e que, ainda mais do que antes, continuará a contar com a nossa plena dedicação.
São Paulo, 7 de dezembro de 2008
Comitê Central do Movimento Revolucionário 8 de Outubro
fonte: http://www.horadopovo.com.br/2008/dezembro/2726-10-12-08/P8/pag8a.htm
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
50 anos da Revolução Cubana - Uma história que orgulha a humanidade.
Fidel abriu as portas para uma geração que lutou continuamente pelo socialismo, pela liberdade, e pela democracia. Uma geração que levou Allende ao poder no Chile, que levou Daniel ortega ao poder na Nicarágua, que levou a UNE a lutar contra a ditadura no Brasil, e inspirou movimentos diversos de guerrilha como o PCdoB deflagrou no Araguaia. Culminando com a recém chegada da grande esquerda latino-americana ao poder com Chávez, Lula, Tabaré, Evo, Bachelet, Corrêa, e Lugo. Fidel ainda é um herói da esquerda, levou consigo a esperança de San Martín, Guevara, e Torrado, e de outros grandes que em toda a América Latina pregaram a liberdade do povo.
Cuba é a espinha de peixe que sufoca a política externa dos Estados Unidos, pois com as atrocidades cometidas com o bloqueio, e as promovidas em Guantanámo são colocadas em descrédito suas posições de defesa aos direitos humanos, e revelam a face do monstro que é a política estadunidense, um verdadeiro emaranhado de preconceitos e de imoralidades. Cuba fez da revolução um estandarte luminoso, como um farol, para guiar a humanidade para uma economia baseada na solidariedade e na humanização das relações sociais.
São hoje 50 anos do maior orgulho da humanidade, a revolução libertadora, de mentes e corações. Uma história que deveria ser comemorada acima de qualquer uma destas festas burguesas como o Natal, ou dias de santos, pois o que Fidel e os guerrilheiros de Sierra Maestra fizeram, nenhum santo, nenhuma religião, nenhum deus, por mais venerado que seja farão!
A Revolução Cubana livrou a grande ilha antilhana de se tornar um bordel da Marinha estadunidade, para fazer de Cuba o único país que nenhuma criança perece ao relento, que nenhum ser humano morre de inanição, que nenhuma família há de morar em moradias insalubres.
Viva Fidel! Viva Raúl! Viva Che!
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Ditadura da Mídia - Três anos da maior injustiça política no período "democrático" do Brasil
A Mídia levou a uma situação que pode ser comparada o que Hitler e Goebbels fizeram com os comunistas e judeus na Alemanha, porém era melhor termos sido confinados em campos de extermínio, do que sofrermos a discriminação aberta, sem paredes, e sem rosto, pois não pudemos ao menos identificar quem atentou contra nossa militância, e pedir seu julgamento aos moldes do que ocorrera em Nuremberg. A mídia tomou Goebbels como base, pois como o mesmo diria "uma mentira dita cem vezes torna-se uma verdade", não tenhamos dúvida que assim fizeram indiscriminadamente, e pior esta verdade tornou-se para mídia brasileira, "de caráter irrevogável e sem direito a contestações".
Os militantes que lutaram contra o turbilhão foram todos massacrados, como o caso de Gushiken, de Palloci (PT-SP), de Genoíno (PT-SP), e principalmente da militante histórica Ângela Guadagnin (PT-SP), que inclusive fora ameaçada no Plenário da Câmara de ser julgada da mesma forma que os depuatados que resolvera defender. Defendeu um a um, e provou a inocência de cada um deles, a excessão de José Dirceu, pois este era uma notória vítima de perseguição política. Quando zombou da cara de seus algozes, a mídia tomou parte da nossa vil direita e transformou uma zombação, que o próprio Heráclito Fortes (DEM-PI) faz com muito mais virilidade e preconceito, em vergonha nacional, e destriui a moral de uma deputada de qualidades das mais admiráveis, de projetos importantes, em personagem central de um escandâlo.
Quando Arthur Vírgilio e ACM Neto ameaçaram de dar "uma surra no Presidente da República", não houve a mesma repercussão, ou quando Heráclito Fortes chamou os colegas recentemente para o julgamento de uma das CPMI's pois "os petralhas já estão lá", e nem ao menos quando o Senador Agripinho (DEM-RN) fez o mais famoso interrogatório fascista pós-ditadura, não houve a repercussão da "dança da pizza", que poderia inclusive hoje mudarmos o nome para "dança da moralização". A mesma mídia que justificou estas máximas da covardia, até a vitória de Lula e do PT em 2006, como verdadeiras fênix, que ressurgiram das cinzas de um sistema político débil e virulento, criado e armado pela nossa direita na transição da ditadura para democracia. O PFL do Senador Bornhuasen, que parece ter sido fruto de alguma mudança genética do desastre nuclear de Hiroshima, tal como Godzilla, e que falou que "esta raça (petistas) estariam extintos por pelo menos 30 anos", viu se esvairir o PFL, e transformar-se em Democratas, uma mudança abrupta, pelo menos no nome, de quem se acostumou a mandar no país como um ditador.
A perseguição imprimiu em todos os petistas uma sentimento de dor, sob força de uma tortura "pós-moderna" com toda gama de crueldades possíveis. A mídia, que não tem sua fundação como partido, porém que atua como um, que tem por trás interesses oriundos dos donatários do capital, exercendo assim um poder incólume comparado com os poderes oficiais do país. Ou seja, o "quarto poder".
O PT sempre foi contra a censura, porém minha posição ainda que concordante é contra também este poder demasiadamente grande, ainda mais financiado pelo capital empresarial. Penso que a mídia deveria fazer a retratação de acusações tão sérias, inclusive com pedidos de desculpas durante horário nobre, e impossibilitados de dirigir críticas de coisas que não podem sustentar argumentação, principalmente de assuntos relacionados a política. Enquanto a mídia for sustendada por grupos familiares, pelo capitalismo financeiro, e por interesses pessoais, suas opiniões são enviesadas e impossibilitadas de emitir quaisquer argumentações.
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Quando não se pode negar os avanços - A crise da extrema-esquerda no Brasil e na América Latina
Personalidades da "extrema-esquerda" como Zé Maria, Plínio Arruda, Mancha, José Nery, Rui Costa Pimenta, Ivan Pinheiro, e Heloísa Helena, hoje são figuras demasiadamente pacatas, e desprovidas de qualquer alternativa ao que Lula e o PT propuseram ao país, sendo assim seus partidos por muitas vezes já fazem pressão pela adesão ao programa popular de Lula, ou ainda vão mais longe no intento de rejeitar o socialismo petista, e acampam junto aos ideais da nossa direita, representada por setores do PV e do PPS. Ou ainda, rejeitam Lula e o PT em seu discurso, mas na prática se aliam ao PT para fazer vereadores e deputados.
O significado de ESQUERDA, vai muito além da opção política, mas é a opção ideológica pelo coletivo, pelas massas, por fazer o necessário por uma sociedade mais justa e fraterna. O socialismo e o comunismo, são as opções mais comuns por militantes que se identificam com esta mentalidade, mas há que opte pelo anarquismo, ou por lutar entorno do humanismo e outras alternativas, porém quem é de esquerda de verdade, milita junto aos partidos de esquerda, criando alternativas, e jamais vão de encontro aos que tentam criar. O PT por maiores erros que tenham cometidos, não pode ser culpado por não conseguir aplicar os preceitos integrais do socialismo petista, pois o mesmo disputa o governo à esquerda, e existem outros partidos como o PCdoB, o PSB, e o PDT, que assim fazem também, e muitos outros que disputam ao centro e mesmo a direita, como o caso do PMDB, do PTB, do PP, e do PV.
Se esta "pseudo-esquerda", não deixar do velho rancor de lado corre o risco de se esfacelar de vez, ou ainda de servir de alavanca involuntária para que a direita retome a direção política e ideológica do Estado. O PSOL de Heloísa Helena, tem setores que já pensam desta forma e que consideram uma importantes estratégia disputar os rumos do governo e compor quadros com o PT, porém o PSTU e o PCB somente agora vem considerando esta possibilidade sem assinalar claramente este rumo, se acovardando diante dos desafios impostos. O PCO por mais duras críticas que assinale a Lula e ao PT, prefere sempre estar ao lado do que propriamente romper com o PT e seu significado histórico.
Em toda a América Latina este "ramo" da esquerda vem perdendo significado e se esfacelando em meio as contradições e ao sectarismo intrínseco nos ideais de seus partidos, na Venezuela podemos considerar que não há mais "oposição de esquerda" a Hugo Chávez, assim como na Bolívia de Evo, e no Equador de Corrêa, no Brasil estamos indo por este caminho. Pois a crise como conclamaram não atingiu o Brasil, o povo declara abertamente sua satisfação por Lula, e sua força fica restrita às massas das elites que ainda relutam ficar contra o PT e Lula, sendo assim sua posição ideológica está literalmente ameaçada.
Em 2010 o PT deverá se colocar em um fortíssimo campo de esquerda, com a composição de partidos como PSB, o PDT, e o PCdoB. A possibilidade de formar uma coalização da esquerda verdadeira, alternativa ao sistema neoliberal, enfrentará a coalização da direita ressentida que virá com a força do PSDB, do DEM, do PTB, e provavelmente do PMDB, se o eixo PSOL-PSTU-PCB se colocar em 2010 como em 2008, em oposição a esquerda estará se alinhando a direita de forma perigosa, e que poderá levar a Aécio, ou José Serra ao Planalto, inviabilizando os planos de governos de esquerda no Brasil, por períodos prolongados.
Por mais que os rumos sejam diferentes é necessário uma pauta comum. Pois ou esta falsa esquerda se esfacelerá de uma vez, ou ajudará a deteriorar todo o resto da esquerda. O PSOL viu o resultado de seu plano de ataque a esquerda, o PT se revigorou em 2008, enquanto o PSOL não elegeu sequer vice-prefeito. O PSTU e o PCB nem vereadores elegeu, e o PCO... é na mesma, sem ninguém, e diminuindo o número de filiados mês a mês.
À esquerda sempre, porém como altenativa para o que a sociedade capitalista impõem.
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sábado, 6 de dezembro de 2008
Lula, Brasil, a Crise Global, e a demagogia de direita - Qual o papel da direita brasileira na crise?
O ano de 2008, ainda que crítico para a maioria dos analistas de economia, com a crise dos mercados de futuros e do próprio sistema neoliberal, numa escala global, também pode ser considerado como o maior teste para o Governo Lula, em que a direita mobilizou suas ordas de analistas políticos da grande mídia, seus deputados, senadores, e governadores para tentar colocar o governo federal nas "cordas", com a finalidade de destruir a imagem de solidez do país e jogar o Brasil para mais uma crise, afentando inclusive a classe empresarial, com a desconfiança e o medo de investir no país.
Como já sabemos, um ano e meio se passou, com crise de alimentos, de mercados imobiliários, de crédito, e mesmo de confiança, porém o Brasil está passando quase que imune a toda maculação de intempéries, enquanto os Estados Unidos quebram como que um "graveto podre", e União Européia sente a crise como que um ciclone, e o Japão vive como que a turbulência de um terremoto. Os BRIC's (Brasil, Rússia, Índia, e China) parecem não dar bola ao que o mundo desenvolvido, e centro do capitalismo financeiro internacional estão sofrendo.
O Brasil, mesmo que com crescimento reduzido para 2009, se apresenta como uma potência emergente no Cenário Global, dominando o contexto latino-americano com uma política externa ao mesmo tempo conciliadora e hegemônica, frente aos Estados Unidos. Para nossa retrógrada oposição de direita, cabe o choro, pois se nese momento o senhor de Sorbonne, estivesse a frente da nação, teríamos uma certeza... do Brasil, não sobraria nem o nome, pois até este seria vendido para pagamento das dívidas contraídas na crise, ou seja, a estas horas estariam Malan, e Armínio Fraga de joelhos no FMI, pedindo pela alma de suas mãezinhas, privatizadas em leilão público, é claro, que fosse concedido crédito ao país para não quebram como os Estados Unidos.
Mas como dito, as coisas mudaram pois quem pede ajuda hoje são os Estados Unidos, e Lula hoje é qem tem de falar para ter confiança na economia dos Estados Unidos... pera lá, a dez anos não era o Clinton que tinha manifestar confiança para investir no Brasil de FHC??? Como faz esta oposição sem norte, sem esperança, e sem quartel, que agoura o futuro do país com as mesmas especulações precisas que levaram ao esgotamento dos mercados de capitais, e a quebra do sistema capitalista. Hoje o bloco PSDB-DEM-PPS, o Bloco Reformista Democrático, tenta de forma desesperada fazer valer seu peso (morto), para levar a mídia de direita também a apoiar uma alternativa retroz, entre Serra e Aécio, contra a candidatura de esquerda que será representada pelo bloco PT-PCdoB-PDT-PSB, com a provável ida de Dilma Rousseff para às cabeças.
Lula fez o inimaginável, conseguiu aumentar sua aprovação para 89% da população, em momentos similares no passado seria justamente a hora do baque presidencial, agora cabe a nossa retroz direita pensar o impossível, ou seja, um plano de sucessão a Lula, pois com crise ou sem crise, não há possibilidade de vencer Lula. A nova geopolítica global colocou o Brasil em situação privlegiada, pois como dizem os grandes capitalistas "é em meio a crise ue surgem as oportunidades", e neste contexto não há como não creditar méritos a atuação do metalúrgico a frente do governo, nem os nossos algozes direitas poderiam deixar de rasgar seda para Lula.
A nossa oposição retroz, comandada por Heráclito Fortes, José Serra, Aécio, Kassab, e tantas outras figuras repulsivas, hoje elogiam Lula, e aí está a verdadeira crise... a crise da direita, da demagogia e do medo.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Ecocapitalismo e os créditos de Carbono - Uma nova roupagem para o velho sistema
Em 1997, na cidade de Kyoto, o sistema capitalista parecia prever seu colapso, que ocorreria em 2008, e não fez por menos ao lançar uma via alternativa ao sistema tradicional de exploração dos trabalhadores, e das nações subdesenvolvidas, ou seja, forjou em seu bojo o chamado ecocapitalista, com proposições avançadas enquanto a preservação ambiental, porém ainda conservou o mesmo ímpeto perverso de exploração, antes dos trabalhadores, agora do espaço e das comunidades ditas como às margens do processo de globalização.
Comunidades tradicionais, indígenas, de trabalhadores campesinos, agora ameaçados pela volatividade dos mercados de consumo, e de futuros das bolsas, prestes a se tornarem novos peões do vil jogo do sistema capitalista. Créditos de carbono, e capitais injetados com a finalidade de evitar o desmatamento, nada mais são do que o rifamento das florestas plantadas, ou virgens, gerando novas situações de conflito entre trabalhadores e comunidades e os empresários atribuindo preço a algo que primitivamente elenca valores sociais e ambientais, que vão além da mesquinhês do lucro.
O esgotamento do mercado de consumo de massas, ainda mais quando relacionamos ao consumo de bens materiais, tornou-se cada vez mais iminente, então faz-se necessário o consumo de bens imateriais, como o consumo produtivo do espaço geográfico, e desta forma o turismo e o meio ambiente são as alternativas forjadas para superação da crise, onde a sociedade caminha rumo a pós-industrialização e informalização do emprego dos trabalhadores, buscando sempre o lucro, e a exploração excessiva dos recursos naturais, das paisagens, dos lugares, e das identidades locais.
O ecocapitalismo é a nova roupagem adquirida hoje por um sistema em crise, porém em detrimento da qualidade de vida das populações tradicionais, e do próprio meio ambiente, que não resistirá as crises do sistema capitalista, e nem se recuperará a mesma velocidade da depreciação antrópica. A saída a crise é a criação de uma sociedade ecossocialista, onde a valorização dos coletivos humanos e dos domínios ambientais esteja no âmbito da nova consciência sócio-metabólica, superando a hegemônia do poder do capital hoje latente.
Caso não seja criada esta nova consciência sócio-metabólica, as perspectivas em relação ao futuro ambiental do planeta continuam incertas, pendendo ao desequílibrio irreversível dos quadros climáticos, e desafiando a capacidade de adaptação da espécie humana, e das demais espécies animais sobre a superfície terrestre.
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domingo, 30 de novembro de 2008
Por qual motivo o PSTU/CONLUTAS pede ajuda a Lula? - Peleguismo e incompetência na Gestão do SINDMETAL
O PSTU, dito como o maior partido da "oposição de esquerda" ao governo de Luís Inácio Lula da Silva, nesta última sexta-feira divulgou por meio de seu website oficial, uma carta enviada ao Presidente da República, solicitando ajuda para lutar pelos empregos dos trabalhadores da GM de São José dos Campos-SP. Justamente o PSTU, oposição, revolucionária, e classista, que chama a todo o momento do governo de Lula de burguês, por qual motivo pede ajuda? Qual seria a atitude de Lula em 1978 na greve da SCANIA? Será que pediria ajuda a Geisel?
Quem é revolucionário de verdade, na práxis, não pede ajuda a burguês! Ao não ser que a posição programática do PSTU tenha mudado de forma demasiadamente radical, e claro que o próprio admita que seu programa é de fato capacho do sistema neoliberal, e incapaz de vencê-lo. A Conlutas, entidade que nada agrega a luta dos trabalhadores e dos movimentos sociais, que enfraqueceu a luta da classe trabalhadora, agora admite que fracassou na luta pelos trabalhadores ao pedir ajudar, a Lula, e ao governo petista.
O PSTU, no todo de seus 14 anos de existência, nada conseguiu efetivar na luta pelos trabalhadores, pelos movimentos sociais, e pelos estudantes, ao contrário, conseguiu apenas dividir as entidades e as lutas fazendo o vil jogo da direita. Nunca elegeu um prefeito, expurga seus vereadores, e jamais colocou a disposição um programa socialista e/ou popular a população. sua posição de fato é apenas de acovardamento diante do sistema neoliberal, pois não oferece resistência política ao sistema capitalista, e ainda tenta sabotar os partidos que se interpõem a perversidade do sistema capitalista.
Oposição de esquerda? Esquerda de verdade apoia o governo do presidente Lula, se mostra como alternativa ao sistema. À pelegada do PSTU que dirige o SINDMETAL de São José dos Campos-SP, um conselho... deixa a direção do SINDMETAL para quem sabe, ou seja, deixa para Oposição Metalúrgica da CUT, pois estes não precisam da ajuda do Lula, têm capacidade de gerir as lutas da classe trabalhadora sem equívocos, e sem enrolação.
Ao PSTU... senão pode com a luta, deixa para quem sabe!
Se a vida é luta, somos sempre oposição aos pelêgos da CONLUTAS!
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Crise do capitalismo - Hora de romper com a lógica hegemônica ou insistir no modelo de reformas?
Enquanto o Capitalismo agoniza na esteira da crise financeira internacional, leva consigo grandes somas de capital, e a deteorização das condições humanas, principalmente nas nações centrais do sistema. Quando fazemos a reflexão dos motivos da crise financeira, vemos o quanto foi perverso o sistema diante da sociedade, pois quando está no seu ápice leva a segregação dos lucros entre as classes, e quando está em crise socializa os prejuízos de forma igualitária, fazendo o povo perecer ante a dicotomia inerente ao sistema capitalista.
Eleger Obama, ou McCain, neste momento pouco importaria, pois os dois são a face da perversidade dos mesmo sistema, o primeiro representa o flanco da direita clássica estadunidense, os mesmo que levaram ao caos da Guerra do Vietnã, a invasão a Baía dos Porcos, ou ainda ao apoio às ditaduras militares na América Latina, durante as décadas de 1950 e 1960, e a programas inúteis, que ficaram para história devido a propaganda que geraram como a "chegada do homem a lua", e os programas de armas de destruição em massa. Dentre os maiores expoentes dos Democratas estão John Kennedy, Ronald Reagan, e Bill Clinton. O segundo representa a mais reacionária direita estadunidense, a mesma que apoiou as duas invasões ao Iraque, a espionagem, ao massacre de inocentes na África e no Afeganistão, e a escola superior de guerra que formou figuras conhecidas na América Latina como Pinochet, Costa e Silva, e Stroessner. Dentre suas figuras mais conhecidas estão Nixon, George Bush, e Bush Jr.
A vitória de Obama não dá sinais quaisquer que haverá em curto prazo, mudanças no quadro geopolítico estadunidense, pelo contrário, demonstra apenas o quanto o sistema econômico imperialista capitalista está disposto a se modificar para retomar o seu espaço na sociedade global. Qual o caminho que deveremos seguir?
O Caminho é a superação sistêmica, justamente na fase em que a sociedade está pouco disposta a consumir, onde o povo está indignado com mudanças tão bruscas em período tão curto de tempo. Superar, não é tão somente romper estruturalmente com os meios de produção e tecnológicos o forjaram, mas romper com a lógica e com as estruturas de fluxos de capital internacional no áis, deve ser prioritária. Reformas não bastam! Reformas tem o intuito de reconstruir estruturas já abaladas, e o PT que veio implementando reformas estruturais deve buscar alavancá-las com o intuito de se fazer a transição para o modelo socialista.
O Brasil, avançou com programas como o "Fome Zero", "Bolsa-Família", "Renda Cidadã", "PAC", "Universidade Aberta", e tantos outros, agora deve ter como meta a implementação rápida de políticas socializantes de renda, de emancipação dos trabalhadores, de preservação ambiental sob os preceitos do desenvolvimento sustentável, e uma política de criação de tecnologias nacionais, preparando o país para uma ruptura em todas as áreas com o capital internacional, que hoje não poupa a classe trabalhadora. Demissões nas empresas metalúrgicas, siderúrgicas, agroindústria, redes de varejo, e tantos outros setores ligados essencialmente ao mercado externo e aos fluxos do capital transnacional.
A hora de romper chegou! Socialismo já!
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sábado, 18 de outubro de 2008
Eleições 2008 - O PT e a esquerda estão avançando.
A grande surpresa se revelou com a ampliação da base de municípios governados pelo PT, uma vez que fomos bombardeados constantemente na mídia por todo o período do governo Lula, e novamente ampliamos nossas bases, a ponto de transpor inimigos históricos do partido, como o caso em Salvador-BA, em que superamos ACM Neto, ou ainda o deputado Onyx Lorenzoni em Porto Alegre-RS.
O PT vem sendo reconhecido como a maior força no espectro popular de esquerda, e o povo também vem rejeitando todo espectro de velhos partidos enquanto ideologia e práxis, como o caso do PSTU, do PCO, do PCB, e do P-SOL, que fracassaram de provaram que forma cabal nestas eleições municipais não elegendo sequer um único prefeito, e nem ao menos um vereador por estado, justificando que não são ao menos alternativa ao projeto popular lançado pelo PT no país.
O PSDB e o DEMO ainda são importantes forças políticas no país, pois como próprios filhotes de regime ditatorial têm como resquícios grandes bases do antigo ARENA, do tradicional coronelismo, e as renovadas bases do neocon (neo-conservadorismo), espalhadas por todo o país, sob força do populismo, e das máquinas eleitorais que criaram para sobrepor às forças insurgentes de esquerda. Mesmo analisando todo este quadro a direita brasileira se encontra perdida, com líderes que se acorvardam ao assumir suas posições, e sem bases sociais que tragam seu apelo social elitizado à tona, e perdendo antigos bastiões de poder.
O PT ainda poderia ter alcançado um espectro de municípios maior, porém como bem sabemos a força do poder do capital e da opressão dos seus donatários que nos mais diversos cantos do país impedindo que a mudança aconteça sob a estrela vermelha do PT e de seus aliados.
A mídia também tem seu peso neste processo, agindo verdadeiramente como um partido, impulsionado por interesses políticos, e econômicos para inviabilizar o plano petista de poder popular. Grandes redes de mídia "global", escrita, e visual, agindo consorciado a burguesia nacional e ao grande empresariado. O PT poderia facilmente ter superado partidos tradicionais da burguesia como o PSDB, e o PMDB se a mídia não fosse tão parcial e estivesse presente alienando o povo contra os candidatos populares e dando repercussão as mais variadas imbecilidades e infâmias em relação ao PT.
Nem com a invenção de casos estúpidos como o Mensalão, as CPI's forçadas, nem com a perseguição política conseguiram destruir o PT e seus militantes, e ainda observaram de forma atônita o crescimento do partido em todos os cantos sob força de Lula e de sua história de lutas. O PT venceu em 550 municípios, três vezes mais que em 2000, provando que a mudança continua, a passos firmes e consistentes, realizando sonhos, e levando para frente um plano de esquerda e popular.
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