PT - Instantâneo

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Comunicado da Secretaria Estadual de Mulheres do PT-SP

AGENDA

19 de fevereiro – sábado 10 horas - 1a. Reunião do novo Diretório Estadual do PT
26 de janeiro – sábado 11 horas - Dia de Mobilização e Ação Global
09 de fevereiro – sábado 14 horas – Reunião do Coletivo Estadual de Mulheres do PT – Sede do Diretório Estadual
16 e 17 de fevereiro – Seminário das Secretarias Estadual de Mulheres e de Combate ao Racismo
29 de fevereiro – Prazo final para adesões aos setoriais
1 de março – 14 horas - Reunião do Coletivo Estadual de Mulheres do PT – Sede do Diretório Estadual
8 de março - Dia Internacional da Mulher - Grande Marcha em São Paulo
13 de março – quinta feira 19:30 horas – Debate Mulher e Mídia – sede do Diretório Estadual do PT
29 de março – Encontro Estadual de Mulheres do PT – Sede do Diretório Estadual do PT



INFORMES

1. Seminário Partido dos Trabalhadores -Feminismo e Combate ao Racismo Construindo uma agenda para a promoção da igualdade de gênero e raça
Nossa última atividade de 2007 foi um excelente “encontro/diálogo”, franco e solidário, entre as companheiras petistas do movimento negro e do movimento feminista. Nossa pauta inclusive era maior do que o tempo que dispúnhamos para esta atividade. Contamos com a presença da Ministra Matilde Ribeiro e a contribuição de grandes companheiras que permitiram que nosso debate pudesse avançar. Tiramos como encaminhamento um novo encontro para o mês de fevereiro e, com isso, contribuir para a formação de nossa militância e o fortalecimento de nossas lutas. Por isso agende-se para os dias 16 e 17 de fevereiro em São Paulo. Brevemente mandaremos o local e a organização do seminário que ficou a cargo das seguintes companheiras: Kika, Marilândia, Gláucia, Marisa, Márcia e Rosangela.

2. Dia de Mobilização e Ação Global: Paz, soberania, desenvolvimento e justiça social
A MMM e a Coordenação dos Movimentos Sociais estão organizando um grande ato e as mulheres petistas estarão presentes!
Estaremos nas ruas, no Brasil e em todo o mundo, para denunciar todas as formas de violência contra as mulheres!!
SÁBADO, 26 de janeiro de 2008
Local: Largo do Paissandú às 11 horas
A concentração da MMM será a partir das 11 horas, no Largo do Paissandu, de onde sairemos em marcha com a Batucada até a Praça Ramos, para nos somar ao ato dos movimentos sociais!
Outro mundo é possível! Sem o capitalismo, sem machismo e sem racismo!
Em anexo o material da Coordenação dos Movimentos Sociais

3. Resolução da CEN sobre a participação do PT no dia de Mobilização e Ação Global

A Comissão Executiva Nacional, do PT, reunida em 19 de dezembro de 2007, em Brasília, aprova a seguinte Resolução:

  1. O PT conclama sua militância política e social a integrar-se na mobilização nacional para a realização do Dia de Ação Global do Fórum Social Mundial, a realizar-se no dia 26 de janeiro de 2008. Ao contrário das edições anteriores, o Fórum Social Mundial de 2008 não terá eventos centralizados, mas será realizado na forma de milhares de ações em todo o mundo, organizadas pelos próprios participantes.
  2. As informações sobre as atividades já planejadas e a inscrição de novas atividades estão centralizadas no site www.wsf2008.net. Esse é o espaço para organizar, divulgar e visualizar ações, visto que qualquer grupo, organização ou movimento pode apresentar uma atividade para o Dia de Ação Global.
  3. A CEN/PT orienta os diretórios estaduais, municipais e zonais e os Setoriais nacionais a estimular nossa militância nos movimentos sociais a ampliar o debate sobre o Dia de Ação Global em nossa base social, a engajar-se no esforço organizativo e a divulgar os eventos realizados em cada estado e cidade para a militância petista.
  4. Desta forma, o PT quer contribuir para a organização autônoma do Fórum Social Mundial, ampliar seu diálogo com os movimentos sociais organizados e preparar nossa militância para a realização do Fórum Social Mundial em Belém do Pará, em 2009, novamente centralizado internacionalmente em nosso país.

Brasília, 19 de dezembro de 2007. Comissão Executiva Nacional.

4. Adesão ao Setorial de Mulheres
No último Boletim já encaminhamos para as companheiras as deliberações do DN sobre a organização e adesões aos setoriais. É fundamental que cada companheira faça um esforço de no seu município conseguir o maior número de adesões das companheiras mulheres, pois só terá direito de voto em nosso encontro estadual quem fez a adesão ao setorial de mulheres.O prazo final para estas adesões é o dia 29 de fevereiro. É fundamental que as companheiras petistas façam a adesão para garantir nossa organização e ampliação de nossa participação no encontro setorial. A Secretaria Estadual de Movimentos Populares e o Presidente do Partido encaminharam á todos os diretórios municipais as informações para melhor organizar esta ação. Veja no site www.pt-sp.org.br as informações e o artigo do companheiro Marcio Cruz que trata deste tema. Em anexo uma ficha encaminhada pela Secretaria Estadual de Movimentos Populares que facilita que as companheiras façam sua adesão ao setorial e que deve ser encaminhada à secretaria de organização com cópia para a secretaria de mulheres.

5. Encontro Estadual de Mulheres do PT
Organizar a militância feminista e fortalecer os setoriais de mulheres nos municípios sempre foi nosso objetivo. É fundamental que as companheiras de todas as cidades do estado estejam presentes para elegermos nossa secretária e o coletivo estadual de mulheres do PT. Este encontro é fundamental para apontar as linhas e políticas prioritárias para a próxima gestão bem como eleger as delegadas ao encontro nacional. Nosso quorum mínimo é de 80 mulheres presentes no encontro. Participe ajude a construir e fortalecer a secretaria de mulheres do PT. Para isso a campanha de adesão ao setorial é fundamental. Faça a sua adesão e mobilize outras companheiras para este importante momento de nossa organização.
Dia 29 de março de 2008 na sede do PT Estadual.

6. Reunião do Coletivo Estadual
Da 09 de fevereiro, às 14 horas
Participe e vamos organizar o encontro estadual de mulheres do PT e nossa organização para o 8 de março!!!!!

Secretaria Estadual de Mulheres do PT
Janeiro de 2008.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

QUANDO CONFRONTAMOS OS DOIS “BRASIS” – LULA VS FHC

É inevitável esta comparação, ainda mais com os índices de aprovação provenientes do Governo Popular de Lula e a melhoria inegável e palpável em relação ao desastroso e mal tripulado Governo Despótico de FHC e dos tucanalhas. O Brasil de 2007 deixou o tenebroso futuro vislumbrado após oito anos de terrorismo econômico e social propagado pelo PSDB a frente do governo. Lula e o PT mudaram a ótica e o futuro fatídico.


As notícias provenientes de institutos de pesquisa e de órgãos de referência a nível global apontam um novo traçado para o Brasil de 2007, um país que avança em todos os setores a uma velocidade assombrosa, principalmente para corja de incapazes que conduziram este país por séculos. Lula transformou o Brasil em potência regional almejando sua inserção no contexto global de forma cada vez mais decisiva, ao invés do articulador fraco e submisso idealizado até 2002, com a condução do sociólogo inerte FHC.

O Brasil que todos observavam em 2002 era o país do desastre impreterível que somente esperava sua oportunidade de ingressar nas profundezas do subdesenvolvimento e se tornar o “país do futuro distante”, a crise econômica e social era iminente, a sua população clamava por alguém que pudesse retirar-lhe deste fosso que se apresentava perante nossos olhos.

O Brasil de FHC era um covil socioeconômico, de projetos que jamais saíram do papel e de governos mal tripulados, a renda do trabalhador caia assustadoramente, juros e inflação subindo a cada dia que a economia internacional soluçava, qualquer nuvem no céu era o bastante para esperar a catástrofe econômica que engoliria o Brasil, crise da Coréia, do México, da Rússia, dos Estados Unidos, de Hong Kong, do Japão, da Argentina, da China e tantas outras que nos faziam tremer e esperar pelo pior. O Brasil de Lula resiste às piores intempéries, se tornou uma potência econômica em ascensão, o emprego cresce mês a mês, a renda do trabalhador é incrementada dia após dia, com crise ou sem crise.

O déspota FHC, que regia o incompetente governo, que engessava as engrenagens e privatizava os sonhos e as esperanças do povo brasileiro, sob um clima desesperador de salvar o país da recessão de oito anos entre 1995 e 2002, que atendia pelo nome neo-liberalismo. Lula extirpou este mal da máquina pública, libertou o Brasil dos males de FHC e dos tucanalhas, baniu o fantasma da recessão com a reestruturação da máquina do estado brasileiro e com o expurgo do clima de privatização do país.

O terrorismo econômico que tanto afastava Lula e o PT do governo se tornou uma poderosa arma em 1998, porém em 2002 se tornou a própria forca dos tucanos. Hoje FHC esbraveja cólera a cada resultado positivo do Brasil, a cada avanço da esquerda na América Latina, como se fosse o maior estandarte do desenvolvimento econômico e social do país e estivesse em condições de julgar o governo Lula.

O Brasil de FHC era a idealização do fim da utopia de um país desenvolvido e começo um período de retraimento socioeconômico que levaria a uma grande depressão. O Brasil de Lula é a idealização do sonho do país desenvolvido, comprometido com as classes sociais mais frágeis, e soerguendo as ideologias, que há muito tempo residiam e eram debatidas no PT e na sociedade, que FHC tratou de sucumbir. Lula trouxe a tona um país que já não tinha crença em suas próprias forças, que não enxergava nada além da recessão, para liderar um processo em que somos vanguarda de desenvolvimento.

Tomando as palavras enviesadas do Rei Juan Carlos da Espanha, direcionadas ao presidente e líder venezuelano Hugo Chávez, em caráter de empréstimo, para dizer a FHC: “Porque no te callas?”

domingo, 27 de janeiro de 2008

CONLUTAS E CONLUTE - OS AMIGUINHOS IMAGINÁRIOS DO PSTU

O PSTU afirma em vários de seus infames textos, onde direcionam suas críticas às centrais sindicais e aos movimentos estudantis como a CUT, a Força Sindical, e mesmo a UNE, com o respaldo de suas ações pelos movimentos do CONLUTE e da CONLUTAS, que não passam de meros fantoches das verdadeiras intenções do PSTU, que de fato, não tem bases e apoio popular, desconstruindo as lutas dos partidos e movimentos verdadeiramente de esquerda.

O PSTU, nascido do interior dos movimentos sindicais e de integrantes da antiga “Convergência Socialista”, corrente que permeava o âmbito do Partido dos Trabalhadores, hoje é o berço das mais sectárias e inertes figuras dos movimentos estudantis e sindicais. Seu passado glorioso dentro do Partido dos Trabalhadores fora esquecido, se transformando em um partido sem correntes e tendências, de um socialismo desgastado, morto, e de posicionamentos duvidosos.

A CONLUTAS, organização sindical que conclama movimentos também do âmbito social e estudantil, em um amplo movimento de oposição sistêmica, criada no final dos anos de 1990, no auge da crise do sindicalismo de luta – que fora deflagrado pela CUT e pelo PT nos anos de 1980 – com a finalidade de criar bases para o PSTU se desenvolver, hoje é mais uma “central sindical fantasma”, de lutas contra inimigos imaginários, sob situações fantasiosas em contextos globais inexistentes. A CONLUTE com o mesmo objetivo foi criada, mas para chamar atenção para o desgaste da UNE, porém enfrente as mesmas situações ordenadas pela CONLUTAS e decididas pela cúpula dirigente do PSTU.

Os movimentos do PSTU, são meras marionetes do próprio partido, com sua base nos setores divergentes de outros partidos, principalmente do PT, para ludibriar o trabalhador e sustentar o PSTU que vive de fato uma crise ideológica, com a entrada de Lula e do PT no governo federal, sectarizando suas posições de luta contra o governo. A CONLUTAS se tornou demasiadamente pelega, enquanto a CUT e a Força Sindical, reconquistavam seu espaço de luta em conjunto com o governo Lula, que se recusam constantemente em aderir, preferindo dar apoio a movimentos da alta burguesia como o CANSEI propagado pelos tucanos e madames da Oscar Freire.

A CONLUTE, formada por “playboys” em sua maioria que permeiam nossas universidades públicas, quando não “mão-de-obra profissional” do PSTU, para formação de núcleos de embates e sustentáculos poderosos no meio estudantil com a falência iminente da CONLUTAS e das finanças do PSTU. Suas posições são majoritariamente impostas pela direção do PSTU e repassadas em forma de doutrina obrigatória aos estudantes de base, sem espaços para discussão de prioridades.

O PSTU por vezes lança seus manifestos com meia dúzia de fervorosos “partidários reaças”, da CONLUTAS e da CONLUTE, dirigindo apoio, mas cá para nós... A CONLUTAS e a CONLUTE são meros amiguinhos imaginários do PSTU, como bem dissera uma colega do “Movimento Mudança” de Minas Gerais. Pois quais movimentos em sã consciência deixariam questões partidárias e pautas de lutas de um partido se imporem a frente das temáticas de cada movimento?

A UNE, a CUT e a Força Sindical se redescobriram no governo Lula, sob uma pauta de liberdades de negociação e de posições, somente o PSTU e seus amigos imaginários não abrem os olhos para o momento histórico e resolvem enfrentar seus velhos estigmas e fantasmas, fazendo refletir seu espectro no PT e em Lula, que faz cotidianamente provar que suas posições são cabalmente frágeis e enviesadas.

Acabar com a CONLUTAS e com a CONLUTE é preciso! Para dar um novo ar de liberdade aos movimentos sindicais, estudantis e sociais que a elas estão associados e dar uma chance a todos de poder alçar o que lhes é de direito... as lutas e discussões de movimentos verdadeiramente de base, ao invés das pautas do PSTU e de sua cúpula!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

POR UMA MÍDIA DE ESQUERDA E POPULAR – CONSCIENTE E ALTERNATIVA

As mídias dos grandes detentores do capital são vorazes ao atacar governos populares e os movimentos de base, para tanto é necessário um meio alternativo de transmissão de informação constituído pelo povo e por seus movimentos e partidos de base. Crer na isenção da mídia do eixo “global-vejista” é inconcebível, uma vez que seu caráter putrefato causa-nos asco e é deliberadamente direitista e golpista, não podendo, portanto representar uma opinião pública de fato.

Cotidianamente observamos um verdadeiro escárnio promovido pelos veículos de mídia para com a mentalidade de seus leitores das classes populares, delegando um papel na sociedade de cidadãos desprovidos de consciência crítica e que devem possuir tão somente suas análises parciais e que as elites anseiam.

Desde o golpe de 1964, não há de fato uma mídia verdadeiramente de esquerda de repercussão nacional. Foi também neste período que redes nefastas de radiodifusão, televisivas e de mídia escrita de direita se desenvolveram de forma ameaçadora e ganharam os horizontes do país. Países como Venezuela, Chile, Argentina, Espanha e tantos outros detêm veículos de mídia de esquerda hoje com boa repercussão nacional, principalmente de mídia escrita, e passaram pelo mesmo problema das ditaduras militares que nós brasileiros passamos, porém o mecanismo de criminalização dos movimentos de esquerda que desde então é promovido, até os dias atuais com um governo de esquerda e popular.

O “eixo do mal” “Globo-Folha-Veja” consegue definhar diariamente a consciência crítica da população, sob um caráter de alheamento intensificado que leva ao contestamento de atitudes de trabalhadores e classes sociais próximos, sob o olhar que eles direcionam intencionalmente. Atualmente meios de mídia como a Revista Carta Capital, os jornais Brasil de Fato, a Hora do Povo, são os poucos resquícios de meio de mídia escrita que escapam da força dos detentores do capital, porém não tem a repercussão nacional que deveriam, mas na internet os blogs de esquerda e as agências de notícias com destaque a Agência “Carta Maior”, e ao “Portal Vermelho” tem uma repercussão pouco maior entre os internautas, porém não são nem ao menos “pano para manga” perto da força exercida pelos portais de direita.

Na mídia televisiva e radiodifusora, não há como competir com o capital hoje, investido pela direita em seus veículos de comunicação visual, onde deveria por força de discussão popular, elaborar regras para abertura dos meios de mídia privados a comunidade e seus respectivos movimentos sociais para apresentar programas com conteúdos voltados a realidade popular e coordenados em absoluto pela comunidade.

A esquerda ainda não tem um veículo que possibilite a conscientização de massas, como a direita detêm, e faz questão de ostentar em seus infames programas com seus ideais anacrônicos e demasiadamente insanos. Para esquerda das lutas históricas continuar a sobreviver ao longo dos tempos, cumprindo seu verdadeiro papel social, conscientizando as massas populares, chamando o povo para participar de sua construção partidária para compor as fileiras e traçando seus novos rumos será necessário o aproveitamento melhor da questão da mídia digital, com a constituição de um forte (um mais) provedor(es) de esquerda e agências de notícias na internet e mesmo a criação de um ou mais canais em rede televisiva.

Derrotar a direita é preciso, porém a esquerda deve usar das mesmas armas com artifícios e ideais diferenciados para comunicação em massa.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Brasil - Por uma Reforma Tributária justa - Com informações de ADITAL

Ao povo brasileiro e ao governo federal

Os dirigentes de organizações populares, movimentos sociais, intelectuais e religiosos - abaixo-assinados - vem se manifestar a respeito das recentes mudanças ocorridas no sistema financeiro do país.

1. As classes ricas do Brasil se articularam com seus políticos no Senado Federal e conseguiram derrubar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), depois de sua renovação ter sido aprovada na Câmara dos Deputados.

2. O mesmo Senado aprovou a continuidade da DRU (Desvinculação das Receitas da União), que permite ao governo federal usar 20% de toda a receita sem destinação prévia. Com isso, recursos da área social podem ser utilizados sem controle para pagamento de juros e outras despesas não prioritárias.

3. A CPMF era um imposto que penalizava os mais ricos e 70% dele provinha de grandes empresas e bancos. Os seus mecanismos de arrecadação impediam a sonegação e permitiam que a Receita Federal checasse as movimentações financeiras com o imposto de renda, evitando fraudes e desvios.

4. Agora o governo federal tomou a iniciativa de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a CSSL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido) e retomou a cobrança do imposto sobre as remessas de lucros para o exterior. Foi uma medida acertada e justa, pois atinge os mais ricos e sobretudo os bancos, o sistema financeiro e empresas estrangeiras.

5. As forças conservadoras voltaram a se articular para condenar essas medidas, tendo à frente Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e Febraban (Federação Brasileira de Bancos), por meio da Rede Globo e de parlamentares de Democratas (ex-PFL) e PSDB. O pior é que estão mentindo quando dizem que a população será mais afetada pelo imposto, enquanto escondem que o maior custo das compras a prazo são as taxas de juros exorbitantes, sobre as quais se calam, pois são delas favorecidos.

6. Defendemos que o corte de gastos públicos, exigido pela direita, seja feito no superávit primário e no pagamento dos juros da dívida pública, que é de longe a maior despesa do Orçamento da União nos últimos dez anos. Trata-se de uma transferência de dinheiro do povo para beneficiar os bancos e uma minoria de aplicadores. Em 2007, o governo federal pagou R$ 160,3 bilhões em juros, quatro vezes mais de tudo o que gastou no social e correspondente a 6,3% do PIB (Produto Interno Bruto).

7. Defendemos que o governo federal mantenha e amplie os investimentos sociais, principalmente na saúde e educação como, aliás, determina a Constituição, e não reduza a contratação e os salários dos servidores públicos.

8. O Brasil precisa de uma verdadeira reforma tributária, que torne mais eficaz o sistema de tributação. Hoje 70% dos impostos são cobrados sobre o consumo e apenas 30% sobre o patrimônio. É preciso diminuir o peso sobre a população e aumentar sobre a riqueza e renda. Reduzir a taxa de juros básica paga pelo governo aos bancos e as escandalosas taxas de juros cobradas aos consumidores e empresas. Eliminar as taxas de serviços pelas quais os bancos recolhem por ano R$ 54 bilhões! E acabar com a Lei Kandir, que isenta de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) todas as exportações agrícolas e primárias, penalizando o povo e as contas públicas nos estados e municípios.

9. O Brasil precisa de uma política permanente de distribuição de renda. Para isso, será necessário tomar medidas que afetem o patrimônio, a renda e os privilégios da minoria mais rica. Precisamos aumentar as oportunidades de emprego, educação e renda para a maioria da população. Usar os recursos dos orçamentos da União e dos estados, prioritariamente, para ampliar os serviços públicos, de forma eficiente e gratuita para toda população, em especial saúde, seguridade social e educação.

10. Ante as pressões dos setores conservadores, devemos convocar o povo para que se manifeste. Utilizar os plebiscitos e consultas populares para que o povo exercite o direito de decidir sobre assuntos tão importantes para a sua vida.

Conclamamos a militância, nossa base social e a toda população brasileira a se manifestar e se manter alerta, para mais essas manobras que as forças conservadores tentam impor a toda sociedade.

Brasil, 10 de janeiro de 2008

* Assinam:

Abrahão de Oliveira Santos - Psicólogo, professor universitário
Adelaide Gonçalves - historiadora, universidade federal do ceará
Aldany Rezende, do diretório do PDT- MG
Aldo Ambrózio. Doutorando em Psicologia Clínica - PUC/SP.
Altamiro Borges, jornalista, e membro do CC do PCdoB.
Antonio Zanon, do Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo
Arnaldo Carrilho - Embaixador, Representante junto à Cúpula ASPA (América do Sul-Países Árabes).
Aton Fon Filho, advogado,da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, São Paulo
Babe Lavenère Machado de Menezes Bastos, servidora da Radiobras,
Bernardete Gaspar, religiosa, do Conselho de religiosos do Brasil-CRB
Beto Almeida, presidente da TV comunitária Cidade Livre, Brasília
Bráulio Ribeiro, do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social.
Burnier, sacerdote, Goiânia/Goiás
Carlos Alberto Duarte, Presidente do Sindicato dos advogados de São Paulo
Carlos Eduardo Martins - Professor de Ciência Política da UFF
Carlos Antonio Coutrim Caridade - Analista de sistema/Psicólogo - DF
Carlos Walter Porto-Gonçalves, doutor, geógrafo, professor da UFF
CECI JURUA - Pesquisadora associada ao LPP/UERJ.
Celi Zulke Taffarel - Profa. da UFBA
Celso Woyciechowski, Presidente da CUT-RS
Celso Agra , da Coordenação Provisória da Campanha a "Agroenergia é Nossa!"
Chico Menezes - Diretor do Ibase
Clarisse Castilhos, economista
Clovis Vailant, da REMSOL - Rede Matogrossense de Educação e Sócio-economia Solidária, e do FBES - Fórum Brasileiro de Economia Solidária
Danielle Corrêa Tristão - Publicitária - Rio de Janeiro - RJ
Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales e presidente da Cáritas Brasileira.
Dom Tomás Balduino, bispo e membro do conselho permanente da CPT nacional.
Edson Silva, do Conselho de Leigos da Região Episcopal Ipiranga - CLERI -São Paulo
Edson Barrus, artista multimidia
Eleutério F. S. Prado - Prof. da FEA/USP
Eliana Magalhães Graça, do Instituto de Estudos Socioeconômicos- INESC, Brasília
Emir Sader, professor da UERJ e coord. da CLACSO
Evilásio Salvador, do Inesc- Brasilia
Fernanda Carvalho - coordenadora do Ibase - Rio de janeiro
Fernando Morais, jornalista e escritor
Fernando Correa Prado, do mestrado de Estudos Latinos- Unam
Flávio Aguiar, jornalista e professor universitário.
Francisco Marcos Lopes Cavalcanti - Engenheiro
Gaudêncio Frigotto. Professor universitário. Educador.
Gentil Corazza - Professor Universitário - UFRGS
Geraldo Marcos Nascimento, padre jesuíta, Diretor da Casa da Juventude- Goiania
Geter Borges de Sousa, Brasília
Gilberto Maringoni - Jornalista, da Fundação Cásper Líbero, São paulo
Heloísa Fernandes, professora da Esc.Nac. Florestan Fernandes, aposentada da USP
Ibero Hipólito, do Intervozes e da Radcom FM Alternativa Mossoró - RN
Iraê Sassi, da sucursal da Telesur no Brasil, Brasilia
Isidoro Revers, da assessoria da CPT nacional. Goiania
Ismael Cardoso - Pres. da UBES - União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
Ivana Jinkings - editora, São Paulo
Ivo Poletto, assessor de Cáritas e Pastorais Sociais.
Ivo Lesbaupin, professor da UFRJ, cientista político, assessor de pastorais sociais
João Pedro Stedile, da Coord. Nac. da Via campesina Brasil
João Brant, da Intervozes
Jonas Duarte, professor da UFPB e da Comissão de Direitos Humanos/UFPB
Jonei Reis - Engenheiro Civil - Caxias do Sul-RS
Jorge Luís Ferreira Boeira, Gerente De Projetos
Jose Antonio Moroni,da coord. Nac. da ABONG e da campanha por reformas políticas.
José Heleno Rotta, professor de economia da UEPB
José Juliano de Carvalho Filho, professor aposentado da FEA/USP e diretor da Abra
Jose Luis Guimarães, agrônomo, Belo Horizonte
Jose Ruy Correa, Curitiba. PR
Laura Tavares - da UFRJ
Leila Jinkings, Jornalista, do Centro de Estudos Latino Americanos - Cela, Brasília
Luana Bonone, da executiva nacional da Une
Lúcia Stumpf, presidente, pela União Nacional dos Estudantes- UNE.
Lúcia Copetti Dalmaso, advogada, Santa Maria, RS
Luciane Udovic , pelo Grito Continental dos excluídos.
Luis Bassegio, do Grito continental dos Excluídos
Luiz Carlos Pinheiro Machado - Presidente do Instituto André Voisin, professor catedrático pela UFGRS e pela UFSC

Luiz Antonio C. Barbosa, Servidor Público Federal, RJ
Luiz B. L. Orlandi ,Professor universitário.
Luiz Carlos Puscas - professor da Universidade Federal do Piauí - UFPI
Maria Luiza Lavenère, arquiteta/urbanista, Brasília
Marina dos Santos, da coord. Nac do MST
Marcelo Crivella, Bispo da Igreja universal e senador.
Marcel Gomes, da ONG Repórter Brasil
Marcelo Resende, da diretoria da ABRA- Associação brasileira de reforma agrária.
Marcos Arruda - do PACS - Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul, Rio de Janeiro, e do Instituto Transnacional, Amsterdam.
Marcos Simões dos Santos - policial militar-SP
Marcos Zerbielle, do Movimento dos Trabalhadores desempregados- MTD
Mauricio de Souza Sabadini - Prof. UFES
Maria Helenita Sperotto - ICM, religiosa, assessora da CRB
Maria Raimunda Ribeiro da Costa - MJC, religiosa, acompanha área indígena e afrodescetnes da CRB
Marta Skinner-UERJ
Mauro Castelo Branco de Moura, Professor de Filosofia-UFBA
Miguel Leonel dos Santos, da Secretaria de Pós Graduação do Instituto de Estudos da Linguagem - UNICAMP
Miltom Viário, da diretoria da Confederação nacional dos metalúrgicos, CUT
Mozart Chalfun - Presidente do CCCP Paulo da Portela - Rio de Janeiro
Nalu Faria, da Marcha Mundial das Mulheres, MMM
Paulo Sérgio Vaillant - presbítero
Plínio de Arruda Sampaio, presidente da ABRA.
Pompea Maria Bernasconi- religiosa e diretora do Instituto Sedes Sapientiae, São paulo
Raul Vinhas Ribeiro, prof. Universitário, de Campinas, SP
Raul Longo, professor, Florianópolis, SC
Reinaldo A. Carcanholo - professor da UFES e Vice-Presidente da Sociedade Latino-americana de Economia Política-SEPLA
Ricardo Tauile do LEMA
Roberto Amaral, cientista político e vice-presidente nacional do PSB
Rodrigo Nobile -professor, do Laboratório de Políticas públicas-UERJ.
Rodrigo Castelo Branco, pesquisador do Laboratório de Estudos Marxistas
Ronald Rocha, sociólogo Belo Horizonte- MG
Roseana Ferreira Martins, do Instituto São Paulo de Cidadania Política -São Paulo-SP
Sandra Camilo Ede, religiosa, das Irmãs Dominicanas de Monteils- GO
Sávio Bonés, jornalista, e membro da ABRA-MG
Severo Salles, professor universitário, e Pesquisador da UNAM
Sidnei Liberal, Médico, do PCdoB, DF
Tania Maria Barros Cavalcanti , Autônoma
Télia Negrão ,Secretária Executiva - Rede Feminista de Saúde- RS
Temístocles Marcelos Neto. da secretaria nac. de meio ambiente da CUT Nac
Vera Lúcia Chaves, Diretora geral da ADUFPA- sessão Paraense da ANDES
Virgílio de Mattos - professor universitário da Escola Superior Dom Helder Câmara, em BH/MG. Coordenador do Grupo de Pesquisas Criminalidade, Violência e Direitos Humanos.



com informações de adital: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=31203

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

QUEM GOVERNA O PAÍS? - A MAIORIA OU A MINORIA? UNICAMERANISMO JÁ!

A oposição com um discurso cada vez mais desesperado e reacionário, quer derrubar as medidas provisórias editadas pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, recorrendo até o STF, em relação ao aumento dos impostos da IOF aos bancos e aos donos do capital privado e especulativo. O Senado, a mais intransigente e vil casa do poder nacional quer inverter os ideais de democracia existentes no país , fazendo valer a voz da minoria contra a ampla voz da maioria. Quem Governa o pais? A minoria ou a maioria? O unicameranismo de maioria absoluta é o que necessitamos para manter a coerência dos ideais democráticos, ou então uma saída a francesa para tal impasse!

O Senado Federal, recinto dentre os mais intransigentes e senis que ainda compõem os quadros dos poderes vigentes em nosso país, a cada atitude maquinal e alienada de sua minoria, faz sufocar os ideais verdadeiros de democracia das massas e de maioria absoluta, em especial o eixo oposicionista, remanescentes de nossas oligarquias e do coronelismo do período imperial, da velha república e da ditadura militar.

Algo parecido com o que o Senado faz hoje era executado da mesma maneira na França absolutista, que fora solucionada com uma forma simples, decapitaram seus governantes para servir-lhes de exemplo com os que zombassem com os ideais populares, e na Rússia Czarista o extermínio da família real. Para não radicalizar em uma saída à francesa, melhor seria extirpar esta instituição combalida e sectária, que hoje é o Senado e adotar um modelo unicameral, próximo ao que existe hoje na Câmara dos Deputados, mas sob uma democracia proporcional, com um número menor de partidos e coligações e financiamento público de campanha, pois é inconcebível a minoria apoiada pelo turbilhão de voz provenientes dos veículos de mídia e das elites sobrepujar os anseios de uma maioria.

O Desespero hoje das elites é tal que seus parlamentares de reboque do PSDB, DEM, PPS e PSOL, tentam de todas as formas possíveis barrar os planos de desenvolvimento do país e de distribuição de renda, visando 2010 e a corrida a sucessão de Lula, pois sabem que se executadas todas as obras e medidas do presidente e da base governista composta principalmente por PT, PC do B e PSB, será impossível bater o candidato apoiado pelo presidente petista.

O Senado é a última resguarda das elites, o último campo que restara após os massacres eleitorais do eixo da esquerda socialista no Brasil sobre a direita golpista. O contra-ataque do governo com a derrubada da CPMF foi à altura do golpe aplicado pela direita, o aumento da carga tributária para os organismos privados chegou ao exato momento em que contavam seus lucros incomensuráveis, hoje para distribuir parte do bolo aos programas sociais e estruturais do Estado brasileiro. A direita e seus fiéis depositários em épocas de campanha protestaram, pois quem pagaria as contas de 40 bilhões com a extinção da CPMF seriam exatamente eles, algo inusitado e que lavou a alma do povo mais pobre e carente que por mais de quinhentos anos pagou as besteiras e sandices dos governantes do país.

A ira da direita oposicionista chegou ao ponto de encampar pedidos de inconstitucionalidade da Medida Provisória editada pelo Presidente Lula, ao Superior Tribunal de Justiça, um ato desesperado e a última cartada a fim de derrubar de todas as formas as mudanças promovidas pelo Governo Federal em todo o país nestes últimos cinco anos.

Os fiéis locutores das elites como José Nêumanne Pinto, Arnaldo Jabor, Diogo Mainardi e a própria elite, temem até o último fio de cabelo as medidas de Lula, pois suas aplicações no mercado especulativo, e seus pontos comerciais estão a ponto de receberem uma carga de impostos equivalentes a renda de um assalariado de renda razoável para níveis acima, e o povo nada tem a temer. Uma idéia sem nexo aos olhos de um grande burguês.

O Senado decreta o seu falecimento moral por esta e outras medidas, e para o país avançar e necessário que seja desarraigado.