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sábado, 7 de maio de 2011

Vem aí o PSD de Kassab!

A oposição se reagrupa em torno de sua figura mais renovada, Gilberto Kassab, que é o retrato da nova oposição. Uma oposição pequena, frágil, e concentrada ao redor de alguns figurões. Kassab agora tenta se livrar do fardo que é carregar o seu antigo partido (DEM), e busca oxigenar as bases da oposição, se movimentando cada vez mais ao centro, e ao governismo.




A morte do DEM é cada vez mais nítida, bem como da própria oposição. Este processo vêm desde a segunda eleição de Lula, onde a oposição diminuiu drasticamente, passando de 194 deputados, em 1998 durante o 2º Mandato de FHC quando PSDB-DEM-PPS formaram a maior bancada, para hoje em conjunto contarem com pouco mais de 100 deputados (atualmente 108 deputados), uma redução de quase 50%, fora a redução da bancada de senadores 30 senadores em 1998, para relés 17 em 2011.

Kassab, ainda com sua última resguarda de sanidade já entendeu o recado, fundou sua sigla como último bote salva-vidas de uma oposição sem rumo e quartel. Desta forma, se opor a Lula foi um erro fatal, apelar para o obscurantismo e ao sacro-conservadorismo foi inevitável. Assim não apresentara um programa alternativo apresentando seus velhos figurões e estandartes por falta de tempo hábil para pensar como torná-lo afável e próximo do povo.

A oposição que cambaleia em desatinos cometidos pelos seus velhos quadros como FHC, Demóstenes Torres, e Jorge Bornhausen está sem saída. Aliás, como o próprio Senhor de Sorbonne disse, "Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão”, falarão sozinhos". Até FHC admite que o PSDB há muito tempo perderam qualquer contato com as massas, e que lhes resta apenas é disputar a nova classe média, para evitar o nítido fim desta oposição conservadora.

Líderes tucanos como Alckmin, e Aécio foram em socorro ao artigo em que FHC abrira seu coração, para dizer que seu foco é o "povão", e começam a adotar linhas menos conservadoras para tentar renovar o espírito oposicionista. Alckmin em São Paulo já anuncia que sua política "Cala-boca" está firme e forte, onde não pensa em adotar o Plano de Carreira para professores, em troca de aumento segmentado em quatro anos para recompor perdas dos últimos doze anos, ao mesmo molde da política de bônus para o magistério que adotara logo após a morte de Mario Covas.

O PSD de Kassab vêm para fazer frente a oposição truculenta, contudo ainda é oposição. Só mais um polo de direitistas, que procuram nova face para implementar a mesma política arcaica. O PSD é resultado do mesmo pânico que aflige dos ratos que percebem que a nau afunda. O DEM, o próprio PSDB, e o PPS, já sentindo o golpe desferido por Kassab preparam a fusão das siglas antevendo o seus derradeiros finais.

Que venha o PSD, e que a nossa vil direita se recolha a sua insignificância!

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